Procon Estadual se reúne com Federação Brasileira de Bancos e cobra melhoria no atendimento ao consumidor

Com a finalidade de encaminhar soluções para problemas recorrentes no relacionamento dos bancos com  consumidores,  foi realizada  reunião, por iniciativa da Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor – Procon/MS, órgão vinculado à  Secretaria de Estado de  Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho com representantes da Federação Brasileira de Bancos – Febraban e das principais organizações bancárias: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e  Bradesco.

 

Durante o encontro, na sede do Procon Estadual, o assunto principal foi a necessidade  da rede bancária se estruturar no sentido de cumprir  as legislações  municipal e estadual suprimindo espera excessiva dos clientes (consumidores) quando necessitam se dirigir às agências a procura de solução para suas demandas, muitas vezes o simples saque de valoresou troca de cheques e, para isso, perdem boa parte do seu dia.

 

Em relação ao problema o superintendente do Procon Estadual, Marcelo Salomão, afirmou ser necessário haver equilíbrio na relação de consumo e que “a fila de espera é angustiante. As agências demonstram estarem despreparadas e é inconcebível que, mesmo tendo lucros exorbitantes, os bancos não consigam se organizar para melhorar o atendimento pelo menos no período em que o fluxo de clientes às agências é sensivelmente maior”.

 

O superintendente entende que se trata de um problema de fácil solução desde haja vontade e os responsáveis pelos bancos se empenhem em  criar mecanismos para evitar o excesso de filas, possivelmente  mobilizando um  contingente maior de funcionários nesse período.

 

Outro tópico levado à discussão diz respeito à alta incidência de empréstimos consignados nas contas dos consumidores (principalmente aposentados) sem que estes tenham solicitado ou autorizado por meio de assinatura de contratos com empresas que se apresentam como prepostos de bancos no sentido de facilitar o acesso das pessoas aos valores, muitas vezes não solicitados e dos quais só tomam conhecimento ao verificarem débitos em suas contas.

 

Por meio de exposição apresentada o representante da Febraban Evandro Ziliani procurou demonstrar providências  que vêm sendo buscadas em nível macro e que, por consequência poderá beneficiar o cliente que, na verdade é o consumidor  final dos serviços prestados pela rede bancária em nível de Brasil.

 

Além do superintendente do Procon/MS participaram do encontro Evandro Ziliani (pela Febraban), Flavia Amaral, Willian Wenceslau e Orlei Batista (Banco do Brasil),  Marcelo Machado e Leandro Tanaka (Caixa), Fúlvio Lopes (Bradesco) e os integrantes da  Assessoria Jurídica do Procon Estadual, advogados Patrícia Mara da Silva, Erivaldo Pereira e  Eliete Maria Joerke.

Pesquisa semanal do Banco Central: mercado reduz estimativa de crescimento da economia para 0,85%

A estimativa do mercado financeiro para o crescimento da economia este ano continua em queda. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com instituições financeiras, a projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – desta vez foi reduzida de 0,87% para 0,85%. Essa foi a 18ª redução consecutiva.

 

Para 2020, a expectativa é que a economia tenha crescimento maior, de 2,20%, a mesma da semana passada. A previsão para 2021 e 2022 permanece em 2,50%.

 

Inflação

 

A estimativa de inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), caiu de 3,82% para 3,80% este ano, na quinta redução seguida. A meta de inflação de 2019, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

 

A projeção do mercado financeiro para a inflação em 2020 caiu de 3,95% para 3,91%. A meta para o próximo ano é de 4%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

 

Para 2021, o centro da meta de inflação é 3,75% e para 2022, 3,5%, também com intervalos de tolerância de 1,5 ponto percentual. A previsão do mercado financeiro para a inflação em 2021 e 2022 permanece em 3,75%.

 

Taxa básica de juros

 

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, mantida em 6,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

 

Ao final de 2019, as instituições financeiras esperam que a Selic esteja em 5,50% ao ano. Na semana passada, a projeção era de 5,75% ao ano. Para o fim de 2020, a expectativa é que a taxa básica baixe para 6% ao ano e, no fim de 2021 e 2022, chegue a 7,5% ao ano.

 

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica. Quando o comitê aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

 

A manutenção da Selic indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

 

Fonte: Agência Brasil