Seis consórcios se inscrevem para disputar licitação do projeto da ponte de Porto Murtinho, que integrará Rota Bioceânica

O Ministério de Obras Públicas e Comunicações do Governo Federal do Paraguai recebeu na segunda-feira (03), seis propostas para realização de estudos para elaboração do projeto da ponte que será construída para ligar Porto Murtinho (MS) e o município paraguaio Carmelo Peralta. Obra fundamental para a concretização da Rota Bioceânica.

 

As propostas foram entregues em Assunção por seis consórcios, que devem obrigatoriamente ser formados por empresas brasileiras e paraguaias. Sendo, Consórcios Puente Bioceanico, Prointec, SUR, Binacional de Consultoras, ITCM e Puente Binacional PB.

 

Este é um processo da licitação pública internacional – binacional para o estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental, projeto final de engenharia, cadastro e fiscalização para a construção da ponte sobre o rio Paraguai entre Carmelo Peralta e Porto Murtinho e obras complementares.

 

As propostas foram recebidas e serão abertas e analisadas pela comissão organizadora composta pelo vice-ministro de Obras Públicas, Ignácio Gomez, Rodrigo Gimenez representando a unidade de contratação operacional, Fatima Paez, que presidente o ato e representando a direção de Assuntos Jurídicos, Mirna Orrego de Segovia da cidade de Carmello Peralta e Panfilo Benitez, representando a Itaipu Binacional.

 

Para o titular da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), secretário Jaime Verruck destaca que este é mais um passo importante para que o projeto seja concretizado. “Nossa previsão é de que as obras da ponte comecem no início de 2021 e já percebemos atenção maior dos mercados asiáticos para a rota bioceânica”.

Setor de orgânicos fatura R$ 4,6 bi em 2019; balanço mostra que números da exportação também foram bons

O setor de produtos orgânicos faturou R$ 4,6 bilhões no Brasil em 2019, segundo balanço da Organis, entidade setorial dos orgânicos, o que representa aumento de 15% em relação ao faturamento de 2018, quando o valor chegou a R$ 4 bilhões.

 

A entidade avalia que os números de exportação também foram bons para um ano de grande variação cambial: em torno de U$ 190 milhões (26 empresas associadas), alta de 5,5% em relação ao ano anterior (R$ 180 milhões).

 

“Nossa estimativa tem base no aumento de toda cadeia. A principal feira do setor de orgânicos, a BioBrazil, cresceu 33% em número de expositores. Tivemos muitos brasileiros visitando as principais feiras internacionais do setor, mais do que em outros anos, na busca por ideias e conceitos com potencial para ser trabalhados por aqui. Rompemos a barreira das 20 mil unidades produtivas e o varejo entendeu a importância do orgânico no portfólio dos saudáveis”, disse Clauber Cobi Cruz, diretor da Organis.

 

Para Cruz, o setor tem grande potencial de desenvolvimento. “Isso, se as condições econômicas tivessem sido favoráveis e se o consumidor já houvesse consolidado seu entendimento sobre o que é um produto orgânico”, avaliou. De acordo com o diretor, a tendência para este ano é positiva e ele estima que o mercado brasileiro de orgânicos deve crescer no mínimo 10%.

 

Uma tendência apontada pela Organis é o aumento da relevância da produção orgânica como parte da solução das questões ambientais.

 

O setor deverá atrair mais iniciativas, tanto públicas como privadas, que intensificarão as ações de fomento. “A experiência bem-sucedida de ver os orgânicos em movimento nos anima a manter o otimismo para 2020, que tende a se firmar como um ano de sistematização de informações da cadeia produtiva, da semente ao cliente”, disse Cruz.

 

Fonte: Agência Brasil