Mais da metade de pequenos negócios retomou atividades, como empresas de limpeza, marcenaria e manutenção

Uma nova pesquisa da startup SumUp, instituição financeira com foco nos pequenos negócios, mostra que 57% do setor já retomaram plenamente suas atividades no país.

 

A quarta rodada do estudo foi realizada entre 21 e 24 de julho, com 4.149 clientes da empresa, que é uma das principais fornecedoras de maquininha de cartão para micro e pequenos empreendedores no Brasil. Em levantamento anterior, em maio, o número de negócios funcionando estava em 37%.

 

Dentre os ramos que retomaram às atividades no último mês, estão serviços de limpeza, especialmente lavagem automotiva (lava-jatos), com 80% de funcionamento; os de marcenaria, com 58% de retomada; e os de manutenção e reparos, com 55% dos negócios já funcionando normalmente. Mais da metade (53%) de serviços de saúde, como consultórios médicos, dentistas, psicólogos e veterinários também voltou a funcionar normalmente, segundo a SumUp.

 

Dono de um lava-jato em Cachoeira da Prata (MG), Darlan Fernandes conta que seu negócio ficou fechado por 15 dias, no início da pandemia, por exigência de um decreto municipal, mas voltou a funcionar em seguida, com horário reduzido.

 

“O movimento, por enquanto, não voltou ao normal, inclusive acho que vai piorar novamente, porque foi confirmado hoje a primeira morte pelo novo coronavírus aqui na cidade”, afirmou Darlan. Ele calcula que mantém atualmente 60% do movimento que tinha antes da crise sanitária.

 

Setor de eventos sofre na pandemia

 

Na outra ponta da tabela, estão os serviços que seguem praticamente parados desde o início da pandemia no país. É o caso do setor de eventos, com apenas 7% dos declarantes afirmando que retomaram as atividades.

 

No caso do serviços de educação, somente 18% da base de clientes da SumUp informam terem retomado. Atividades na área de fotografia (26%) e serviços esportivos (29%) também registraram um retorno ainda tímido das atividades.

 

A cabeleireira Claudineia Augusto dos Santos, de Itanhaém (SP), na Baixada Santista (SP), ficou mais de quatro meses parada, mas começou a retomar, aos poucos, as atividades a partir de julho, atendendo a clientela em casa, com horário marcado e todo um protocolo de higienização. “Calculo que reiniciei 50% do movimento anterior, comecei a sentir o pessoal querendo voltar a fazer o serviço somente em agosto”, relata.

 

Claudineia faz parte do grupo de risco para a covid-19, já que teve câncer de mama. Mesmo assim, afirma, não teve como prosseguir sem trabalhar depois de tanto tempo parada. “Voltei por causa da condição financeira, né? É complicado, a gente precisa trabalhar porque não tem de onde tirar”.

 

Beneficiária de uma pensão previdenciária, ela não recorreu ao auxílio emergencial. Darlan Fernandes também disse não ter solicitado o auxílio para enfrentar o período de pandemia. “Não recorri porque acho que há pessoas que precisam mais do que eu, e também porque eu tinha uma reserva guardada para emergência”, explicou.

 

Auxílio emergencial

 

Segundo o levantamento da SumUp, cerca de 46% dos empreendimentos que fecharam por pouco tempo ou mantiveram seu funcionamento não precisaram recorrer ao auxílio emergencial.

 

Já entre os que fecharam o negócio permanentemente, 64% solicitaram o auxílio emergencial de R$ 600, embora nem todos (14%) tenham tido o benefício aprovado.

 

Entre os negócios fechados ou parcialmente abertos com ponto de venda fechado, a venda online é o investimento prioritário no futuro, com 46% dos respondentes apontando nessa direção. Já entre os negócios funcionando normalmente, a prioridade, de acordo com a pesquisa, é diversificar e aumentar estoque e a produção (58%).

 

 

Fonte: Agência Brasil

Pesquisa trimestral do Procon constata diferenças de 185,31% nos preços de alimentos e de 147,37 em produtos de higiene

Com a finalidade principal de orientar o consumidor para, na hora de realizar suas compras de gêneros alimentícios ou produtos de limpeza,  a Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor – Procon/MS, órgão integrante da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho – Sedhast,  realizou pesquisa  verificando preços dos principais produtos que integram a cesta básica, como ocorre trimestralmente.

 

A ação ocorreu no período de  17 a 26 de agosto em curso abrangendo 176 produtos em 19 estabelecimentos. Do total pesquisado são divulgados 135 itens, uma vez que o critério de  divulgação leva em conta que o produto deve ser encontrado em, pelo menos,  três dos locais onde a verificação é realizada. Ficou constatada, no setor alimentício, diferença de 185,31 % em relação ao fubá Donana em embalagem de 1kg.

 

Esse produto custa R$ 2,45  no Fort Atacadista enquanto no Pag Poko, o preço é R$ 6,99. Já no setor de limpeza e higiene, o sabonete barra Lux 85g é o que apresenta maior diferença, com 147,37%. Conforme a pesquisa, o Supermercado Mister Junior comercializa por R$ 0,95 enquanto no extra é encontrado por R$ 2,35. Fruto da pesquisa, foram verificados, ainda, os menores índices de diferença.

 

Neste caso, entre os gêneros alimentícios, o menor índice foi de 8,08% para o óleo de soja Soya em embalagem de 900 ml. No Mister Junior custa R$ 4,95 enquanto no Assai o preço é R$ 5,35.  Em se falando de produto de higiene e limpeza,  a menor diferença (7,73%), verificada foi em relação ao sabão em pó Brilhante, caixa de 800 gramas, produto que é vendido no  Comper R$ 8,50 e no Fort por R$ 7,89.

 

A equipe de pesquisadores  traçou, também, termos comparativos com os preços encontrados em itens que mantem a mesma apresentação  em tamanho, peso e medida de um trimestre para outro. Foram comparados 97 itens  e se observou que 70 obtiveram aumento e 24, decréscimo em seus valores. As maiores diferenças ocorreram em relação ao óleo Liza 900ml com 37,25%  mais caro enquanto o feijão Paquito 1kg  apresentou redução de -42,21% no período.

 

Planilhas da pesquisa atual e do comparativo.

Pesquisa Cesta Básica – agosto 2020

Comparativo Pesquisa Cesta Básica – maio/agosto 2020

 

 

 

ESTABELECIMENTOS PESQUISADOS 

ASSAI – AV. FABIO ZAHRAN 7 919 – JARDEIM AMERICA

ATACADAO  – AV COSTA E SILVA 1 528 – RESIDENCIAL BETAVILLE

BIG FOUR – RUA PADRE MASSA TUMA 837 –JARDIM ITAMARACA

CARREFOUR – AV AFONSO PENA  4 909 –  SABTA FÉ

CENTRAL ATACADISTA BATISTÃO – RUA FATIMA DO SUL 121 – SÃO JORGE DA LAGOA

COMPER – AVENIDA  TAMANDARÉ  635 – VILA PLANALTO

EXTRA HIPERMERCADOS – RUA MARACAJU 1 427 – CENTRO

SUPERMERCADO DUARTE – AVENIDA MANOEL DA COSTA LIMA 1610 – PIRATININGA

FORT ATACADISTA –  AV. GURI MARQUES  4 855 – VILA CIDADE MORENA

SUPERMERCADO GAUCHÃO –  RUA PADRE MUSSA TUMA  1 121 – JARDIM ITAMARACÁ

LEGAL SUPERMERCADOS – RUA  JOSÉ NOGUEIRA VIEIRA 1 673 – TIRADENTES

MERCADO DO PRODUTOR –  AV. GUNTER HANS 2 464 – JARDIM TIJUCA

MISTER JUNIOR – RUA DAS BALSAS  339 – ESTRELA DO SUL

SUPERMERCADOS NUNES –  EULER DE AZEVEDO 3 440 – ALTO SÃO FRANCISCO

SUPERMERCDOS PIRES – AV GUAICURUS 5 350 – JARDIM MONUMENTO

REAL –  AV  GENERAL ALBERTO CARLOS DE MENDONÇA 3 028 – SÃO CONRADO

MERCADO PAG POKO –  RUA PINHÃO  205 – TAQUARAL BOSQUE

SANTO ANTONIO – R JOÃO FRNCISCO DAMACENO  179 –  MARIA APARECIDA PEDROSSIAN

SUPERMERCADO SÃO JOÃO – AV ARQUITETO VILA NOVA ARTIGAS 1179 – AERO RANCHO

 

 

Fonte: Procon MS