Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo: mercado reduz de 4,40% para 4,23% estimativa de inflação para 2018

A estimativa de instituições financeiras para a inflação este ano caiu pela terceira vez seguida. De acordo com pesquisa do Banco Central (BC), divulgada hoje (12), em Brasília, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ficar em 4,23%. Na semana passada, a projeção estava em 4,40%.

 

Para 2019, a projeção da inflação foi ajustada de 4,22% para 4,21%. Não houve alteração na estimativa para 2020: 4%. Para 2021, passou de 3,97% para 3,95%.

 

A meta de inflação, que deve ser perseguida pelo BC, é 4,5% este ano. Essa meta tem limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a meta é 4,25% com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

 

Já para 2020, a meta é 4% e 2021, 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos (2,5% a 5,5% e 2,25% a 5,25%, respectivamente).

 

Taxa básica de juros

 

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,5% ao ano.

 

Segundo o mercado financeiro, a Selic deve permanecer em 6,5% ao ano até o fim de 2018.

 

Para 2019, a expectativa é de aumento da taxa básica, terminando o período em 8% ao ano e permanecendo nesse patamar em 2020 e 2021.

 

Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

 

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação.

 

A manutenção da taxa básica de juros, como prevê o mercado financeiro este ano, indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

 

Crescimento econômico

 

As instituições financeiras mantiveram a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, em 1,36% em 2018, e em 2,50% nos próximos três anos.

 

Câmbio

 

A expectativa para a cotação do dólar segue em R$ 3,70 no fim deste ano, e passou de R$ 3,80 para R$ 3,76 no término de 2019.

 

 

Fonte: Agência Brasil

Arroz, feijão e carne são os alimentos mais desperdiçados no Brasil, segundo dados do Ministério do Meio Ambiente

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) encerrou ontem (10), em Brasília, a Semana Nacional de Conscientização sobre Perdas e Desperdícios de Alimentos 2018.

 

A programação do último dia contou com uma estrutura montada na Central de Abastecimento (Ceasa) da capital federal, e incluiu oferta gratuita de oficinas de combate ao desperdício, com dicas sobre como tirar o melhor aproveitamento de alimentos, evitando o descarte daquilo que ainda pode ser consumido. Ao longo dos últimos dias, exposições e outras oficinas, como a de hortas urbanas, também movimentaram o local.

 

Na casa das famílias brasileiras, arroz, carne vermelha, feijão e frango são os alimentos mais jogados fora, segundo a Secretária de Articulação Institucional e Cidadania do MMA, Rejane Pieratti. Ela explica que planejamento é fundamental para se evitar o desperdício.

 

“Começo planejando o que eu preciso comprar. A maioria das pessoas vai ao supermercado e compra coisa que não vai usar e vai perder dentro da geladeira”, afirmou, em entrevista à Rádio Nacional de Brasília. Os dados mais recentes da Organização das Nações Unidas (ONU)sobre o desperdício no país datam de 2013. Naquele ano, o Brasil desperdiçou mais de 26 milhões de toneladas de alimentos. Estima-se que, em todo o mundo, o volume anual de alimentos jogados fora seja de 1,3 bilhão de tonelada.

 

Chefs de cozinha

 

Além das oficinas, um dos destaques de hoje na Ceasa-DF foi a participação dos chefs de cozinha Fernando Souza e Fábio Marques, do projeto Desafio da Xêpa – Do Lixo ao Luxo.

 

A dupla, que forma o Double Chefs, preparou pratos com alimentos que seriam descartados na própria Ceasa. Segundo eles, o projeto nasceu das visita que ambos faziam à Ceasa para comprar alimentos.

 

“Sempre que vamos ao local, vemos que muitos alimentos acabam indo para o lixo. Surgiu, então, a ideia da iniciativa para promover a conscientização que todos nós precisamos ter. Não é possível jogar tanto alimento fora, pois, muitas pessoas passam fome. Resolvemos unir a nossa profissão e o combate ao desperdício”, explica Fábio.

 

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) também participou do evento com a elaboração de dois pratos à base de abóbora. Orientações sobre planejamento de compras, reaproveitamento de toda a sacola da feira e de todas as partes do alimento, conservação e durabilidade, entre outras informações, estão disponíveis no hotsite [https://www.brasil.gov.br/semdesperdicio] da Semana Nacional de Conscientização sobre Perdas e Desperdícios de Alimentos 2018, informou o MMA.

 

Coleta de alimentos

 

Ontem também marcou o Dia Nacional da Coleta de Alimentos, ação organizada por instituições e pessoas voluntárias e que ocorre em 14 estados e 56 cidades do país.

 

O evento está na 13ª edição e já arrecadou mais de 1,3 mil tonelada de alimentos, envolvendo o trabalho de 58 mil pessoas.

 

Na edição deste ano, voluntários se concentram ao longo dia na entrada de centenas de supermercados parceiros, convidando os clientes a doarem alimentos não perecíveis.

 

No fim do dia, os itens são recolhidos, com apoio do programa Mesa Brasil do Sesc, uma rede nacional de bancos de alimentos que atua contra a fome e o desperdício de alimentos.

 

No Distrito Federal, voluntários atuam em 10 supermercados. Tudo o que for recolhido será destinado a mais de 200 instituições de caridade da cidade.

 

“No ano passado, a gente recebeu quase 7 toneladas de doações, em Brasília. No Brasil inteiro, foram 184 toneladas”, disse a servidora pública Marília de Faria Ferreira, uma das voluntárias que atuam no projeto.

 

Fonte: Agência Brasil

Agência Nacional de Transportes Terrestres publica norma para multar quem descumprir preços da tabela do frete

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou ontem (9) a definição dos valores das multas que serão aplicadas a quem descumprir os preços mínimos da tabela do frete rodoviário. A agência já vinha fiscalizando o cumprimento dos pisos mínimos do frete. Mas as autuações não geravam multa porque faltava a regulamentação das punições.

 

De acordo com a resolução publicada no Diário Oficial da União, os valores serão aplicados em quatro situações distintas, variando do valor mínimo de R$ 550 e podendo chegar ao máximo de R$ 10,5 mil.

 

Pelo regulamento, a empresa que contratar o serviço de transporte rodoviário de cargas abaixo do piso mínimo estabelecido pela agência reguladora terá punição específica. Neste caso, a multa será de duas vezes a diferença entre o valor pago e o piso devido, limitada ao mínimo de R$ 550,00 e ao máximo de R$ 10.500,00.

 

Já para o transportador que realizar o serviço de transporte rodoviário de cargas em valor inferior ao piso mínimo de frete definido pela ANTT, será aplicada multa de R$ 550.

 

A resolução diz ainda que os responsáveis por anúncios de ofertas para contratação do transporte rodoviário de carga em valor inferior ao piso mínimo estarão sujeitos à multa de valor de R$ 4.975.

 

O texto diz ainda que os contratantes, transportadores, responsáveis por anúncios ou outros agentes do mercado que impedirem, obstruírem ou, de qualquer forma, dificultarem o acesso às informações e aos documentos solicitados pela fiscalização para verificação da regularidade do pagamento do valor de frete poderão sofrer multa de R$ 5 mil.

 

“A ANTT poderá utilizar-se do documento que caracteriza a operação de transporte, de documentos fiscais a ele relacionados e das informações utilizadas na geração do Código Identificador da Operação de Transporte para comprovação da infração prevista neste artigo”, diz a resolução.

 

A constitucionalidade da tabela do frete, resultado de acordo entre caminhoneiros e o governo de Michel Temer para acabar a paralisação do transporte rodoviário no país, está sendo questionada no Supremo Tribunal Federal.

 

Após uma audiência pública sobre a tabela de frete, em agosto, o ministro Luiz Fux, relator do processo, afirmou que não decidirá sozinho sobre o tema e que levará as três ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs) sobre o assunto para análise diretamente no plenário da Corte.

 

Fonte: Agência Brasil

Infraero interdita loja no aeroporto internacional, acompanhando fiscalização do Procon MS

Atendendo a  denúncia de  consumidor, equipe  da Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor – Procon/MS, órgão ligado à Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho, liderada pelo superintendente Marcelo Salomão, e integrantes da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes  Contra as Relações de Consumo – Decon, entre os quais o delegado Wilton Vilas Boas,  realizaram ação de fiscalização no Aeroporto Internacional de Campo Grande onde empresa representante de editora de revistas vinha praticando crimes contra o consumidor.

 

D

urante a ação, que foi acompanhada pelo gerente de Operações Comerciais da Infraero Alencar de Oliveira Novaes, ficou constatado que os vendedores da loja praticavam abordagem constrangedora aos usuários do aeroporto para, em propaganda enganosa, oferecerem pseudo vantagens, como liberação de pontos para milhas por empresas aéreas, na aquisição de assinatura de revistas tanto de notícias quanto de variedades.  Para isso as pessoas  deveriam assinar um  contrato de adesão além de dispor de cartão de crédito, por meio do qual receberiam os pontos “a serem liberados por uma empresa aérea”.

 

De acordo com Marcelo Salomão, as ofertas dos vendedores se configuram em crime contra as relações de consumo, previstos no Código de Defesa do Consumidor. “Nós, do Procon, não queremos que o consumidor se sinta constrangido. Estamos sempre atentos a esse tipo de denúncia e, sempre que nos chegam, procuramos comprovar e penalizar o infrator”, comenta o superintendente. Além das irregularidades praticadas diretamente ao consumidor, quando solicitado não foi apresentado alvará de funcionamento e os funcionários não têm vínculo empregatício, nem mesmo registro em Carteira de Trabalho.

 

No caso da loja do aeroporto, foi lavrado Auto de Constatação que poderá gerar uma série de punições. Ao mesmo tempo a equipe da Decon conduziu os responsáveis pela loja até a delegacia para instauração de inquérito. Em princípio, por determinação da gerência comercial da Infraero, o estabelecimento fiscalizado foi interditado temporariamente, até que sejam sanadas as irregularidades.

Saques em poupança superam depósitos em R$ 2,5 bilhões em outubro, de acordo com relatório do Banco Central

Depois de sete meses seguidos de resultado positivo, os saques na caderneta de poupança superaram os depósitos, gerando retirada líquida de R$ 2,532 bilhões em outubro. Segundo relatório divulgado hoje (7) pelo Banco Central (BC), foram depositados, ao longo do mês passado, R$ 194,435 bilhões e sacados R$ 196,968 bilhões.

 

No acumulado dos 10 meses deste ano, os depósitos na poupança superaram as retiradas em R$ 22,968 bilhões.

 

Em outubro, os rendimentos chegaram a R$ 2,950 bilhões. O saldo atualmente depositado em cadernetas ficou em R$ 776,192 bilhões.

 

Pela legislação em vigor, o rendimento da poupança é calculado pela soma da Taxa Referencial (TR), definida pelo BC, mais 0,5% ao mês, sempre que a taxa básica de juros (Selic) está acima de 8,5% ao ano.

 

Quando a Selic é igual ou inferior a 8,5% ao ano, como ocorre atualmente, a remuneração da poupança passa a ser a soma da TR com 70% da Selic. Atualmente a Selic está em 6,5% ao ano.

 

Fonte: Agência Brasil

Petrobras reajusta preço do gás de cozinha na refinaria em 8,5%; alta acumulada desde janeiro deste ano é de 2,8%

Os preços do gás liquefeito de petróleo de uso residencial (GLP-P13) – gás de cozinha de 13 quilogramas – estarão 8,5% mais caros a partir desta terça-feira (6). De acordo com a Petrobras, na média nacional, o preço de venda nas refinarias da companhia, sem tributos, será equivalente a R$ 25,07. Desde janeiro, quando passou a ter reajustes trimestrais, a alta acumulada do produto é de R$ 0,69 ou 2,8%.

 

Para seguir a metodologia atual, a Petrobras aplicou, este ano, reduções nos preços em janeiro e abril e uma elevação em julho. O preço representa um ajuste de R$ 1,97 em relação aos R$ 23,10 em vigor desde julho. Segundo a companhia, os motivos para a alteração dos preços foi a desvalorização do real frente ao dólar e as elevações nas cotações internacionais do GLP. “A referência continua a ser a média dos preços do propano e butano comercializados no mercado europeu, acrescida da margem de 5%”, apontou.

 

Conforme a Petrobras, “o objetivo da metodologia é suavizar os impactos derivados da transferência da volatilidade externa para os preços domésticos”. A estatal informou que o mecanismo leva em consideração a necessidade de praticar preços para o produto com referência no mercado internacional e a Resolução 4/2005 do Conselho Nacional de Política Energética.

 

A resolução “reconhece como de interesse para a política energética nacional a comercialização, por produtor ou importador, de gás liquefeito de petróleo (GLP), destinado exclusivamente a uso doméstico em recipientes transportáveis de capacidade de até 13kg, a preços diferenciados e inferiores aos praticados para os demais usos ou acondicionados em recipientes de outras capacidades”.

 

Fonte: Agência Brasil

Aprovada proposta dos vereadores de Campo Grande para prorrogação do Refis até o próximo dia 23 de dezembro

Os vereadores de Campo Grande aprovaram, na sessão ordinária do dia 1º de novembro, lei complementar, assinada em nome da Casa de Leis, para prorrogar até o dia 23 dezembro o prazo do Programa de Pagamento Incentivado (PPI), também conhecido como Refis (Programa de Refinanciamento de Dívidas). A oportunidade para os contribuintes quitarem as dívidas com descontos tinha encerrado na quarta-feira, dia 31 de outubro.

 

O Projeto de Lei Complementar 612/18 altera a Lei Complementar 329, de 30 de agosto de 2018, é de autoria de todos os vereadores e foi aprovado em regime de urgência, em turno único de discussão. A proposta de prorrogação do Refis ainda precisa ser sancionada pelo prefeito Marquinhos Trad.

 

Os descontos serão mantidos em 85% dos juros sobre o valor do crédito tributário e multa para pagamentos à vista.  Para pagamento parcelado ou reparcelamento, no máximo de seis parcelas, a remissão permanece em 70%. Já para quem parcelar em 12 vezes, o desconto chega a 25% nos juros. Por fim, a proposta prevê que para pagamento até o fim de dezembro seja mantida a anistia de 75% do valor consolidado da multa por infração ou acessória, o que contempla penalidade por limpeza de terreno, por exemplo.

 

Consta como justificativa da proposta que “o referido projeto de Lei Complementar pretende prorrogar o prazo para pagamento de créditos tributários e não tributários, oportunizando aos contribuintes campo-grandenses a possibilidade de regularizar os seus débitos com o fisco municipal”.

 

A sugestão da proposta foi apresentada pelo vereador Delegado Welington. Ele argumentou que muitos contribuintes procuraram seu gabinete para pedir a prorrogação, pois gostariam de utilizar o décimo terceiro salário para quitarem as dívidas.  O vereador Prof. João Rocha, presidente da Casa de Leis, encaminhou para a Procuradoria Jurídica, que referendou a proposta feita em nome da Câmara.

 

No dia 23 de agosto, foi aprovada emenda pelos vereadores que ampliou no projeto de autoria do Executivo desconto nos juros e multas aos contribuintes que desejavam ficar em dia com a prefeitura. A Casa aumentou em 10% os índices dos descontos na proposta inicial.

Produção industrial no país cai pelo terceiro mês, mas acumulado é positivo em 1,9% segundo pesquisa

A produção industrial brasileira fechou setembro com retração de 1,8% frente a agosto, na série com ajuste sazonal, registrando a terceira queda consecutiva e acumulando retração de 2,7%.

 

Apesar do recuo, no ano a produção industrial ainda registra crescimento de 1,9%, assim como no resultado acumulado dos últimos doze meses: expansão de 2,7%.

 

Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal- Produção Física Brasil (PIM-PF), que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou  no dia 1º de novembro.

 

Em agosto, a indústria já havia fechado em queda de 0,7% e em julho, de -0,2%. No confronto com setembro do ano passado (série sem ajuste sazonal), a indústria caiu 2,0%, primeiro resultado negativo nesta comparação, após três altas consecutivas.

 

A queda de setembro reflete resultados negativos em todas as quatro grandes categorias e em 16 dos 26 ramos industriais envolvidos na pesquisa.

 

Ao comentar a retração da indústria de agosto para setembro, o gerente da pesquisa, André Macedo, atribuiu a queda à redução nas exportações de veículos e ao ambiente de incerteza política e econômica.

 

“A redução nas exportações de veículos, especialmente para a Argentina devido à crise econômica naquele país e um ambiente de incerteza política e econômica  freiam o investimento do empresário e as decisões do consumidor brasileiro”, disse.

 

Destacou que a pesquisa verificou “um grande número de fábricas de automóveis com paralisações ou férias coletivas no mês”.

 

Influências

 

Entre as grandes categorias da indústria, em relação a agosto, o IBGE destacou o setor de bens de consumo duráveis que, ao recuar 5,5%, mostrou a queda mais acentuada em setembro, influenciada pela menor produção de automóveis.

 

Esse segmento manteve-se predominantemente em queda e acumulou perda de -6,4% desde julho. Em seguida, vêm os setores de bens de capital, com recuo de 1,3%, bens intermediários (-1,0%) e bens de consumo semi e não duráveis (-0,7%) que, embora tenham caído entre agosto e setembro, anotaram quedas menos intensas do que a média nacional de – 1,8%.

 

Já entre os ramos industriais que fecharam negativamente, as influências mais relevantes foram veículos automotores, reboques e carrocerias (-5,1%), máquinas e equipamentos (-10,3%) e bebidas (-9,6%).

 

Entre os nove ramos que ampliaram a produção em setembro, o mais relevante para a média global foi  metalurgia, que avançou 5,4% após mostrar variação negativa de 0,2% em agosto.

 

Resultado acumulado é positivo

 

Apesar da queda de 1,8% da atividade industrial em setembro, o parque fabril do país fechou o período janeiro/setembro com crescimento de 1,9% frente a igual período de 2017, com resultados positivos nas quatro grandes categorias econômicas, 16 dos 26 ramos, 43 dos 79 grupos e 51,8% dos 805 produtos.

 

Entre as grandes categorias, os resultados em 2018 mostram maior dinamismo para bens de consumo duráveis (11,6%) e bens de capital (8,5%).

 

No caso de bens de consumo duráveis, a categoria foi impulsionada, em grande parte, por automóveis, com expansão de 15,2% e eletrodomésticos da linha marrom (11,1%).

 

Os setores de bens intermediários (1,0%) e de bens de consumo semi e não duráveis (0,1%) também acumularam taxas positivas no ano, embora abaixo da média nacional de 1,9%.

 

Entre as atividades, a de veículos automotores, reboques e carrocerias, ao crescer 16,5% exerceu a maior influência positiva na formação da média da indústria.

 

Outras contribuições positivas relevantes vieram de metalurgia (5,5%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,9%), celulose, papel e produtos de papel (5,8%) e de máquinas e equipamentos (4,5%).

 

Fonte: Agência Brasil

Em Mato Grosso do Sul, Índice Geral de Desempenho Industrial fica positivo pelo 4º mês consecutivo

O IGDI (Índice Geral de Desempenho Industrial) de Mato Grosso do Sul, que foi criado pelo Radar Industrial da Fiems e é calculado com base nas pesquisas de Confiança e Sondagem Industrial, foi positivo em setembro, sendo o 4º mês consecutivo em que fica acima da linha divisória dos 50 pontos. Em setembro, o Índice alcançou 53 pontos, indicando um ligeiro recuo quando comparado com o mês de agosto.

 

Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, na passagem entre os dois meses, as variáveis de avaliação apresentaram o seguinte desempenho: aumento de 3,5 pontos percentuais na participação das empresas que contrataram, igualdade na participação das empresas com produção crescente ou estável e queda nos índices de confiança, intenção de investimento e utilização da capacidade instalada com reduções de 0,2 ponto, 2,5 pontos e 1 ponto percentual, respectivamente.

 

Ele ressalta que, no comparativo com o mesmo mês de 2017, quatro das cinco variáveis apresentaram resultados inferiores, o que sugere uma redução no ritmo de expansão quando comparado com o mesmo intervalo do ano passado. “Condição que pode estar associada a eventos que impactaram o ambiente produtivo mais recentemente como a greve dos caminhoneiros, aumento das pressões inflacionárias decorrentes das elevações do dólar e do preço dos combustíveis e, claro, das incertezas derivadas do atual processo eleitoral”, relatou.

 

Ezequiel Resende pontua que, mesmo assim, com todos os resultados consolidados, o IGDI permanece acima dos 50 pontos, lembrando que o Índice é considerado negativo quando fica abaixo dos 50 pontos. “O fato de IGDI estar acima da linha divisória dos 50 pontos indica que, na média geral, o desempenho em setembro continuou positivo, segundo a percepção dos empresários respondentes”, explicou.

 

O Índice

 

O IGDI reflete a percepção do empresário em relação ao desempenho apresentado pela atividade industrial. “Na elaboração, foram selecionadas cinco variáveis – emprego, investimento, produção industrial, utilização da capacidade instalada e confiança – e todas com peso de 20% na composição do Índice”, detalhou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems.

 

No caso do emprego na indústria, o IGDI utiliza o percentual de estabelecimentos que aumentaram o número de empregados, enquanto na parte de investimento o Índice leva em consideração a intenção de investimentos para os próximos seis meses. Já da produção é usado o percentual de indústrias com a produção estável ou crescente, da utilização da capacidade instalada se pega o percentual médio e da confiança a base é o ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial).

 

O IGDI Fiems contou com a avaliação, validação e auxílio técnico do professor-doutor Leandro Sauer, da Escola de Administração e Negócios e do Programa de Pós-Graduação em Administração (Mestrado e Doutorado) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (ESAN/UFMS). “O professor é matemático com atuação na utilização de métodos quantitativos em economia e tem comprovada experiência na elaboração e uso de indicadores sintéticos”, reforçou o economista.