Copom inicia reunião para definir taxa básica de juros; segundo encontro será realizado amanhã

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) inicia hoje (18) a sexta reunião deste ano para definir a taxa básica de juros, a Selic. A segunda parte do encontro ocorrerá amanhã (19), quando será anunciada a decisão no fim do dia.

 

Para instituições financeiras consultadas pelo BC, a Selic deve permanecer em 6,5% ao ano, pela quarta vez seguida. Nas três últimas reuniões, o Copom optou por manter a Selic, depois de promover um ciclo de cortes que levou a taxa ao menor nível histórico.

 

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia.

 

Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Entretanto, as taxas de juros do crédito não caem na mesma proporção da Selic. Segundo o BC, isso acontece porque a Selic é apenas uma parte do custo do crédito. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação.

 

A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação, objetivo que deve ser perseguido pelo BC.

 

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

 

Ao definir a taxa Selic, o BC está em busca de atingir a meta de inflação, que é de 4,5% neste ano, com limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a meta é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

 

Para o mercado financeiro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) vai fechar o ano abaixo do centro da meta, em 4,09%. Para 2019, a estimativa é 4,11%.

 

Fonte: Agência Brasil

 

Em MS, exportação de produtos industrializados tem melhor agosto dos últimos quatro anos

A receita com as exportações de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul apresentou crescimento de 24% nos primeiros oito meses deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, aumentando de US$ 1,90 bilhão para US$ 2,35 bilhões, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems. Se considerarmos apenas agosto deste ano comparado com agosto do ano passado, o aumento nas exportações de industrializados foi de 9%, saltando de US$ 289,7 milhões para US$ 316,5 milhões.

 

Na prática, esse montante representa o melhor resultado das exportações sul-mato-grossense para o mês de agosto dos últimos quatro anos, conforme a avaliação do coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende. “Em relação ao volume, no ano, tivemos aumento de 8% e, quanto à participação relativa, no mês, a indústria respondeu por 70% de toda a receita de exportação de Mato Grosso do Sul, enquanto no acumulado do ano a participação ficou em 59%”, detalhou.

 

O economista explica que, de janeiro a agosto, os principais destaques ficaram por conta dos grupos “Celulose e Papel”, “Complexo Frigorífico”, “Extrativo Mineral”, “Óleos Vegetais”, “Açúcar e Etanol” e “Couros e Peles”. “A produção desses grupos somadas representaram 98% da receita total das vendas sul-mato-grossenses de produtos industriais ao exterior”, informou.

 

Celulose e carnes

 

No grupo “Celulose e Papel”, a receita no período avaliado foi de US$ 1,27 bilhão, crescimento de 100% nos oito meses de 2018 comparado com a somatória de janeiro a agosto de 2017, dos quais 105% foram obtidos apenas com a venda da celulose (US$ 1,24 bilhão), tendo como principais compradores China, com US$ 690,9 milhões, Itália, com US$ 143,3 milhões, Holanda, com US$ 104,1 milhões, Estados Unidos, com US$ 81,8 milhões, e Coreia do Sul, com US$ 35,7 milhões.

 

“A produção de celulose segue em expansão, registrando recordes consecutivos nos últimos anos. Tal resultado é derivado da demanda externa aquecida, principalmente na China e na Europa. Cenário continua positivo para 2018 com preços em elevado patamar e produção em crescimento”, destacou Ezequiel Resende.

 

Já no grupo “Complexo Frigorífico” a receita conseguida na soma de janeiro a agosto deste ano foi de US$ 565 milhões, uma redução de 8% em relação ao mesmo período do ano passado, sendo que 36,5% do total alcançado são oriundos das carnes bovinas desossadas congeladas, que totalizaram US$ 206,3 milhões, tendo como principais compradores Hong Kong, com US$ 124,4 milhões, Chile, com US$ 95 milhões, China, com US$ 37,8 milhões, Arábia Saudita, com US$ 37,4 milhões, e Irã, com US$ 35,8 milhões.

 

“O recente desempenho do comércio brasileiro com os BRICS mostra como os produtores de carne do país estão direcionando seus esforços para a China na intenção de mitigar os impactos causados pela restrição russa à proteína animal. Atualmente os embarques de carne para a Rússia pararam completamente, enquanto as exportações de carga refrigerada da China continuam crescendo”, ressaltou o economista.

 

Outros grupos

 

O grupo “Extrativo Mineral” aparece em terceiro com melhor desempenho, tendo uma receita de US$ 166,7 milhões no período analisado, aumento de 25% comparado com a somatória de janeiro a agosto do ano passado, sendo que 79,9% desse montante foi alcançado pelos minérios de ferro e seus concentrados, que somaram US$ 102,3 milhões, tendo como principais compradores Argentina, com US$ 97,6 milhões, e Uruguai, com US$ 64,5 milhões.

 

“Investimentos em minério de ferro vinham desacelerando nos últimos anos, refletindo a sobre oferta global e consequentemente, preços menos atrativos. Mesmo assim, a produção global será crescente com a entrada de projetos na Austrália e aceleração da produção no Brasil. Preços de minério de ferro neste ano devem ficar em torno de US$ 65,00 a tonelada. O preço, portanto, ficará abaixo da média registrada em 2017, de forma a equilibrar aceleração da demanda mundial e a expansão da produção”, detalhou Ezequiel Resende.

 

Para o grupo “Óleos Vegetais”, a receita alcançou US$ 150,9 milhões nos oito primeiros meses deste ano, um crescimento de 90% na comparação com o mesmo período do ano passado, com destaque para farinhas e pellets, que somaram US$ 104,6 milhões, tendo como principais compradores Tailândia, com US$ 46,2 milhões, Indonésia, como US$ 23,9 milhões, Vietnã, com US$ 21,8 milhões, Coreia do Sul, com US$ 16,5 milhões, e Holanda, com US$ 9,6 milhões.

 

“A quebra da safra argentina de grãos está rendendo bons resultados para a cadeia produtiva de soja no Brasil. A demanda adicional gerada pela redução da oferta no vizinho, deverá elevar os embarques do segmento para perto de US$ 40 bilhões em 2018, o melhor resultado da história. Para o farelo, a Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (Abiove) passou a projetar exportações de 17 milhões de toneladas neste ano, quase 20% mais que em 2017, a um preço médio de US$ 390 por tonelada, 11% superior na mesma comparação”, pontuou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems.

Fiems pede a Henrique Meirelles equilíbrio na política de desenvolvimento entre os Estados

Representando o setor produtivo de Mato Grosso do Sul, o presidente da Fiems, Sérgio Longen, reforçou a Henrique Meirelles, candidato do MDB à Presidência da República, a importância de se estabelecer um equilíbrio na política de desenvolvimento entre os estados, sem priorização dos grandes centros. Entre outras pautas, a medida foi apresentada nesta segunda-feira (17/09), em meio à agenda oficial do presidenciável em Campo Grande, durante reunião com empresários da indústria, comércio e agropecuária, no Edifício Casa da Indústria.

 

“Apesar de apresentarmos um potencial enorme para crescer, Mato Grosso do Sul tem enfrenta grandes desafios. Falta equilíbrio na política de desenvolvimento entre os estados, pois as políticas públicas estão sempre focadas nos grandes centros do país, e precisamos balancear algumas questões, como o rateio de investimentos e mais segurança jurídica”, disse Longen durante o evento, afirmando que o grande gargalo está nos gastos públicos, que consomem grande parte dos recursos, não restando verbas para investimentos igualitários em áreas prioritárias.

 

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Estiveram presentes autoridades do estado como os senadores Simone Tebet e Waldemir Moka, além do presidente da Assembleia Legislativo, Junior Mochi, que concorre à sucessão estadual pelo MDB, e os presidentes da Fecomércio/MS, Edison Araújo e da Faems, Alfredo Zamlutti. Longen cobrou, ainda, empenho político caso Meirelles seja eleito para presidir o país pelos próximos quatro anos.

 

“Nosso Estado pena em razão da falta de práticas simples, como mais esforço político para resolver questões como a construção de ferrovia, linhões de energia, segurança nas fronteiras, entre outras. A Fiems inclusive sempre defendeu a instalação de empreendimentos nas regiões de fronteira, beneficiando os empresários e, principalmente, os municípios que precisam gerar emprego e renda para conseguir acabar definitivamente com os problemas gerados pela criminalidade que se aproveita da pobreza da faixa de fronteira para prosperar”, acrescentou Sérgio Longen.

 

Setores prioritários

 

Meirelles afirmou que pretende, se sair vitorioso do pleito, criar grupos de trabalho para discutir com as entidades organizadas de cada Estado como investir em setores prioritários. Após ouvir as propostas, o candidato afirmou que, assim como defende o setor produtivo, é preciso, de fato, reduzir os gastos públicos. “E isso passa, inicialmente, pela Reforma da Previdência, e não só por uma questão de economia, mas para que seja feita justiça social e tenham fim os privilégios”, pontuou.

 

O presidenciável também apontou como necessários investimentos em logística para melhorar o escoamento da produção dos estados, em habitação, para retomada da geração de empregos na construção civil, na qualificação de mão de obra e em tecnologia, que pode auxiliar e modernizar a segurança pública e saúde. Outro tema abordado foi a Reforma Tributária, com a unificação de impostos e desburocratização.

 

Segurança jurídica

 

A pauta do setor agropecuário foi norteada pela questão da segurança jurídica no campo. Atualmente, são mais de 140 propriedades rurais invadidas somente em Mato Grosso do Sul. Também foi citada a importância de mais previsibilidade nas políticas públicas, retorno no orçamento do crédito agrícola, manutenção das taxas de juros fixas e incentivo ao seguro agrícola.

 

O comércio do Estado em nome da Fecomércio/MS, FCDL e Amems, também manifestou a insegurança jurídica para o empresário do setor atuar, afirmando que o comércio paga um preço muito alto, pois está na ponta e é frequentemente surpreendido com regras novas, que ameaçam a competitividade.

Banco Central anuncia que atividade econômica teve crescimento de 0,57% em julho

A atividade econômica registrou o segundo mês seguido de crescimento. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado  (ajustado para o período) apresentou crescimento de 0,57%, em julho, em relação a junho deste ano, segundo dados divulgados hoje (17) pelo Banco Central (BC).

 

Esse foi o segundo mês seguido de crescimento, de acordo com dados revisados pelo BC. Em junho, comparado a maio, houve crescimento de 3,42%. Em maio, foi registrada queda de 3,35%.

 

Na comparação com julho de 2017, o crescimento chegou a 2,56% (sem ajuste para o período). Em 12 meses encerrados em julho, o indicador tem retração de 1,46%. No ano, houve crescimento de 1,19%.

 

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar suas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos. O indicador foi criado pelo BC para tentar antecipar, por aproximação, a evolução da atividade econômica. Mas o indicador oficial é o Produto Interno Bruto (PIB), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Fiems, Famasul, Fecomércio, Faems, Amems e FCDL promovem reunião com Henrique Meirelles

A Fiems, Famasul, Fecomércio, Faems, Amems e FCDL promovem, nesta segunda-feira (17/09), às 9h30min, no Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande (MS), uma reunião dos empresários dos setores industrial, comercial e agropecuário com o candidato à Presidência da República pelo MDB, Henrique Meirelles. Na oportunidade, o presidenciável vai apresentar as propostas de governo para o setor produtivo de Mato Grosso do Sul.

 

O evento também servirá para que os presidentes Sérgio Longen (Fiems), Mauricio Saito (Famasul), Edison Araújo (Fecomércio), Alfredo Zamlutti (Faems), Delmar Ribeiro Martins (Amems) e Ricardo Kuninari (FCDL) façam proposições de interesses do setor produtivo sul-mato-grossense ao candidato a presidente Henrique Meirelles. Além disso, a reunião é uma oportunidade para que os empresários acompanhem como o presidenciável pretende lidar com questões infraestrutura, logística, impostos, reformas estruturantes e medidas econômicas que impactam diretamente nas atividades da indústria, comércio e agropecuária.

 

Ao participar em julho do Diálogos da Indústria com os Candidatos à Presidência promovido pela CNI, Meirelles garantiu que a reforma tributária será prioridade no seu Governo caso seja eleito presidente da República. O ex-ministro da Fazenda do governo Temer destacou que uma equipe elabora projeto mais detalhado sobre o tema e a previsão dele é de a mudança ser votada nos primeiros 100 dias de seu governo.

 

Meirelles adiantou que o foco será simplificar a tributação brasileira. Por isso, a ideia é unificar os impostos de valor adicionado, como PIS/Cofins, ICMS e ISS, em uma única cobrança chamada Imposto de Valor Agregado (IVA). Após o recolhimento, o valor seria redistribuído a estados e municípios. Para ele, a medida deixa a cobrança de impostos mais transparente e vai permitir aumento de arrecadação.

 

“Dados do Banco Mundial mostram que um empresário gasta 2,6 mil horas por ano para pagar imposto e não é trabalhando para gerar dinheiro para pagar o imposto, é em burocracia, em papel. Meu objetivo é reduzir para 200 horas, seguindo o padrão mundial. Temos que simplificar para ficarmos mais eficiente”, afirmou o candidato.

Na Fiems, Junior Mochi se compromete a manter diálogo permanente com o setor produtivo

Em encontro promovido pela Fiems na noite desta sexta-feira (14/09), no Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande (MS), entre representantes do setor produtivo de Mato Grosso do Sul e o candidato ao governador pelo MDB, Junior Mochi, o emedebista comprometeu-se a manter um diálogo permanente e analisar as propostas apresentadas na ocasião para fomentar a indústria, comércio, agropecuária e micro e pequenas empresas locais.

 

A iniciativa integra o “Encontros com a Produção”, iniciativa da Fiems, Fecomércio, Famasul, Faems e Sebrae/MS para colaborar com sugestões que possam auxiliar o próximo governador a desenvolver o Estado. O primeiro encontro contou com a presença do governador Reinaldo Azambuja, candidato à reeleição pelo PSDB, e foi realizado pela Fecomércio na Escola de Gastronomia do Senac e, em seguida, o juiz federal aposentado Odilon de Oliveira (PDT), que foi recebido na sede da Famasul.

 

Neste terceiro evento, as federações reforçaram a pauta comum do setor produtivo, apresentada a Junior Mochi pelo diretor-corporativo do Sistema Fiems, Cláudio Jacinto Alves. A pauta tem como foco a redução dos gastos e custeio da máquina pública para que sejam aplicados mais recursos em infraestrutura e outras áreas prioritárias, como a geração de emprego, saúde, educação e habitação.

 

Propostas dos setores

 

Além das sugestões apresentadas em conjunto pelas entidades, cada federação expôs medidas em separado para o candidato, voltadas especificamente para cada atividade. Anfitrião do evento, o presidente da Fiems, Sérgio Longen, colocou como uma das principais propostas a utilização de 30% do recém-criado Fadefe (Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Econômico e de Equilíbrio Fiscal do Estado) para fomentar Indústria do Turismo, assim como é feito com o Fundems (Fundo de Desenvolvimento das Culturas do Milho e da Soja). “A Famasul, por meio de um conselho e respeitando a legislação do recurso, faz a gestão do Fundems, então a Fiems poderia ser a gestora da Fiems, de maneira a explorar de fato o potencial do turismo do estado”, disse.

 

Representando a agropecuária, o presidente da Famasul, Mauricio Saito, apontou a segurança jurídica como uma importante demanda do setor. “Um dos grandes desafios do próximo governador é que ele dê segurança jurídica para o produtor rural atuar. Hoje temos 140 propriedades rurais invadidas no estado e, sem uma solução para esta questão, e uma política que impeça futuras invasões, de nada adianta prover tecnologia e qualificação”, pontuou.

 

O presidente da Fecomércio/MS, Edison Araújo, cobrou do candidato, que é presidente da Assembleia Legislativa, o andamento da discussão que prevê a redução das taxas cartorárias.  “O próximo governador precisa apoiar iniciativas para redução dos custos cartoriais no tocante aos valores repassados para entidades do judiciário”, disse.

 

O Sebrae/MS e Faems, por meio dos dirigentes Cláudio Mendonça e Alfredo Zamlutti, enquanto representantes das micro e pequenas empresas do Estado, propuseram, entre outras medidas, a expansão da RedeSimples para os 79 municípios, além de mais investimentos em inovação e tecnologia voltada para os pequenos negócios.

 

Depois de ouvir as propostas, Junior Mochi comprometeu-se a analisá-las e apresentar um plano de Governo “pé no chão”. “É preciso, de fato, uma iniciativa para manter o equilíbrio das contas do estado, e entre gastos que precisam ser priorizados e podem ser reduzidos. E esta decisão, de quais gastos podem ser cortados, como a redução de secretarias, de contratos, precisa, necessariamente, passar por um consenso, mantendo o diálogo permanente e, ao mesmo tempo, com a coragem de dizer ‘não’ quando for preciso”, finalizou.

Caixa Econômica Federal reduz de 9,5% para 8,75% taxas de juros para imóveis

A Caixa Econômica Federal anunciou a redução de 0,75 ponto percentual nas taxas de juros do crédito imobiliário para aquisição de imóveis enquadrados no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI). A redução vale para imóvel de até R$ 1,5 milhão. As taxas mínimas do SFI passarão de 9,5% ao ano para 8,75% ao ano. E a taxa máxima cai de 11% para 10,25% ao ano. As novas taxas começam a valer a partir do dia 24 deste mês.

 

A Caixa informou também que a partir de novembro oferecerá um novo serviço de avaliações de imóveis, disponibilizando laudo diretamente para pessoas físicas e jurídicas. Segundo o banco, o Caixa Avalia é uma plataforma que vai permitir a venda de avaliações pelo site com contratação 100% digital.

 

Reduções de juros

 

Em abril, a Caixa reduziu em até 1,25 ponto percentual as taxas de juros do crédito imobiliário para operações com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). O limite de cota de financiamento do imóvel usado subiu de 50% para 70%. A Caixa também retomou o financiamento de operações de interveniente quitante (imóveis com produção financiada por outros bancos) com cota de até 70%.

 

Em julho, o banco reduziu em média de 1 a 2 pontos percentuais ao ano as taxas do crédito imobiliário para pessoa jurídica. Em agosto, a Caixa promoveu uma redução de até 0,5 ponto percentual das taxas de juros do crédito imobiliário para operações com recursos do SBPE. O limite de cota de financiamento de imóveis usados para pessoa física subiu de 70% para 80%.

 

A Caixa tem R$ 85 bilhões disponíveis para o crédito habitacional este ano. No 1º semestre, foram contratados mais de R$ 40 bilhões. O banco tem cerca de 70% das operações para aquisição da casa própria.

 

Operado com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o SFH financia imóveis de até R$ 800 mil em todo o país, exceto para Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal, onde o teto corresponde a R$ 950 mil. Os imóveis residenciais acima dos limites do SFH, são enquadrados no SFI, que financia imóveis com recursos de poupança.

Oi, Claro e Vivo são multadas em R$ 9,3 milhões por infração ao Código de Defesa do Consumidor

O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), da estrutura do Ministério da Justiça, multou as empresas Oi, Claro e Vivo no valor de R$ 9,3 milhões por infração ao Código de Defesa do Consumidor. As empresas ainda têm direito de recorrer administrativamente da decisão.

 

De acordo com o departamento, as empresas violaram os direitos dos consumidores nos chamados serviços de valor adicionado, além de oferta de serviços e produtos diferentes dos que foram efetivamente entregues ao consumidor.

 

Segundo a Anatel, os serviços de valor adicionado não são considerados serviços de telecomunicação. Entre os mais comuns estão os toques de celular diferenciados, notícias por SMS, músicas e antivírus.

 

“É a maior multa já aplicada na história do departamento”, informou ontem (12) a assessoria do órgão, que é ligado à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) do Ministério da Justiça.

 

Durante a investigação, também foi verificado que as empresas cobraram por serviços e produtos nunca solicitados pelo consumidor.

 

Para o departamento, as empresas induziram o consumidor a erro “com anúncios que não destacavam aspectos essenciais do serviço e que, assim, não forneciam elementos suficientes à formação de adequado entendimento, pelo consumidor, acerca daquilo que efetivamente lhe estaria sendo entregue e pelo que seria cobrado”, disse o órgão.

 

Ainda de acordo com o DPDC as contratações ocorriam sem o consentimento prévio efetivamente informado pelo cliente. Essa medida, de acordo com o departamento, é essencial para caracterizar a vontade legítima por parte do consumidor de contratar um serviço.

 

Segundo o DPDC, as operadoras de telefonia argumentaram que outras empresas foram responsáveis por disponibilizar os serviços de valores adicionados.

 

“O Código de Defesa do Consumidor estabelece que todos os fornecedores respondem solidariamente pela prestação dos serviços e pelos danos daí advindos, para os consumidores”, disse a diretora do DPDC, Ana Carolina Caram.

 

Agora as empresas têm 30 dias para o pagamento das multas. O DPDC disse que elas também devem “cessar imediatamente a prática de fornecimento de serviços de valores adicionais sem o prévio e expresso consentimento do consumidor, bem como a cobrança por serviços não solicitados pelo consumidor.”, informou a assessoria.

 

Caso desrespeitem a decisão, o DPDC disse que poderá suspender temporariamente a atividade de quem descumprir a determinação.

 

Outro lado

 

A Vivo informa que ainda não foi notificada e que, tão logo tenha o teor oficial da decisão, tomará as medidas cabíveis. A Oi também disse que ainda não foi notificada da decisão e não fez outro comentário. A Agência Brasil tamém entrou em contato com a Claro. Segundo a empresa, a sanção se refere a casos isolados, registrados no estado do Tocantins, em 2009, e que avalia recorrer da decisão.

 

Fonte: Agência Brasil

Atraso em crediário é principal responsável por negativar consumidor, mostra levantaamento

Levantamento feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) apontou o crediário e o cartão de crédito foram as modalidades que mais negativaram consumidores que recorreram a alguma contratação de crédito.

 

De acordo com os dados, 58% dos consumidores que recorreram ao crediário no último ano atrasaram prestações e 48% dos clientes de cartão de crédito não pagaram a fatura. Já o cheque especial, aparece como a modalidade (30%) que menos deixou quem utiliza o serviço com o nome sujo.

 

A pesquisa mostra ainda que os consumidores estão mais atentos para as tarifas e juros praticados. O levantamento aponta que 71% dos entrevistados pesquisa antes de contrair um financiamento e 70% se informa antes de pegar um empréstimo. Três em cada dez entrevistados reconhecem que não avaliam os encargos do cartão de crédito antes de aceitarem uma proposta e 45% afirmam ignorar as taxas do cheque especial.

 

Ao serem questionados sobre quais gastos controlam, entre as modalidades utilizadas, 85% dos consumidores estão atentos ao cheque pré-datado, enquanto 77% se informam sobre parcelas de financiamento e 75%, de empréstimos. Por outro lado, o crediário (31%) e o cartão de crédito (30%), são as modalidades que despertam menos atenção.

 

Cartões de crédito

 

A pesquisa indica que quatro entre dez entrevistados admite que aceitam ofertas de cartões de crédito de bancos ou lojas, sendo que 15% só concordam com cartões com isenção de anuidade e outros 15% por necessidade.

 

O cartão de crédito lidera o ranking dos instrumentos de crédito mais utilizados no ano passado, com 67% de indicações. Em seguida, aparecem carnês, boletos e cartões de loja (27%) e cheque especial (17%).  O levantamento da CNDL entrevistou 910 consumidores, de todas as regiões do país, com idade superior a 18 anos. As perguntas admitem múltiplas respostas, motivo pelo qual a soma de percentuais pode ultrapassar 100%.

 

Fonte: Agência Brasil