Energisa se posiciona sobre divulgação pelo Procon Estadual do número de reclamações

A respeito da matéria “Insatisfação de consumidores gera mais de 15 mil reclamações no Procon Estadual“, cuja fonte é o Procon Estadual, uma das empresas citadas, a Energisa, faz o seguinte esclarecimento:

 

A Energisa informa que o ranking do Procon considera em seu número, além das reclamações, os atendimentos e orientações realizadas ao cliente. O ranking apresenta ainda um elevado número de reclamações improcedentes, bem como reclamações duplicadas.

 

 

Ajustando o número no Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec), base dados que é utilizada pelo próprio Procon, o número correto seria:

 

(+) Número Considerado no Ranking pelo PROCON – 900

 

(-) Atendimentos e Orientações (Não são reclamações) – 301

 

(-) Reclamações Improcedentes e arquivadas (Foram todas respondidas e não existia procedência) – 222

 

(-) Reclamações Duplicadas ou Triplicadas – 145

Número Real do Ranking – 232

 

A distribuidora reforça ainda que o ranking em número absoluto não representa a eficiência das empresas, pois empresas que tem poucos clientes são comparadas a empresas que atendem milhões de clientes, como é o caso da Energisa. Se considerarmos, portanto, os ajustes citados acima, a posição da empresa no ranking seria substancialmente alterada.”

Confira os 5 cursos técnicos e de qualificação profissional mais procurados do Senai

A menos de três meses do fim do ano e bem na hora de preparar aquela tão famosa lista de promessas para o próximo ano, uma sugestão é buscar uma qualificação profissional para melhorar o currículo e garantir a inserção no mercado de trabalho. Para ajudar, o Senai fez a própria lista com os cinco cursos de nível técnico e os cinco cursos de qualificação profissional mais procurados em Mato Grosso do Sul.

 

Segundo o diretor-regional do Senai, Rodolpho Caesar Mangialardo, antes de fazer a opção, os interessados precisam entender a diferença entre as duas modalidades de formação profissional. “Pouca gente sabe, mas os cursos de nível técnico são destinados a alunos matriculados ou egressos do Ensino Médio para proporcionar habilitação ou qualificação profissional, segundo perfil profissional de conclusão”, detalhou.

 

Ele completa que o aluno egresso do curso técnico realiza funções e atividades com considerável grau de autonomia e iniciativa, que podem abranger responsabilidades de controle de qualidade de seu trabalho ou de outros trabalhadores e ou coordenação de equipes de trabalho. Já o curso de qualificação destina-se à preparação do indivíduo para o exercício de uma profissão, de acordo com o perfil requerido pelo mercado de trabalho.

 

“Essa formação não exige conhecimento técnico como pré-requisito e o trabalhador executa as atividades com certo grau de autonomia, iniciativa e responsabilidade, mas com supervisão direta”, pontuou Rodolpho Mangialardo, completando que as principais diferenças entre as modalidades técnica e de qualificação são que a segunda opção, em geral, exige escolaridade mínima, mas dispensam conhecimento técnico como pré-requisito e têm carga-horária mínima de 160 horas-aulas.

 

Já os cursos de nível médio técnico podem ser ofertados de forma subsequente, concomitante ou integrados ao Ensino Médio, atendendo aos critérios estabelecidos pela legislação. “Além disso, os cursos de nível técnico têm carga horária mínima de 800 horas-aulas, ou seja, cinco vezes mais que a modalidade de qualificação”, ressaltou o diretor-regional do Senai.

 

Confira abaixo os 5 cursos de nível técnico mais procurados:

 

1 – Técnico em eletrotécnica – Tem como objetivo proporcionar teorias e práticas, afim de desenvolver as competências necessárias, para atuar com sistemas elétricos prediais, industriais e de potência de acordo com normas técnicas de qualidade segurança e meio ambiente, assim como, permitir o autodesenvolvimento do aluno no que diz respeito ao preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Com esse curso, o aluno vai executar e reparar instalações elétricas prediais, residenciais e comerciais de baixa tensão, de acordo com projetos e em conformidade com normas técnicas regulamentadoras, ambientais e de segurança vigentes, selecionando, manuseando, instalando e operando equipamentos, componentes e instrumentos, com uso de ferramentas apropriadas à execução das atividades.

 

2 – Técnico em administração – Tem por objetivo executar atividades administrativas e coordenar equipes em atividades correlatas, no nível operacional, dos setores de produção e serviços, utilizando-se de técnicas e tecnologias apropriadas e de padrões éticos, legais, de qualidade, e segurança, com responsabilidade social e ambiental. Neste curso, o aluno aprenderá como ser um gestor, cargo indispensável para o bom andamento de diversas empresas. Para isso, vai estudar técnicas de coordenação de equipes, administração, vendas, logística, finanças e planejamento estratégico.

 

3 – Técnico em mecânica – Esse curso busca formar profissionais para atuarem no planejamento, no controle e na coordenação dos processos de manutenção e de elaboração de projetos de melhoria de máquinas e equipamentos, coordenando equipes de manutenção, prestando assistência técnica, atuando com responsabilidade, qualidade, zelo e segurança. A formação ensina o aluno a aprender os fundamentos da tecnologia mecânica, processos de fabricação mecânica, desenvolvimento de sistemas de automação mecânica. Esse curso também prepara profissionais na fabricação de máquinas ou na criação de novos produtos, elaborando projetos de ferramentas, controle de qualidade, controle de processos e manutenção relacionados às máquinas e aos equipamentos mecânicos, atendendo às normas e aos padrões técnicos de qualidade.

 

4 – Técnico em segurança do trabalho – O curso busca executar ações prevencionistas, monitorar os processos de saúde, segurança e meio ambiente do trabalho e prestar assessoria em segurança do trabalho de acordo com normas regulamentadoras e princípios de higiene ocupacional, responsabilidade social e sustentabilidade, meio ambiente e promoção à saúde do trabalhador com ética profissional. O aluno desse curso vai estudar ações preventivas para garantia da saúde e segurança de trabalhadores. Vai aprender técnicas de identificação, avaliação e controle de riscos. Também vai entender como investigar, analisar acidentes e recomendar medidas de prevenção.

 

5 – Técnico em automação industrial – Tem como objetivo formar profissionais, habilitando-os em nível médio, para desenvolverem atividades na área da indústria, no segmento de Automação Industrial, dotando-os de capacidades técnicas, organizativas, metodológicas, sociais e de gestão, tendo em vista atuarem no mundo do trabalho, caracterizados pela polivalência e permanente desenvolvimento tecnológico. O oportuniza conhecimentos e técnicas para projetar, programar, reparar, modificar e montar processos industriais. Estes processos possibilitam ganhos de eficiência, reduzindo custos com elevação da produtividade, sem perder parâmetros de qualidade, para um determinado produto. Com a quarta revolução industrial (Indústria 4.0), o técnico em automação possui fortes habilidades para atender essa demanda futurista.

 

Confira abaixo os 5 cursos de qualificação mais procurados:

 

1 – Assistente administrativo – A formação busca executar trabalhos pertinentes às áreas administrativas de indústrias e de departamentos comerciais, de acordo com a legislação vigente, procedimentos internos, normas técnicas, ambientais, de qualidade e de segurança e saúde no trabalho. Nesse curso, o aluno será qualificado a desempenhar tarefas dos departamentos administrativos, contábeis, financeiros, de logística e recursos humanos de empresas. Entre as atividades estão atendimento a fornecedores e clientes, gestão e controle de documentos, preparação de relatórios e planilhas e serviços gerais de escritório.

 

2 – Assistente de recursos humanos – O curso ensina a auxiliar na execução de processos pertinentes à área de Recursos Humanos, seguindo a legislação vigente, procedimentos internos, normas técnicas, ambientais, de qualidade e de segurança e saúde no trabalho. A formação prepara o aluno para atuar nas rotinas de processos administrativos do setor de recursos humanos (RH) de uma empresa. Com ele você desenvolverá atividades de apoio ao controle de funcionários de uma empresa. Além de participar dos processos de recrutamento, contratação, seleção, treinamento, desenvolvimento, avaliação e demissão de pessoas.

 

3 – Assistente de contabilidade – O profissional que fizer esse curso sairá apto a executar procedimentos contábeis e financeiros como codificações, classificações, históricos, escriturações, conciliações, pagamentos e declarações fiscais, elaborando planilhas, relatórios e documentos e apurando resultados financeiros, seguindo normas e legislação vigentes. Nessa formação, o aluno vai estudar a gestão de contabilidade, que é a ciência que estuda o patrimônio e rendimentos financeiros de uma empresa. Entre as atividades relativas à função estão apuração de lucro real, elaboração de plano de contas conforme a lei vigente, escriturações contábeis, conferência de livros fiscais e declarações fiscais.

 

4 – Operador de computador – O curso prepara o aluno para desenvolver conhecimentos e habilidades técnicas referentes aos sistemas operacionais, aplicativos e periféricos na organização de dados em sistemas computacionais, seguindo normas específicas deste segmento profissional, com qualidade e segurança. O profissional saberá desenvolver as competências necessárias para atuar no ramo da informática, tornando-se apto a operar sistemas de computadores, instalar, configurar e utilizar aplicativos de escritórios, sistemas operacionais cliente e softwares de internet, organizar a entrada e saída de dados em sistemas de informação, de acordo com normas e procedimentos técnicos de qualidade, segurança, higiene e saúde.

 

5 – Eletricista instalador residencial – A formação ensina a executar e manter as instalações elétricas em edificações atendendo aos requisitos técnicos, de qualidade, de saúde, higiene e segurança, e de meio ambiente. O aluno vai aprender os princípios e leis que regem o funcionamento de instalações elétricas residenciais. No mercado, poderá atuar na construção civil em obras de pequeno, médio e grande porte e na área de manutenção.

 

Governo do Estado prorroga até 30 de dezembro o prazo de adesão ao Refis

O Programa de Recuperação de Créditos Fiscais (Refis) do ICMS segue até o dia 30 de dezembro. Com parcelamentos que podem chegar a 120 vezes e desconto de 80% em multas, o programa vai permitir a regularização da situação fiscal de contribuintes sul-mato-grossenses. A Lei nº 5.576, de 15 de outubro de 2020, que trata da prorrogação do prazo do Programa foi sancionada pelo governador Reinaldo Azambuja e publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) de sexta-feira (16).

 

Conforme a equipe econômica da Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz-MS), a expectativa é recuperar cerca de R$ 750 milhões. Até o momento, 38% desse valor já ingressou nos cofres públicos. Agora, os empresários em débito com o fisco estadual têm até o dia 23 de dezembro de 2020 para aderir ao Programa de Recuperação de Créditos e devem pagar à vista ou, no caso de parcelamento, a primeira parcela, até o dia 30 de dezembro de 2020.

 

Valores recuperados

 

De acordo com o secretário de Fazenda, Felipe Mattos, de dezembro de 2019 a setembro de 2020, deram entrada no Tesouro Estadual um total de R$ 283,3 milhões, sendo R$ 197 milhões em pendências e R$ 85,6 milhões em dívidas ajuizadas pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE).

 

“Até o final de setembro contabilizamos a entrada de R$ 283,3 milhões nos cofres públicos, além de outros R$ 470 milhões negociados. É importante que fique claro que esse não é um dinheiro novo. A Sefaz está recuperando um tributo que por uma eventualidade, aquele empresário que sempre esteve em dia com o fisco, não conseguiu efetuar o pagamento. Além de regularização tributária, estar em dia com o fisco permite que os contribuintes participem de licitações, processos de compra do Governo e tenham certidão negativa em relação aos débitos devidos ao Estado”, pontua.

 

Os interessados devem procurar a Agência Fazendária (Agenfa) mais próxima ou acessar o site da Sefaz-MS. Já os contribuintes com débitos inscritos em Dívida Ativa, deverão se dirigir à Procuradoria-Geral do Estado (PGE). Do valor arrecadado, 25% é repartido aos municípios, obedecendo o critério do Índice de Participação dos Municípios (IPM). Podem aderir ao Refis contribuintes que tenham fatos geradores até 31 de dezembro de 2018, ou seja, débitos referentes a 2019 não entram no Refis.

 

Formas de pagamento

 

Os débitos podem ser pagos em três formas diferentes. A primeira delas à vista, em parcela única, com redução de 95% das multas, punitivas ou moratórias, e de 80% dos juros de mora correspondentes.

 

A segunda é com duas ou até 60 parcelas, com redução de 80% das multas, punitivas ou moratórias, e de 60% dos juros de mora correspondentes – desde que a parcela tenha o valor mínimo de 10 UFERMS e não seja inferior a 5% do crédito tributário.

 

O terceiro e último formato para adesão é para grandes devedores, que podem fazer o pagamento dos débitos em até 90 ou 120 parcelas (a depender do valor) e com desconto de 80% sobre multas e 60% sobre juros.

 

PPP da Sanesul recebe 4 propostas para participação em leilão marcado para sexta-feira

Quatro propostas foram apresentadas por investidores interessados em participar da Parceria Público-Privado para a prestação de serviços públicos de Esgotamento Sanitário em 68 municípios de Mato Grosso do Sul, onde a empresa de Saneamento do Estado (Sanesul) tem a concessão para exploração dos serviços. As propostas foram recebidas nesta segunda-feira (19) na sede da B3, em São Paulo das 10h às 14h.

 

O leilão está programado para acontecer na sexta-feira (23), para concessão pelos próximos 30 anos. Estão aptos para participar da licitação, isoladamente ou em consórcio, Pessoas Jurídicas (brasileiras ou estrangeiras); Entidades de Previdência Complementar; Fundos de Investimentos.

 

Com a PPP, o Governo do Estado pretende alcançar em 10 anos, a universalização do sistema de esgoto no Estado, atingindo o índice de 98% de cobertura. Valor do Projeto é de R$ 3.834.314.000,00 entre investimentos e operação.

 

Entre os benefícios da parceria estão: 

 

  • Modernização dos sistemas de esgoto existentes;

  • Aumento dos níveis de sustentabilidade ambiental;

  • Atração de novos investimentos em todas as regiões do Estado;

  • Prestação de serviços de esgoto mais eficientes;

  • Melhor qualidade de vida e saúde para população;

  • A iniciativa privada fará a maior parte dos investimentos, aliviando a pressão sobre as contas públicas;

  • A expertise da iniciativa privada assegura maior capacidade de investimento em esgotamento sanitário e melhor qualidade do serviço;

  • Previsibilidade financeira assegura um melhor planejamento estratégico da Sane sul;

  • Incentivo à regularização ambiental em escala estadual e concentração da regulação dos sistemas de esgotamento sanitário;

  • A iniciativa privada fará a maior parte dos investimentos, sem necessidade dos municípios pleitearem recursos junto ao Estado/Sane sul/OGU;

  • Valorização imobiliária nos municípios;

  • Redução dos gastos com saúde devido a melhoria do sistema de esgotamento sanitário municipal;

  • Não haverá aumento de tarifas praticadas atualmente;

  • Não haverá aumento de impostos para cobrir investimentos do projeto.

Rio de Janeiro quer que STF adie julgamento de ação sobre redistribuição de royalties

Especialistas, parlamentares estaduais e federais e outras autoridades temem que o Estado do Rio de Janeiro enfrente uma situação de caos financeiro dependendo do resultado da votação, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) 4.917, que questiona as novas regras para redistribuição dos royalties do petróleo entre estados e municípios. A ação foi impetrada pelo estado do Rio, e o julgamento está previsto para 3 de dezembro.

 

Segundo o deputado estadual Luiz Paulo (sem partido), se for mantida no julgamento da Adin a distribuição prevista na lei sobre os royalties aprovada pelo Congresso Nacional, o estado do Rio poderá perder algo como 25% da sua receita corrente líquida, e os municípios, 40%. “Quebra todo mundo. Acaba o Regime de Recuperação Fiscal”, afirmou o deputado, durante o debate promovido hoje (19) pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

 

Luiz Paulo disse que, além de sofrer outros impactos, o estado ficaria sem recursos para bancar a saúde, a educação e o sistema previdenciário, uma vez que 83% dos recursos dos royalties são aplicados no pagamento de pensionistas e aposentados do RioPrevidência. “O que se está discutindo aqui é se o estado continua com vida ativa, ofertando alguma política pública, ou acaba de vez. Os outros poderes [Legislativo e Judiciário] também não vão ter duodécimos. Então, é o caos para todos. Não adianta sofisticar números porque não tem saída. É fechar o estado. Se o estado quebrar, é péssimo para o estado, mas também para o Brasil”, afirmou o deputado. Para ele, a distribuição dos royalties tem que ser discutida na reforma tributária, com a análise do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

 

O adiamento do julgamento da ação pelo STF foi uma sugestão unânime no debate virtual, que, além, de parlamentares, reuniu representantes da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), da Federação do Comércio (Fecomércio Rio) e da Associação Comercial do estado, economistas e reitores de universidades estaduais. O presidente da Câmara dos Deputados, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), que era esperado no debate, não compareceu.

 

O deputado federal Pedro Paulo (DEM-RJ) lembrou que a discussão em torno dos royalties ocorre no mesmo momento em que o estado negocia a continuação do Regime de Recuperação Fiscal, o que agrava as incertezas sobre a situação financeira do Rio de Janeiro. Pedro Paulo disse que a racionalidade tem que imperar nesse debate e que é difícil discutir o tema na Câmara, onde cada parlamentar vai atuar em defesa de seu estado, o que terminaria em prejuízos às unidades federativas produtoras de petróleo e gás. Por isso, o assunto precisa ser decidido pelo STF. A mobilização tem que ser logo na direção do Supremo, no sentido de adiar o julgamento, porque assim haveria mais tempo para que a redistribuição dos royalties seja mais debatida.

 

“Qualquer decisão só pode ser tomada após a decisão do Supremo”, acrescentou a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

 

Mudança de data

 

O presidente da Alerj, André Ceciliano (PT) pretende marcar uma audiência com o presidente do STF, Luiz Fux, para pedir mudança na data do julgamento da Adin. Ele pretende ir ao encontro acompanhado do governador em exercício, Cláudio Castro, do secretário de Fazenda, Guilherme Mercês, dos parlamentares e dos representantes da Associação dos Prefeitos dos Municípios Produtores de Petróleo e Gás do Rio de Janeiro e das entidades que participaram do debate ontem.

 

O deputado federal Wladimir Garotinho (PSD-RJ), que é presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Municípios Produtores de Petróleo, destacou que a ministra Cármen Lúcia também precisa participar da audiência, uma vez que ela é a relatora da Adin 4.917.

 

Os participantes do debate foram unânimes também ao contestar a afirmação de que o estado do Rio de Janeiro é beneficiado com o recebimento dos royalties.

 

O presidente da Firjan, Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, lembrou que os royalties foram criados como compensação de possíveis danos ambientais causados pela produção de petróleo e gás, quando o Congresso decidiu que o ICMS seria cobrado no estado de destino e não no de origem. O presidente da Federação do Comércio, Antônio Florêncio de Queiroz Júnior, por sua vez, sustentou que o estado do Rio de Janeiro não é beneficiário de absolutamente nada. “Ele é apenas compensado pelo dano que lhe é causado”, afirmou.

 

Fundo de Participação

 

O governador em exercício, Cláudio Castro, disse que o estado já é prejudicado na divisão das riquezas do país dentro do pacto federativo, quando envia à União recursos de impostos e recebe de volta no Fundo de Participação dos Estados valor muito inferior.

 

“O estado do Rio de Janeiro manda de lucro líquido para a União cerca de R$ 150 bilhões por ano. Só durante o regime de recuperação fiscal, o Rio de Janeiro mandou algo em torno de R$ 450 bilhões, o que pagaria a nossa dívida três vezes. O ICMS do petróleo é o único que é cobrado no destino, e não na origem, o que é mais um prejuízo que o Rio tem”, ressaltou.

 

Já o reitor do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), Rafael Barreto, levou ao debate o tema da formação de trabalhadores qualificados que ocorreu após os pagamentos de royalties ao Rio de Janeiro.

 

“O estado do Rio de Janeiro, há muito tempo, pela sua atuação, gera, a partir dos investimentos relacionados com royalties e outras ações que acontecem no estado, a formação de profissionais, seja em nível superior, seja na formação técnica profissional. Por isso, o impacto da retirada dos royalties ataca diretamente, além da receita dos municípios e do estado, a estabilidade profissional do estado. Vamos ter, por exemplo, profissionais da área química que vão perder espaço e saída de empresas”, afirmou Barreto.

 

Fonte: Agência Brasil

Insatisfação de consumidores gera mais de 15 mil reclamações no Procon Estadual

Nos primeiros dez meses do ano em curso (2 020) a Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor – Procon/MS, órgão integrante da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho – Sedhast, contabilizou entre seus serviços de orientação por meio do telefone 161 e de reclamações generalizadas, um total de 15.565 ocorrências.

 

Enquanto as orientações (151) totalizaram atingiram 2 064 procuras dos consumidores, as dez primeiras empresas no ranking das mais reclamadas, foram responsáveis pela ocorrência de 4.413 demonstrações de insatisfação, sendo a Energisa, com 900 casos, a campeã entre as que mais causaram dissabores, seguida da Aguas Guariroba com 858 casos.

 

O ranking aponta, ainda, entre os principais alvos de reclamação, empresas de telefonia tais como a Claro com 658 casos, a Telefônica do Brasil com 352 a Brasil Telecom (celular) com 294, seguidas da Tim (281). Quatro bancos também constam do ranking. São eles: Bradesco com 300 casos, BMG com278 além de Santander e Caixa Econômica Federa, com 256 e 236, respectivamente.

 

Ressalte-se que estas são as que mais tiveram consumidores insatisfeitos e que se  dirigiram ao Procon Estadual no sentido de  procurar solução para os problemas  dos quais  foram vítimas. Dezenas de outros fornecedores também, mesmo que com números menos expressivos, também têm sido denunciados no órgão estadual de defesa do consumidor.

MSGás inaugura na terça-feira complexo operacional no município de Três Lagoas

A Companhia de Gás de Mato Grosso do Sul (MSGás) inaugura nesta terça-feira (20) o Escritório Regional de Três Lagoas – um moderno complexo predial com áreas administrativas, sala de reuniões/treinamento, espaço de atendimento aos clientes e local para atividades do Centro Operacional local, como oficina para montagem e manutenção de equipamentos da rede de distribuição e um laboratório de calibração de instrumentos.

 

Localizado na Avenida Filinto Muller, próximo ao Shopping Três Lagoas, o prédio tem área construída de 700 m², divididos em dois pavimentos. A inauguração da estrutura será às 9h com a presença de autoridades estaduais e municipais.

 

Para o Presidente da MSGás, Rui Pires dos Santos, a trajetória da empresa na cidade justifica o investimento na construção da sede própria. “A MSGás cresceu muitos nos últimos cinco anos, conquistando um número significativo de clientes em Três Lagoas. Os nossos maiores, e principais, clientes estão localizados em Três Lagoas, e vislumbramos para os próximos anos a captação de novos clientes”, comenta.

 

Tecnologia e Sustentabilidade 

 

O complexo operacional conta com diversas tecnologias que visam melhorar o ambiente de trabalho dos colaboradores e incentivar o uso sustentável de energia e abastecimento. A ideia é que o local seja um show room das tecnologias mais recentes e inovadores com Gás Natural.

 

Entre as principais inovações estão infraestrutura de distribuição interna de gás natural para equipamentos e aparelhos (fogão, chuveiros, aquecedor de passagem para chuveiros, churrasqueira), destacando os mais inovadores:

 

  • Sistema de ar condicionado a Gás Natural, com evaporadoras e aparelhos de ar condicionado em todos os ambientes (para a climatização do ambiente – o nosso equipamento de ar condicionado é capaz de aquecer água ao mesmo tempo em que refrigera o ambiente);

 

  • Geração de energia com gerador 100% a Gás Natural;

 

O escritório possui um sistema de captação de água de reúso (água de chuva) para consumo não humano (uso em sanitários, jardim e processos) e o projeto arquitetônico da edificação também foi adaptado à mobilidade de pessoas com deficiências.

 

 

Além disso, o prédio conta com SPDA (Sistema de Proteção de Descargas Atmosféricas: para-raios), CPD (data center com estrutura de TI que será a contingência de Campo Grande) e sistema de monitoramento com câmeras.

 

 

Investimentos em reúso da água tratada do esgoto podem gerar R$ 5,9 bilhões à economia

O reúso de efluente tratado de esgoto doméstico está entre as alternativas que diversos países vêm adotando para aumentar a segurança hídrica. O Brasil, hoje com capacidade instalada para produzir um metro cúbico de água de reúso por segundo, tem potencial de aumentar esse volume em quase 13 vezes. Para isso, seriam necessários investimentos de R$ 1,89 bilhão em infraestruturas de reúso de água, que trariam um incremento na economia de quase R$ 5,9 bilhões. As informações são do estudo sobre o impacto econômico dos investimentos de reúso de efluentes tratados de esgoto para o setor industrial, lançado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

 

Os investimentos no setor seriam destinados à aquisição e manutenção de máquinas e equipamentos e à construção da infraestrutura. Do crescimento econômico de R$ 5,9 bilhões, R$ 3,7 bilhões seriam gerados pelo setor industrial, R$ 2 bilhões em serviços e R$ 180 milhões na agropecuária. A geração de emprego seria de quase 96 mil postos de trabalho e R$ 999,74 milhões em massa salarial, além de R$ 464 milhões em arrecadação de impostos.

 

Conforme o estudo da CNI, os principais setores industriais beneficiados com sistemas de reúso de efluente tratado de esgoto seriam o petroquímico e o siderúrgico, que contam com complexos de grande porte concentrados nos territórios. Exemplo nessa linha é o Aquapolo, que fornece 650 litros por segundo de água de reúso para o polo petroquímico da Região do ABC Paulista. Isso equivale ao abastecimento de uma cidade de 500 mil habitantes. A iniciativa é resultado de uma parceria entre a GS Inima e a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

 

Segundo a diretora de Relações Institucionais da CNI, Mônica Messenberg, o setor industrial tem interesse em investir em projetos de reúso de efluente tratado de esgoto para garantir o insumo, principalmente, em tempos de escassez hídrica. “Nesse caso, enquanto as águas de boa qualidade seriam priorizadas para usos mais nobres, em especial o humano, a indústria poderia manter a produção com a água de reúso”, explica.

 

A CNI defende urgência na regulamentação da atividade de reúso de efluentes tratados de esgoto, com ênfase para o reúso para fins industriais. Embora o marco legal do saneamento tenha contemplado entre suas diretrizes o reúso de efluentes sanitários, é necessário esclarecer ainda questões relativas à titularidade do efluente para reduzir a insegurança jurídica que inibe os investimentos nessas iniciativas.

 

Setor petroquímico está entre os principais segmentos beneficiados com sistemas de reúso de efluente tratado de esgoto

Estudos contribuem para apoiar construção de projetos de reúso

 

A CNI já elaborou estudos de potencial de projetos de reúso de efluente de tratado na região metropolitana de São Paulo e em mais sete estados: Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Maranhão. Foram escolhidas essas unidades da Federação tanto pela situação histórica de escassez hídrica, como é o caso dos estados do Nordeste, quanto de agravamento e incertezas sobre a disponibilidade de água vivenciadas nos últimos anos nos estados do Sudeste.

 

“Projetos de reúso de água podem ganhar velocidade e impulso com essa abertura de mercado e oportunidades de crédito em diversos tipos de fundos, inclusive voltados a projetos de adaptação climática, tanto no Brasil quanto no exterior”, destaca Mônica.

 

Fonte: CNI

Comércio eletrônico e delivery aumentam consumo de embalagens, segundo associação

As mudanças dos hábitos de consumo durante a pandemia do novo coronavírus, com as pessoas em casa e comprando mais produtos pela internet aumentou a demanda por embalagens. Os impactos dessas mudanças e das restrições provocadas pelas quarentenas para reduzir a disseminação do vírus estão sendo sentidos em várias partes da cadeia de produção.

 

O setor de papelão chegou a registrar uma queda de 3,2% no segundo trimestre do ano em comparação com o mesmo período de 2019, depois de uma alta de 7,5% nos primeiros três meses de 2020. No entanto, segundo a Associação Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO), de junho a setembro o setor se recuperou e as vendas de chapas de papelão ondulado aumentaram 15,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

 

O aumento das vendas pressionou a capacidade dos fabricantes. De acordo com a ABPO, os prazos de entrega, que ficavam entre 7 e 30 dias, agora, se estendem por mais de um mês. Junto com o aumento do consumo de embalagens, houve, segundo a associação, uma redução da coleta seletiva em diversas partes do país, o que também elevou os preços do material.

 

Reciclagem

 

O reflexo dos hábitos de consumo foi percebido também na geração de resíduos. Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), nos primeiros meses da quarentena foi registrada uma queda da produção de lixo de 6% em abril e de 9% em maio. Em junho, houve um ligeiro aumento (2%) dos resíduos em geral e de 30% no descarte de materiais recicláveis. Segundo o presidente da Abrelpe, Carlos Silva Filho, esse padrão tem se mantido, com um aumento de cerca de 30% no volume de material reciclável descartado.

 

O crescimento muito maior na utilização de materiais como plásticos e papelão está ligado, na avaliação da Abrelpe, ao maior uso de embalagens no comércio online. Filho avalia, inclusive, que esse novo padrão pode continuar nos próximos meses. “O que nós estamos observando é que esse novo padrão de consumo, que é baseado no comércio online e em entrega de alimentos pré-prontos tem permanecido. Então, acreditamos que isso pode assim ser uma constante”, disse.

 

Porém, devido ao fechamento de diversas unidades de triagem, em função das medidas de contenção do coronavírus, a reciclagem não foi capaz de absorver esse aumento do volume de materiais descartados nos primeiros meses de alta. Isso só começou a ser possível agora, com a retomada que, inclusive, aproveita, de acordo com Silva Filho, uma parte do potencial das centrais de reciclagem que não estava sendo utilizado antes da pandemia. “O que nós tínhamos de informação antes da pandemia é que esse setor da reciclagem estava operando de uma maneira ociosa”, diz.

 

Apesar disso, caso o aumento do volume de materiais recicláveis no lixo das grandes cidades se mantenha, o presidente da Abrelpe afirma que pode ser necessário investir mais no setor. “Perdurando essa situação de que haja um maior volume de recicláveis nos resíduos sólidos urbano nós precisamos de maiores investimentos no parque de reciclagem e de descentralizar esse parque, que ainda está muito concentrado nas regiões Sul e Sudeste”.

 

Fonte: Agência Brasil