MS 306: melhoria da logística vai impulsionar desenvolvimento econômico para Mato Grosso do Sul

O Governo do Estado, com o êxito no primeiro leilão de concessão de rodovia estadual, realizado na quinta-feira (5), na Bolsa de Valores de São Paulo, consolida a estratégia de promover a melhoria da logística sul-mato-grossense para dar mais competitividade a Mato Grosso do Sul.

 

“Melhoria da logística gera desenvolvimento econômico e é isso que nós estamos buscando no Estado. Essa estratégia do Governo do Estado tem sido exitosa, prova disso são os avanços na questão hidroviária, portuária, ferroviária, na Rota Bioceânica e, agora, na primeira concessão de rodovia estadual”, afirma o secretário Jaime Verruck, da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar).

 

Secretário Jaime Verruck destaca também os avanços nas áreas de hidrovia, ferrovia e portuária

 

A rodovia MS-306 é um polo de integração comercial entre os estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, São Paulo, Goiás e Minas Gerais e importante rota de escoamento de produção de açúcar, álcool, algodão, soja e milho. “O investimento nos 220 quilômetros de rodovia é importante para o agronegócio de Mato Grosso do Sul. Além da melhoria direta nos municípios de Costa Rica, Cassilândia e Chapadão do Sul, teremos um forte impacto no transporte de cargas, com ganhos significativos nesse trecho, que passa a ficar mais rápido e mais seguro, proporcionando mais competitividade aos produtos agrícolas escoados por essa região”, acrescenta o titular da Semagro.

 

O Consórcio Way -306 – liderado pela Bandeirantes Engenharia com as empresas TCL Tecnologia e Construções, Senpar, Torc Terraplanagem e GLP Brasil – garantiu o direito de exploração da rodovia estadual MS-306 pela outorga de R$ 605,3 milhões. Os recursos serão depositados no Fundersul e devem ser injetados em melhorias de outras estradas da malha rodoviária estadual. “Com esse leilão de sucesso, o governo consolidou um modelo e já estuda a possibilidade de inserir outras rodovias nesse modelo de investimento em concessão rodoviária. Mas, o mais importante é a percepção desse fato numa estratégia de logística, é a importância da melhoria logística para a competitividade de Mato Grosso do Sul”, finalizou Jaime Verruck.

Inflação das famílias com renda baixa sobe mais que índice oficial; INPC acumula 3,22% no ano e 3,37% em 12 meses

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que calcula a variação de cesta de compras de famílias com renda até cinco salários mínimos, ficou em 0,54% em novembro deste ano. A taxa é superior ao registrado em outubro (0,04%) e o maior resultado para um mês de novembro desde 2015.

 

O INPC teve um crescimento maior do que o registrado pela inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que subiu de 0,10% em outubro para 0,51% em novembro.

 

O INPC acumula inflação de 3,22% no ano e de 3,37% em 12 meses. No acumulado de 12 meses, o INPC também ficou acima do IPCA, que registra 3,27% no período.

 

Em novembro, os produtos alimentícios tiveram alta de preços de 0,78%, de acordo com o INPC, enquanto os não alimentícios anotaram inflação de 0,44%.

 

Fonte: Agência Brasil

Fiscais do Procon Estadual detectam ofertas “pague mais” em farmácia “pague menos” em bairro de Campo Grande

Divergência de preços e promoções enganosas em uma farmácia da Rua da Divisão, no Jardim Parati, surpreenderam fiscais da Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor – Procon/MS, órgão integrante da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho – Sedhast, na terça-feira (3). O estabelecimento foi autuado pela constatação de várias irregularidades contra o consumidor.

 

No primeiro caso, o texto promocional da embalagem de um kit de produtos para proteção solar e limpeza de pele dizia “Compre 1 Neostrata Minesol Oil Control Serum — por R$ 83,98 — e ganhe 1 Neostrata Oil Control Intensive Cleanser”. Porém, na gôndola o protetor solar tinha valor individual de R$ 79,99, não havendo gratuidade na unidade de gel de limpeza, que saia por R$ 3,99.

 

O texto da embalagem do kit promocional “Cuidado com a pele oleosa” oferecido por R$ 79,99, prometia “compre 01 Protetor Solar Episol FPS60 com cor e ganhe 01 sabonete líquido Epidac OC”. Contudo, pelo preço da gôndola a unidade do protetor solar deveria custar apenas R$ 68,49. Assim, esse kit também não manteve a gratuidade ofertada. Além disso, houve divergência no preço individual do protetor solar registrado no caixa por R$ 78,73, em lugar dos R$ 68,49.

 

Um kit de aparelhos de barbear descartáveis, que apresentava na embalagem a oferta “04 aparelhos de barbear + grátis 01 aparelho Vênus”, custou no caixa R$ 34,99, enquanto uma embalagem de 04 aparelhos descartáveis do mesmo tipo custava apenas R$ 25,99. Desse modo, o aparelho Vênus não foi item gratuito e teve o custo de R$ 9,00.

 

A colocação de produto em promoção por estar próximo do vencimento na mesma prateleira de itens com valor tradicional também induzia o consumidor em erro, por informações confusas e sem clareza. Uma solução bucal, que fora da promoção deveria custar R$ 24,49, foi registrada no caixa como R$ 29,49. Contudo, embora estivesse para vencer, não continha a etiqueta diferenciada do preço promocional de R$ 17,14. Assim, em vez de “pagar menos” o cliente pagaria muito mais que o preço do produto longe do vencimento.

 

Houve também caso de creme dental de 70g, ofertado por R$ 8,29, porém registrado no caixa a R$ 11,99. Gluconato de zinco com 90 comprimidos, ofertado a R$ 23,99, custou no caixa R$ 48,65. Pomada de bepantrix, com 30g, ofertada a R$ 12,65 foi precificada no caixa por R$ 18,06. Sachês de sal de frutas sabor limão, com valor de R$ 3,05, foram registrados a R$ 3,08.

 

A equipe do Procon Estadual constatou também a venda de produtos para alimentação infantil com prazo de validade expirado, que foram descartados no local.

Empresariado de Mato Grosso do Sul apoia projeto integral da reforma da previdência proposta pelo Governo do Estado

O setor produtivo de Mato Grosso do Sul, representado por vários segmentos do empresariado, manifestou-se integralmente a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), enviada pelo Governo do Estado à Assembleia Legislativa, que estabelece uma ampla reforma previdenciária no serviço público estadual. O gasto previdenciário atual representa 26% do orçamento do Estado – ou R$ 2,3 bilhões -, gerando um déficit de R$ 278 milhões.

 

“Nesse descompasso entre receita e despesa o empresariado precisa estar do lado do governo e defender a produção”, afirmou o presidente da Federação das Indústrias de MS (Fiems), Sérgio Longen. “É nessa linha que estamos engajados – prosseguiu -, buscando, com diálogo, a sustentabilidade da previdenciário estadual e o equilíbrio financeiro do Estado, permitindo fecharmos a conta e garantirmos o crescimento, a competitividade e a inovação”.

 

Por iniciativa da Fiems e outras entidades, como Fecomércio (Federação do Comércio), Faems (Federação das Associações Empresariais) e Amems (Associação das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte), foi promovida, na noite de quarta-feira (4), a palestra “A Importância das Reformas no Desenvolvimento Econômico de MS”, com o economista Paulo Sérgio Braga Tafner, doutor em Ciências Políticas e mestre em Economia.

 

 

A declaração de apoio e engajamento do empresariado à aprovação da reforma previdenciária está sustentada no fortalecimento econômico, por meio do equilíbrio financeiro, na disponibilidade de mais recursos para setores prioritário, como saúde e educação. “É um importante passo para o aumento da confiança, tão necessária para que as decisões de investimentos se concretizem, como já ocorre em nível federal”, disse Longen.

 

Atrair investimentos

 

Segundo o presidente da Fiems, o setor produtivo defende que o texto original da PEC seja votado e aprovado na íntegra, em regime de urgência. “Depois de conhecer profundamente o texto, precisamos iniciar inclusive a cobrança dos municípios. Para nós, do setor produtivo, essa reforma é imprescindível também porque todos os anos somos surpreendidos com a cobrança de mais impostos e entendemos que se tivermos um equilíbrio na previdência, a conta não precisará ser repassada à sociedade”, afirmou.

 

O presidente da Fecomércio-MS, Edison Araújo, destacou a importância de o setor produtivo trabalhar de forma alinhada com os órgãos governamentais. “Todos nós temos de dar nossa parcela de contribuição para que o País possa sair dessa situação em que se encontra. E o setor público não pode ser diferente e, por isso, defendemos que Mato Grosso do Sul também siga as orientações da reforma da previdência aprovada pelo Congresso Nacional”, salientou.

 

Economista Sérgio Tafner mostrou em números os impactos da previdência no orçamento do Estado

 

Para o empresário Guto Dobes Filho, presidente do Lide – Grupo de Líderes Empresariais -, a reforma previdenciária proposta pelo governador Reinaldo Azambuja não apenas equaciona as contas públicas, mas é a garantia do Estado para que o empresariado continue investindo e gerando emprego e renda. “Estamos de acordo com a reforma, é uma das medidas com transparência que propicia e pavimenta o caminho para atrair mais investimentos”, disse.

 

Nilzo Della Senta, do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e Material Elétrico (Simemae), afirmou que a palestra do economista Sérgio Tafner sobre os impactos do atual modelo previdenciário deixou muito claro que a reforma é a única saída do Estado para equilibrar suas finanças. “Os números demonstrados aqui é uma coisa irreal, insustentável. A reforma é necessária, vai gerar resultados positivos, mais investimentos”, pontuou.

 

Pensando no Estado

 

O presidente da Faems, empresário Alfredo Zamlutti Junior, declarou que a reforma proposta elimina disparidades que hoje não permitem fechar a conta, avolumando para um déficit insustentável. “As mudanças são necessárias, daqui a pouco o Estado tem mais inativos do que ativo no seu corpo funcional”, apontou. “O objetivo da reforma é salvar a previdência, sem prejudicar esse ou aquele, mas trabalhando em benefício do futuro das próximas gerações.”

 

Secretário Eduardo Riedel disse que a sociedade tem responsabilidade na aprovação da PEC da previdência

 

Representando o governador Reinaldo Azambuja no evento, realizado no auditório da Casa da Indústria (Fiems), o seretário estadual de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel, ponderou que está em discussão, claramente, privilégios garantidos no passado que o Brasil e Mato Grosso do Sul não suportam mais. “É preciso ter coragem de mexer e o nosso governo está determinado a alterar as regras, pensando no Estado, no desenvolvimento”, frisou.

 

“Por isso, chamamos à responsabilidade o setor produtivo para dar sua contribuição, entendendo que as soluções não estão apenas no aumento de impostos, o empresariado tem razão”, observou. “Precisamos combater uma série de situações construída ao longo dos anos, que não chamo só de privilégios, mas, em torno de uma reforma previdenciária, administrativa e tributária, para gerar eficiência, competitividade e desenvolvimento.”

 

Riedel cobrou o engajamento da sociedade, salientando que ela tem sua parcela de responsabilidade para garantir as mudanças propostas. “Não podemos mais conviver com um orçamento em que não há mais espaço para investimento e desenvolvimento. A reforma é imprescindível para que tenhamos esse espaço fiscal”, explicou, salientando que o governo está confiante na aprovação da PEC até o fim do trabalho legislativo deste ano.

Exportações de milho crescem 401% e saldo da balança comercial de Mato Grosso do Sul atinge US$ 2,7 bilhões

O saldo da balança comercial de Mato Grosso do Sul no acumulado de janeiro a novembro de 2019 já atinge US$ 2,7 bilhões, com destaque para o crescimento de 401% nas exportações de milho em relação ao mesmo período do ano passado. As informações estão na Carta de Conjuntura do Setor Externo do mês de dezembro, publicada nesta terça-feira (3) pela Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar). Clique aqui para fazer o download do documento.

 

Esses resultados foram obtidos com o aumento de 5% nas vendas externas de celulose, primeiro produto da pauta de exportações e com o crescimento de 24,39% das vendas de carne bovina. Mesmo com a queda de 42,57% das exportações de soja, Mato Grosso do Sul segue expandindo mercado de outros produtos tradicionais como o milho com alta de 401% em relação ao mesmo período em 2018. “O Estado deve fechar com recorde histórico nas exportações de milho em função da supersafra que tivemos neste ano”, lembra o secretário Jaime Verruck, da Semagro.

 

A China permanece como principal destino das exportações de Mato Grosso do Sul, com 41,84% do total da pauta. Também houve crescimento de 68,13% de participação dos Estados Unidos, relacionado principalmente à compra de celulose, representando 91,64% das operações daquele país. Com relação ao Japão, houve 270,84% de expansão nas exportações, com destaque para o milho, produto responsável por 73,46% da pauta daquele país. No âmbito regional, Três Lagoas segue como principal município exportador com 50,56% da pauta, com crescimento de 5,56% em relação ao mesmo período em 2018.

 

“O mercado japonês surge como uma nova oportunidade para o milho e os EUA avançam na compra de celulose. Tivemos uma ligeira queda nas exportações para a China e um recuo significativo da participação da Argentina. O país era essencialmente um comprador de soja, mas nossa expectativa é uma recomposição em 2020, em função de contratos já realizados por empresas argentinas”, comenta o secretário Jaime Verruck.

 

Com relação às importações, o Estado continuou com uma pauta concentrada na importação de gás boliviano. Esse item representou 54,24% da pauta de importações nos meses de janeiro a novembro de 2019, mas com valores 23,96% abaixo dos verificados no mesmo período de 2018. “A importação ainda está abaixo do ano passado. Mesmo com a melhora do bombeamento, ocorrida em outubro, estamos muito aquém do que seria adequado em termos de importação de gás natural”, finalizou o titular da Semagro.

Linha de crédito para estados do Brasil Central tem R$ 1 bilhão disponível, fruto de protocolo entre o governo e o BRB

O BRB (Banco Regional do Brasil) está com R$ 1 bilhão em recursos para contratação pelos estados do Brasil Central, para se consolidar como o banco do desenvolvimento regional. O montante é resultado da assinatura de um protocolo de intenções entre o governador Reinaldo Azambuja e o banco no dia 28 de novembro.

 

O superintendente de Indústria, Comércio e Serviços da Semagro, Bruno Gouveia, esteve com o consultor da presidência do BRB, Dannyel Lopes de Assis, que explicou que para contratar o recurso basta procurar a agência do BRB mais próxima e saber as condições.

 

O Brasil Central compreende os estados Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Tocantins. Reunidos, os estados participantes do BrC, concentram uma população de 26,2 milhões de habitantes e ocupam 28,8% do território nacional.

 

O objetivo é fomentar as cadeias produtivas da agropecuária, comércio e turismo, indústria, construção civil, empreendedorismo e tecnologia e inovação. O banco terá quatro linhas, com taxa de juros que variam entre 0,92% ao ano para investimentos e 7,99% ao ano no plano empresário.

Bancos e financeiras são destaque no ranking de mau atendimento, conforme levantamento do Procon Estadual

Levantamento realizado pelo setor de Pesquisas da Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor – Procon/MS, órgão integrante da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho – Sedhast, apresenta o ranking de atendimentos pelo Procon Estadual em relação a empresas do sistema financeiro no qual fica demonstrado que os serviços estão aquém do que poderia ser considerado razoável. Foram verificados 28 CNPJ diferentes.

 

De acordo com os registros, em se  tratando de relação de consumo, organizações financeiras só são superadas em prestação de serviço de má qualidade, pelas concessionárias de serviços públicos. E, no ranking apresentado em termos comparativos entre os anos 2 017 e 2 018 e entre 2 018 e 2 019, o Banco Bradesco lidera as denúncias por mau atendimento, seguido de perto pela Bradescard nos dois primeiros anos da verificação. Já em comparação com 2 019, o mesmo banco continua líder seguido pelo BMG.

 

Vale ressaltar que, também integrante do grupo, o Banco Bradesco Financiamentos, consta entre os piores prestadores de serviços nos dois períodos. Nos dois levantamentos a Caixa Econômica Federal ocupa o terceiro lugar no volume de atendimento de cidadãos pelo órgão estadual  de defesa do consumidor. Vários outros bancos, entre os quais o Banco do Brasil, Santander, Panamericano, Itaú Unibanco, Safra e Banrisul também são alvo de  reclamações.

 

O levantamento, entretanto, não se limitou a organizações bancárias. Financeiras administradoras  de cartões também se encontram posicionadas com grande número de irregularidades. Como exemplo, temos Pernambucanas, Midway S.A, Calcard, Crefisa, BV Financeira,  Luizacred, Cetelem, Losango  e Aymoré Crédito, Financiamento e Investimento S.A., entre outras. Administradoras de consórcios não ficaram de fora. O mau atendimento foi denunciado em relação a Multimarcas, consórcios nacionais Volkswagen e Honda.

 

Fonte: Procon MS

Condel aprova mais de R$ 2 bilhões do FCO para financiar empreendimentos em Mato Grosso do Sul no próximo ano

O Conselho Deliberativo (Condel) da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) aprovou na segunda-feira (2) a programação orçamentária para o FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste) 2020. Mato Grosso do Sul terá 24% do total, sendo mais de R$ 2 bilhões em recursos para contratação pelos setores rural e empresarial.

 

O Estado terá R$ 1,710 bilhão em recursos operacionalizados pelo Banco do Brasil, além de R$ 201,2 milhões que poderão ser financiados por bancos cooperativas (ação que depende de mudança de legislação federal para vigorar) e R$ 100,6 milhões contratados via BRDE.

 

Titular da Semagro (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), o secretário Jaime Verruck e presidente CEIF/FCO (Conselho Estadual de Investimentos Financiáveis pelo FCO) destaca que o FCO se mantém como a principal fonte de financiamento do desenvolvimento do Estado, com foco no crescimento das Micro e Pequenas Empresas.

 

“O FCO tem como objetivo reduzir as desigualdades e contribuir para o desenvolvimento dos municípios e estados do Centro-Oeste e em Mato Grosso do Sul tem sido principal agente de financiamento nos últimos anos, com grande participação das pequenas empresas que são parte ativa do desenvolvimento econômico estadual”, destacou o secretário.

 

Entre as prioridades setoriais estão a contratação para produções que agreguem valor à cadeia alimentícia, integração lavoura-pecuária no rural, investimento em tecnologia, biossegurança e turismo. Já nas prioridades espaciais, estão os municípios localizados na faixa de fronteira e de média renda.

 

O superintendente de Indústria, Comércio e Serviços da Semagro, Bruno Gouveia, explica que as adequações para 2020 ajudam a manter o nível de operacionalização do FCO. “A partir de agora todas as operações com valor acima de R$ 500 mil terão que passar pelo CEIF, que faz reuniões a cada 15 dias para avaliar os processos que chegam”.

 

O FCO rural pode ser contratado em duas modalidades, com taxa de juros pré e pós fixada. Apesar da possibilidade, 100% das operações do FCO rural em 2019 foram feitas com taxas pré-fixadas, que variam de 5,21% a 8% ao ano, conforme o porte da empresa e a linha contratada. No empresarial, a taxa de juros é pós-fixada.

 

Os recursos do FCO são administrados pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e concedidos por meio do Banco do Brasil, aquecendo a economia, gerando emprego e renda na região. Possibilitam o financiamento de projetos para abertura do próprio negócio, investimentos para expansão das atividades, aquisição de estoque e até para custeio de gastos gerais relacionados à administração – aluguel, folha de pagamento, despesas com água, energia e telefone.

Mercado financeiro eleva estimativa de inflação este ano para 3,29%; previsão para anos seguintes permanece estável

Pela quarta semana seguida, as instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) aumentaram a estimativa para a inflação este ano. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA – a inflação oficial do país) subiu de 3,46% para 3,52%. A informação consta no boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central (BC) que traz as projeções de instituições para os principais indicadores econômicos.

 

Para 2020, a estimativa de inflação se mantém há cinco semanas em 3,60%. A previsão para os anos seguintes também não teve alterações: 3,75% em 2021, e 3,50% em 2022.

 

As projeções para 2019 e 2020 estão abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

 

Selic

 

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente definida em 5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

 

De acordo com as instituições financeiras, a Selic deve cair para 4,5% ao ano até o fim de 2019. Para 2020, a expectativa é que a taxa básica permaneça nesse mesmo patamar. Para 2021 e 2022, as instituições estimam que a Selic termine o período em 6% ao ano e 6,5% ao ano, respectivamente.

 

Quando o Copom reduz a Selic, como prevê o mercado financeiro este ano, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. A manutenção da Selic indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

 

Atividade econômica

 

A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – se manteve em 0,99%. As estimativas das instituições financeiras para 2020 variou de 2,20% para 2,22%. Para os anos seguintes, não houve alteração em relação à pesquisa anterior: 2,50% em 2021 e 2022.

 

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 4,10 para o fim deste ano e R$ 4,01 para 2020.

 

 

Fonte: Agência Brasil