Fiems: Centro de Negócios detalha quatro passos para internacionalização de uma empresa; saiba como

Muitas empresas passaram a enxergar os mercados internacionais como saída para a crise econômica do País. No entanto, um dos grandes problemas que os empresários encontram na hora de internacionalizar seus produtos ainda é a falta de informação. Para ajudar nesse processo, o CIN (Centro Internacional de Negócios) do IEL atua como um grande facilitador e orientador, oferecendo cursos, estudos de mercado e consultorias na área.

 

Segundo a coordenadora do CIN, Nathália Alves, o Centro já atendeu 528 empresas desde 2011. “O serviço vai desde estudos de mercado e capacitações, que visam preparar o empresário para negociar no comércio exterior, por meio de um planejamento personalizado e o aprendizado de conceitos fundamentais até a consultoria completa de um processo e a disponibilização de documentos chave que visam a competitividade de sua empresa no mercado externo. Não preparamos apenas para a negociação, mas acompanhamos todo os processos”, detalhou.

 

Ela destaca ainda que a decisão de exportar um produto ou serviço deve ser tomada com bastante cuidado e atenção. “Por isso, é necessário que o empresário esteja devidamente preparado, conheça os processos internos e externos, o mercado que deseja inserir, seus concorrentes e potenciais clientes e as características deles”, reforçou, elencando os principais passos a serem tomados na hora de buscar a internacionalização das empresas.

 

Confira abaixo quatro passos para a internacionalizar de uma empresa:

1 – Planejamento

Essa fase contempla a preparação da empresa para exportação. Nesse momento, é importante fazer uma pesquisa de mercado, definindo qual país tem maior potencial para a compra do seu produto, depois, é necessário analisar este mercado, público alvo e qual o melhor caminho para se inserir nesse mercado, checando também a legislação brasileira vigente.

“É interessante verificar necessidades de adequação do produto para entrada no mercado externo e procurar avaliar concorrentes externos e internos, analisar hábitos e costumes do mercado alvo, identificar potenciais clientes no exterior, classificar corretamente a mercadoria e formar o preço de exportação do produto”, comentou Nathália Alves. 

2 – Preparação 

“Formar o preço de exportação do produto é muito diferente do que transformar o valor do produto comercializado no Brasil em real pela moeda vigente do País de destino ou por dólar”, alertou a gerente do CIN. Essa é só uma das confusões comuns entre as empresas na hora de realizar a primeira exportação. Por isso, é fundamental se preparar para esse momento, participando de cursos relacionados à área de comércio exterior ou contratando consultoria especializada.

Também vale a pena conversar com parceiros que podem ajudar nesse contato com o comércio exterior e preparar um material de comunicação para negociação com um potencial comprador, com informações sobre o serviço e lista de preços. “Além disso, o empresário não pode se esquecer de requerer junto à Receita Federal a Habilitação de Radar. No caso de indústrias de Mato Grosso do Sul, é preciso solicitar regime especial de exportação junto à Sefaz (Secretaria Estadual de Fazenda)”, detalhou Nathália Alves. 

Ainda na fase da preparação, a empresa deve definir se a exportação será realizada diretamente ou indiretamente, ou seja, via comercial exportadora, trade compay, entre outras modalidades, e importante verificar também se há necessidade de liberações junto a outros órgãos para realizar as exportações.

3 – Negociação

Depois de já estar devidamente preparada sobre o processo de exportação, a empresa já pode começar a entrar em contato com os potenciais importadores, negociando questões como frete, seguro, local de embarque e desembarque e desembaraço aduaneiro. Também é nesse momento que a empresa deve ajustar com o potencial cliente a modalidade de pagamento, as necessidades de adequação do produto, entre outros pontos que sejam necessários.

4 – Formalizar a negociação

Agora é preciso anotar tudo o que foi negociado com o importador e transcrever para a fatura proforma ou proforma invoice, formalizando a negociação. Esta fatura é como um pré-contrato e deve conter informações sobre o importador, o exportador, descrição da mercadoria, peso líquido e bruto, quantidade, preço unitário e total, condição de venda, modalidade de pagamento, meio de transporte, tipo de embalagem, informações bancárias, entre outras informações que se fizerem necessárias.