Plataforma que ensina programação, RoboGarden será implantada nas escolas do Sesi, anuncia a Fiems

A RoboGarden, plataforma desenvolvida no Canadá e que permite ao aluno sair do Ensino Médio capaz de programar nas linguagens Java e Phyton, a partir desta segunda-feira (22/04) passará a integrar a grade curricular das escolas da Rede de Ensino do Sesi em Campo Grande, Dourados, Três Lagoas, Corumbá, Aparecida do Taboado, Maracaju e Naviraí. Implantado como um projeto piloto extracurricular na unidade da Capital, a plataforma agora fará parte da rotina dos alunos do Ensino Fundamental, que, a cada 15 dias, irão ao laboratório de informática para, brincando, aprender a programar e, ao mesmo tempo, reforçar o conteúdo de diversas disciplinas aplicadas em sala de aula.

 

Isso porque a RoboGarden é baseada em técnicas de jogos virtuais, ou seja, o aluno precisa programar corretamente para “passar de fase” e concluir missões, como em um videogame. “Desde jovem, o aluno estará familiarizado com a linguagem de programação, por meio de uma abordagem criativa, que rompe a barreira da decoreba e exercícios repetitivos que não conseguem prender a atenção de crianças e adolescentes. O aluno nem percebe, mas, jogando, está aprendendo a programar”, afirmou a gerente de educação do Sistema Fiems, Simone Cruz.

 

A plataforma inicia a abordagem dos códigos de programação de maneira simplificada, em linha, para facilitar o primeiro contato das crianças com a programação. “Por exemplo, a primeira atividade é programar o robô para desviar das comidas gordurosas com o comando de virar à esquerda ou à direita. E, na medida que eles vão evoluindo, passando de fase nas atividades, vai ficando mais complexo”, explicou o diretor da Escola do Sesi de Campo Grande, Murilo Augusto.

 

O projeto da RoboGarden prevê que, ao estar no Ensino Médio, o aluno já esteja familiarizado com a programação em bloco, nas linguagens mais avançadas, como Java e Phyton. “Este é um projeto que vai ao encontro do que a rede de ensino do Sesi vem propondo, investindo em diversas ferramentas de educação tecnológica, com uma metodologia voltada para a programação e inteligência artificial”, pontuou o assessor de tecnologias educacionais do Sesi, Fábio Rodrigo de Sousa, responsável pela implantação de plataformas como a RoboGarden nas escolas.

 

Aula experimental

 

Na semana passada, a turma do 6º ano do Ensino Fundamental da Escola do Sesi da Capital participou de uma aula experimental utilizando a RoboGarden. O professor Roberto Pereira Teodósio, que leciona a disciplina de Matemática, destacou as primeiras impressões da estreia dos alunos na plataforma. “Para além da parte do raciocínio lógico, foi possível perceber que haverá uma interação muito grande com a Língua Inglesa e também estratégias de resolução de problemas. Será uma plataforma que, de forma lúdica, vai ampliar a facilidade de aprendizado de diversas disciplinas pelo aluno”, considerou.

 

Para os alunos, desde o ano passado existia a expectativa de conhecer a plataforma que iria facilitar o aprendizado interdisciplinar, especialmente o de Exatas, onde mora o bicho de sete cabeças da Matemática. “Meu pai já tinha me contado que este ano teria uma nova plataforma, então estava curioso, porque toda ajuda para ajudar a aprender Matemática é muito bom”, disse Yuri Albuquerque, 11 anos.

 

A colega de sala Mariana de Andrea, que também tem 11 anos, tinha na Matemática a disciplina favorita. “Mas agora começou a ficar muito difícil e não sei se ainda é a minha preferida. Espero que o RoboGarden me faça gostar mais”, acrescentou.

 

Nesta segunda-feira, todos os alunos do Ensino Fundamental das sete escolas do Sesi, a partir do 5º ano, irão receber o login e a senha para começarem a acessar a RoboGarden no laboratório de informática das unidades. Serão quase mil alunos da rede envolvidos no projeto. “Embora haja, sim, uma pressão para a preparação dos jovens para o mercado profissional, onde chovem vagas para trabalhar com tecnologia, nosso objetivo maior é estimular a programação como um instrumento que auxilie os alunos a ver o mundo de uma forma diferente”, finalizou Simone Cruz.