Aumento da bandeira tarifária causa impacto de 5% nas contas de energia elétrica

A partir de 01 de julho as contas de energia elétrica ficam ainda mais caras, com decisão do colegiado da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) nesta terça-feira, 29, que elevou o valor da bandeira vermelha patamar 2 de R$ 6,24 para R$ 9,49 por 100 kWh.

 

São R$ 3,35 a mais a cada 100 kwh consumidos, sem contar com o impacto dos impostos, alerta a presidente da área de concessão dos consumidores da Energisa MS, Rosimeire Costa. O impacto médio para o consumidor residencial deve ficar entre 4% e 5%, dependendo da faixa consumo.

 

Para os que estão na faixa de até 50 kwh, o valor já com bandeira e impostos (base Cosip de Campo Grande) passa de R$ 0,80 a R$ 0,84 o kwh. Na faixa de até 100 kwh, de R$ 0,97 a 1,02; até 200 kwh vai de R$ 1,10 a R$ 1,14; de 300 khw passa de R$ 1,13 a R$ 1,18 e de R$ 600,00 de R$ 1,16 a R$ 1,21.

 

O cálculo da área técnica da Aneel, diante da crise hídrica e mais despacho de termelétricas, cujo custo de geração é bem maior, é de que a bandeira em seu maior patamar deveria chegar a R$ 11,50/100kWh para cobrir a diferença.

 

As bandeiras tarifárias foram criadas como um sinalizador para que o cliente tenha percepção do custo da energia que está consumindo, mas vêm apresentando defasagem, por isso mudança no sistema foi colocada em consulta pública.

Reunião discute detalhes do ramal que levará gás natural a Sidrolândia e Dourados

Reunião realizada na na segunda-feira (28) na Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) discutiu detalhes do projeto que levará gás natural às cidades da região Sul do Estado. O gasoduto partindo de Campo Grande, passará por Sidrolândia, Maracaju até chegar a Dourados, e representará um impulso importante no setor industrial, convertendo-se em crescimento econômico, geração de mais empregos e renda, conforme avaliou o secretário da Semagro, Jaime Verruck.

 

Participaram da reunião, além de Verruck e da equipe técnica da Semagro, o secretário de Infraestrutura do Estado, Eduardo Riedel; o diretor presidente da MS Gás, Rui Pires dos Santos; o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Paulo Corrêa; o deputado estadual Gerson Claro; a prefeita de Sidrolândia, Vanda Camilo, que estava acompanhada de assessores.

 

“Comunicamos que a MS Gás vai construir um gasoduto ligando Campo Grande a Sidrolândia. Esse projeto integra o ramal Campo Grande-Dourados, na fase 1 vamos fazer até Sidrolândia. A cidade já tem a demanda levantada, a indústria será atendida e também todo comércio. Mostramos à prefeita o quanto Sidrolândia ganha em termos de desenvolvimento, ao ter mais uma opção disponível de energia. O que precisamos agora é de uma área de 10 mil metros quadrados para instalar a subestação. A partir daí o gás pode ser transportado em caminhão às cidades próximas, ou mesmo aos postos de combustíveis de Sidrolândia, até que se implante a rede de abastecimento”, explicou Verruck.

 

O gás é visto como importante fator de desenvolvimento dentro da estratégia do governo do Estado de fomentar a indústria no interior do Estado. A ideia é levar o combustível às regiões Sul e Norte, que estão fora do traçado do gasoduto, para tanto implantando ramais ou fazendo o transporte em caminhões. O primeiro passo é levar o gasoduto até Sidrolândia para, numa segunda fase, chegar a Dourados passando por Maracaju e Rio Brilhante. Em cada uma dessas cidades será construída uma subestação que suportará a conexão de outros ramais servindo as cidades do entorno.

 

“A prefeita vai nos apresentar alternativas de área para sediar a subestação, a MS Gás fará a avaliação, já temos o projeto básico, o próximo passo é concluir o projeto executivo e começar a execução. Está totalmente aprovada, muito brevemente teremos o gás chegando a Sidrolândia”, completou.

 

O secretário também apresentou à prefeita Vanda Camilo algumas expansões industriais que estão ocorrendo em Sidrolândia, o que potencializa ainda mais o investimento da MS Gás, e ressaltou a importância da Prefeitura incorporar o gasoduto em sua estratégia de atração de novos investimentos, tanto para o comércio, quanto à indústria, bem como para abastecimento de veículos e uso residencial.

Bandeira de julho será vermelha patamar 2, valores serão anunciados na terça-feira

A bandeira tarifária em julho de 2021 será vermelha, patamar 2, em razão da intensidade da estação seca nas principais bacias hidrográficas do Sistema Interligado Nacional (SIN), registrando condições hidrológicas desfavoráveis. O valor a ser pago pelos consumidores será informado excepcionalmente na próxima terça-feira, 29/6, data em que a atualização dos valores das bandeiras será deliberada pela Diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

 

Em junho, as afluências nas principais bacias hidrográficas do Sistema Interligado Nacional (SIN) estiveram entre as mais críticas do histórico. Julho inicia-se com mesma perspectiva hidrológica desfavorável, com os principais reservatórios do SIN em níveis consideravelmente baixos para essa época do ano, o que sinaliza horizonte com reduzida capacidade de produção hidrelétrica e elevada necessidade de acionamento de recursos termelétricos. Essa conjuntura pressiona os custos relacionados ao risco hidrológico (GSF) e o preço da energia no mercado de curto de prazo (PLD), levando à necessidade de acionamento do patamar 2 da bandeira vermelha. O PLD e o GSF são as duas variáveis que determinam a cor da bandeira a ser acionada.

 

Criado pela ANEEL, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da energia gerada, possibilitando aos consumidores o bom uso da energia elétrica. O funcionamento das bandeiras tarifárias é simples: as cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração.

 

Com as bandeiras, a conta de luz ficou mais transparente e o consumidor tem a melhor informação, para usar a energia elétrica de forma mais eficiente, sem desperdícios.

 

Com o acionamento da bandeira vermelha em seu maior patamar é importante reforçar aos consumidores ações relacionadas ao uso consciente e ao combate ao desperdício de energia.

CCEE: Petrobras é vendedora única nos leilões de energia A-4 e A-5

A Petrobras foi a vendedora única de energia nos leilões de energia existente A-4 e A-5 realizados no dia 25pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), com coordenação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Os certames previam contratos para usinas termelétricas a gás natural e carvão mineral.

 

Segundo a CCEE, os leilões negociavam energia para distribuidoras no mercado regulado, que abastece pequenos e médios comércios e empresas e consumidores residenciais por um período de 15 anos.

 

A Usina Petrobras Cubatão, a gás natural liquefeito (GNL), se sagrou vencedora nos dois certames para o fornecimento. No total dos contratos, a energia que será injetada na rede é de 191 MW (megawatts).

 

Os certames

 

O primeiro dos certames, o leilão A-4, foi realizado na manhã de hoje (25), de forma virtual. A Petrobras foi a única vendedora para três distribuidoras: a Light (RJ), Equatorial Pará (Celpa) e Equatorial Maranhão (Cemar).

 

Nesse leilão, a usina negociou 98,3 MW médios, ao valor de R$ 151,15/MWh. Com isso, o deságio foi de 52,47%. O deságio é a diferença entre o preço teto estabelecido pelo governo e o valor ofertado pela empresa.

 

No leilão A-5, realizado à tarde, a Petrobras foi a única vendedora para a Equatorial Pará (Celpa) e Equatorial Maranhão (Cemar). Nesse caso, foi vendido 64,2 MW médios ao custo de R$ 172,39/ MWh. O deságio, nesse caso, foi de 45,79%.

 

Para a CCEE, o resultado dos leilões foi positivo e os novos contratos abrem caminho para a modernização da matriz elétrica. “A negociação contou com participação de empreendimentos a custos bem competitivos e encerramos com um deságio bastante vantajoso, de 52,5% e 45,8%. É um resultado que demonstra a capacidade de usinas existentes se modernizarem e oferecerem preços menores. O empreendimento contratado, por exemplo, reduziu o custo de operação”, disse Rui Altieri, presidente do Conselho de Administração da Câmara de Comercialização.

 

Os empreendimentos contratados no leilão de energia existente A-4 tem início de suprimento de energia no dia 1º de janeiro de 2025 e termina no dia 31 de dezembro de 2039. No leilão A-5, há a oferta de eletricidade entre 1º de janeiro de 2026 e 31 de dezembro de 2040.

 

Petrobras

 

A Petrobras informou que o resultado desses leilões garantiram uma receita fixa total de R$ 67,8 milhões/ano até 2040. “A venda de energia pela Petrobras nos leilões contribui para a estratégia da companhia de otimização do portfólio termelétrico com foco no autoconsumo e da comercialização do gás próprio”, informou a empresa.

 

O diretor-geral da Aneel, André Pepitone, disse que o leilão permite que a usina seja renovada, proporcionando preço menor da energia e redução da emissão de gases. “Com a renovação, a usina fica ambientalmente mais adequada. O consumidor sai ganhando, que usufrui de um parque térmico moderno e com preço menor”, disse.

SENAI, MPT e Sejusp levam aprendizagem industrial às Uneis de Dourados e Ponta Porã

O SENAI, em parceria com o MPT-MS (Ministério Público do Trabalho) e a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), ampliou o projeto de levar educação profissional às Uneis (Unidades Educacionais de Internação). Depois de iniciar as aulas do curso de almoxarife de obras no começo deste mês com 11 internos da Unei Dom Bosco, em Campo Grande, agora foi a vez de começarem as aulas do curso de almoxarife com 15 internos de Dourados e dez de Ponta Porã.

 

Na sexta-feira (25), representantes das três instituições visitaram as Unei Laranja Doce, em Dourados, e a Unei Mitaí, em Ponta Porã, para destacar a oportunidade de os jovens selecionados aprenderem um ofício. O objetivo é garantir que os jovens tenham mais chances de conseguir uma vaga no mercado de trabalho quando forem ressocializados.

 

Contrato especial garante direitos trabalhistas aos adolescentes

 

Por meio do contrato de trabalho especial da aprendizagem industrial, esses jovens têm direito a registro em carteira de trabalho, recebimento de salário mínimo hora, férias e 13.º salário proporcional. Também estão garantidos outros direitos sociais, como descanso semanal remunerado, recolhimentos previdenciários e do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Os valores ficam depositados em uma conta judicial e são resgatados após a saída da unidade de internação.

 

Segundo o diretor-regional do SENAI, Rodolpho Caesar Mangialargo, o curso terá 800 horas e duração de três meses, aproximadamente. As aulas serão realizadas de segunda à sexta-feira, das 13 horas às 17 horas. “Nós tivemos de remodelar o curso para que os internos pudessem ter aulas teóricas práticas dentro da Unei. Para isso, vamos montar uma indústria aqui dentro para simular as práticas”.

 

Índice de aceitação dos cursos do SENAI ajuda a abrir as portas do mercado de trabalho

 

Ainda conforme Rodolpho Mangialardo, o projeto é uma forma de dar oportunidade a esses jovens, para que saiam da unidade de internação com oportunidades reais de serem inseridos no mercado de trabalho. “O SENAI tem um índice de aceitação no mercado muito grande e, com certeza, essa formação deverá abrir portas para esses jovens. Vale ressaltar que essa parceria foi construída entre SENAI, MPT e Sejusp por orientação do presidente da FIEMS, Sérgio Longen, e o objetivo é preparar esses jovens e proporcionar melhores oportunidades”.

 

A procuradora-chefe do MPT, Cândice Gabriela Arósio, ressaltou que o projeto de levar educação profissional a adolescentes internados começou em 2016 e tem como objetivo a real ressocialização desses jovens. “Eu estou muito feliz de voltar a essa Unidade de Internação para trazer novamente uma formação e uma oportunidade para esses jovens. Eles estão aqui aprendendo um ofício para conseguir entrar no mercado de trabalho quando saírem. E nós temos também o objetivo de continuar com esse acompanhamento quando eles forem egressos para dar todo o suporte necessário”.

 

Expectativas de nova chance envolvem adolescentes em curso oferecido pelo SENAI

 

Para o diretor da Unei Laranja Doce, José Marcondes, o início de mais uma turma de aprendizagem industrial dentro da unidade é motivo de alegria e satisfação. “Essa é uma oportunidade de ressocializar os adolescentes. Eles estão ansiosos e interessados no curso e esperamos colher frutos, fazendo nosso papel, que é ressocializar esses jovens. Sabemos que o SENAI é referência em qualificação profissional e vai proporcionar chances de novas portas se abrirem para esses jovens”.

 

Na avaliação de um dos internos, de 20 anos, e que está há um ano na Unei Laranja Doce, a expectativa é de conseguir um novo emprego. “Eu já fiz um curso de aprendizagem pelo SENAI quando tinha 15 anos. Agora vou fazer mais uma formação pelo SENAI e espero que esse certificado me ajude a conseguir uma vaga no mercado de trabalho quando eu sair daqui. Depois, ainda quero fazer uma faculdade e acho que essa é uma grande oportunidade”.

Receita Federal amplia prazo de dispensa de autenticação documental

A Instrução Normativa RFB nº 2.032/2021, publicada na sexta-feira, 25 de junho, ampliou, até 31 de dezembro de 2021, a dispensa da necessidade de apresentar documentos originais ou cópias autenticadas para solicitar serviços ou prestar esclarecimentos para o atendimento a distância da Receita Federal.

 

A flexibilização das regras é uma das medidas adotadas para minimizar os efeitos da pandemia do coronavírus, reduzindo o ônus financeiro e aumentando o distanciamento social, necessário para a preservação da saúde dos cidadãos.

 

Vale destacar, que a autenticidade dos documentos apresentados será verificada pelos servidores da Receita Federal pelos meios estabelecidos na Instrução Normativa nº 1.931/2020. O contribuinte que apresentar cópias simples permanece obrigado a manter os originais sob sua guarda, podendo ser demandado a qualquer momento pela Administração Pública a apresentá-los.

Empresários têm até o dia 30 para renegociar débitos do Fadefe com desconto de até 100%

Até o fim de junho, empresários que fazem parte do Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Econômico e de Equilíbrio Fiscal do Estado (Fadefe) podem renegociar seus débitos com a Fazenda Estadual. A medida que institui o Refis Fadefe permite a liquidação de créditos relativos à contribuição vencidos até 31 de janeiro de 2021.

 

Conforme a Lei Complementar n° 282, podem ser renegociados, inclusive, os créditos que foram objeto de negociação, os saldos remanescentes de parcelamentos e de reparcelamentos anteriores, hipótese em que o contribuinte deve formalizar pedido de resilição do acordo de parcelamento em curso para fins de adesão ao programa.

 

Os créditos relativos à contribuição devem ser consolidados, por inscrição estadual, na data do pedido de adesão ao programa. O secretário de Fazenda, Felipe Mattos, pontua a importância do fundo para o desenvolvimento econômico do estado.

 

“Mato Grosso do Sul se tornou mais competitivo ao incentivar a expansão industrial. Com a atividade econômica aquecida, geramos mais postos de trabalho e renda para a população do nosso estado. E o principal instrumento de impulso ao processo de industrialização é a segurança jurídica do incentivo fiscal. Nesse sentido, o Fadefe é um marco fundamental para a gestão dos compromissos assumidos por essas empresas. Por meio dele é possível monitorar o cumprimento de todos os termos de acordo nas variáveis emprego, investimento e faturamento”, explica Mattos.

 

O Fadefe é um fundo do programa MS Empreendedor que convalidou os incentivos fiscais de cerca de 400 empresas, as quais se comprometeram a gerar 11.369 empregos e investir R$ 16 bilhões em seus empreendimentos. Entre os benefícios da adesão ao Fadefe estão a prorrogação dos incentivos fiscais até 2032 e a repactuação das obrigações de cunho socioeconômicos, sem a incidência de penalidades.

 

Formas de pagamento

 

Os débitos podem ser liquidados mediante uma das seguintes formas:

 

I – à vista, em parcela única, com redução de 100% (cem por cento) das multas moratórias e dos juros de mora correspondentes;

 

II – em 2 (duas) ou em até 12 (doze) parcelas mensais e sucessivas, com redução de 80%
(oitenta por cento) das multas moratórias e dos juros de mora correspondentes;

 

III – em 13 (treze) ou em até 24 (vinte e quatro) parcelas mensais e sucessivas, com redução de
60% (sessenta por cento) das multas moratórias e dos juros de mora correspondentes.

 

No caso de opção pelo pagamento em mais de uma parcela:

 

I – as formas previstas nesta Lei Complementar ficam condicionadas a que o valor da parcela
inicial não seja inferior a 10 (dez) Unidade Fiscal Estadual de Referência de Mato Grosso do Sul (UFERMS);

 

II – o valor de cada parcela, a partir da segunda, deve ser atualizado monetariamente e acrescido de juros de mora, considerando-se como termo inicial o dia seguinte à data do vencimento da primeira

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Prazo

 

Os contribuintes interessados em se regularizar e manter os benefícios devem aderir ao programa até o final de junho. Conforme o documento, podem ser liquidados os créditos relativos à contribuição que estiverem vencidos até 31 de janeiro de 2021.

 

As empresas que realizarem a adesão de que trata este artigo, e o pagamento das respectivas contribuições, e que tenham realizado o pagamento do imposto sem a fruição do respectivo incentivo ou benefício fiscal, podem apropriar, como crédito, o valor correspondente à diferença entre o valor pago e o valor do respectivo débito. A apropriação do crédito é condicionada à autorização prévia da Secretaria de Estado de Fazenda, a ser expedida mediante a demonstração da existência da respectiva diferença.

 

Os interessados devem aderir ao programa por meio da ferramenta ICMS Transparente, no ícone de Solicitação de Abertura de Protocolo (SAP). A lei complementar pode ser conferida na íntegra na edição n. 10.485 do Diário Oficial do Estado.

Procon dará apoio ao de Costa Rica para solucionar superendividamento de consumidores

Endividamento e superendividamento de consumidores vêm se tornando preocupação e dificultando cada vez mais a vida  de  elevado número de consumidores em todas as regiões do País e em Mato Grosso do Sul não é diferente. O encaminhamento de soluções para esse problema por meio de orientações às pessoas  que, de alguma forma, deixaram de ter o controle  de sua  situação financeira é constante na Superintendência para Orientação Defesa do Consumidor –Procon/MS, órgão integrante da Secretaria de Estado de  Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho – Sedhast.

 

Nesse sentido foi  criado, na estrutura do Procon Estadual, o Núcleo de Atendimento ao Consumidor Endividado/Superendividado – Nupaces cujo numero de pessoas atendidas, aproximadamente 1 850, que tiveram suas demandas e caminhadas e solucionadas na sua maioria, é bastante significativo. Diante da experiência já adquirida, o órgão  estadual de  defesa do consumidor vem repassando a  similares  nos municípios a forma de orientar  as pessoas envolvidas nesse tipo de problema.

 

Exemplo é o Procon de Costa Rica, cujo coordenador Walder de Freitas esteve reunido com o superintendente do Procon Estadual, Marcelo Salomão,  tratando de  assuntos relacionados ao órgão municipal entre os quais o discutido  foi a constatação de endividamento e superendividamento  entre consumidores do município problema para o qual  solicitou apoio no encaminhamento de solução.

 

Walder obteve do superintendente estadual a afirmação de que será dado todo o respaldo possível, o que poderá ocorrer, também, em relação a outros procons  no Estado, em auxílio aos consumidores que, via de regra, não têm encontrado saída, vendo suas demandas  agravadas levando-se em consideração que a pandemia  causada pela Covid, que entre outras coisas, tem reduzido ou retirado as possibilidades de  rendimentos dos trabalhadores.

 

O Procon Estadual deverá promover, além de  capacitação de pessoal para orientação dos consumidores, a liberação de cartilhas contendo o passo a passo para cada situação após a constatação de  endividamento ou superendividamento, de forma que o  consumidor possa  se programar para superar o problema e planejar  suas despesas evitando, assim, retornar ao rol dos que não conseguem  quitar  seus compromissos.

Governo do Estado autoriza estudos para implantação de Centrais de Energia Fotovoltaica

O Governo do Estado, por meio do Conselho Gestor do Programa de Parceria Público-Privada (PROPP- MS), autorizou o início dos estudos técnicos destinados à implantação, manutenção e operação de Centrais de Energia Elétrica Fotovoltaica em Mato Grosso do Sul. A autorização, publicada nesta terça-feira (22), no Diário Oficial do Estado, foi concedida ao grupo de empresas formado por Garin Infraestrutura Assessoria e Participações Ltda, Moysés & Pires Sociedade de Advogados e Instituto Nacional de Energia Limpa – INEL.

 

Selecionado por meio do PMI (Procedimento de Manifestação de Interesse), o grupo terá 90 dias para concluir os trabalhos. Conforme o edital, elaborado pelo Escritório de Parcerias Estratégicas (EPE), as centrais irão atender a demanda energética das estruturas físicas da Administração Pública, com serviços de compensação de créditos.

 

O projeto será uma Parceria Público-Privada (PPP) com objetivo de promover a sustentabilidade, gerar economia financeira, estimular o investimento em infraestrutura, reduzir o uso de combustíveis fósseis e, acima de tudo, alcançar eficiência energética.

 

“É uma visão estratégica. A gente entende que priorizar a geração de energia limpa, renovável, é contribuir para questão ambiental, para a sustentabilidade de Mato Grosso do Sul, do Brasil e do mundo”, ressalta o governador Reinaldo Azambuja.

 

A intenção do governador é viabilizar economia financeira ao Estado, utilizando a energia sustentável para alcançar a eficiência energética nos órgãos e entidades do Poder Executivo.

 

Com a implantação desta PPP, o Estado vai seguir o exemplo e o pioneirismo de lugares como Piauí, que implantou a maior usina solar do Brasil. Mato Grosso do Sul possui algumas unidades de captação de energia solar em grande escala, mas que não estão inseridas no âmbito da administração pública estadual.

 

“Esse projeto tem total aderência à nossa agenda para o desenvolvimento sustentável. Mato Grosso do Sul está comprometido com os ODS’s (Objetivo de Desenvolvimento Sustentável) da ONU que vão além deste projeto de energia fotovoltaica, a exemplo da PPP de esgotamento sanitário e da inclusão digital para 2021”, disse a secretaria Especial de Parcerias Estratégicas de Mato Grosso do Sul, Eliane Detoni.

 

De acordo com estudos preliminares, em Mato Grosso do Sul a taxa de incidência solar chega a 5.200 wh/m² ao dia, o que representa quase o dobro da irradiação solar da Alemanha e de outros países europeus, o que demonstra o grande potencial a ser explorado.

 

Em 2019 o consumo de energia elétrica dos órgãos e entidades da Administração Pública Direta e Indireta do Governo do Estado foi de, aproximadamente, 170 milhões de quilowatt-hora (KWh).

 

 Energia Solar Fotovoltaica

 

 A captação de energia solar fotovoltaica funciona por meio de painéis solares que transformam em eletricidade a luz do sol, a energia mais abundante e amplamente renovável do planeta.

 

Com a emissão constante de gases poluentes na atmosfera, e que contribuem para o efeito estufa e destruição da camada de ozônio, o uso de fontes limpas e renováveis de energia tem se tornado uma amostra de responsabilidade com o meio ambiente e com o planeta.

 

“Com a execução desse projeto, o Governo do Estado será exemplo de desenvolvimento sustentável. Fomentar o uso de energia limpa e de energias renováveis é uma linha estratégica do Governo do Estado”, afirmou Eliane.

 

De acordo com Eliane, diversos estudos indicam que o Brasil tem grande potencial na utilização desse tipo de energia. “O Brasil possui capacidade e potencial gigantescos para aproveitar esse recurso. Mato Grosso do Sul está entre as regiões, e mais especificamente entre os estados, com maior incidência solar no país”, explicou a secretária.

 

Energia Limpa

 

Produzida a partir de fontes renováveis, disponíveis na natureza, a energia limpa não libera gases prejudiciais na atmosfera e sua produção tem pouco impacto nos ecossistemas, como a energia fotovoltaica.

 

Esse tipo de energia pode ser gerada mesmo em dias nublados ou chuvosos. No entanto, quanto maior for a radiação solar, maior será a produção de eletricidade. Este tipo de sistema já é utilizado há mais de 30 anos.

 

Ilumina Pantanal

 

Aliando desenvolvimento e a preservação ambiental, o governador Reinaldo Azambuja lançou, juntamente com a Energisa, outro projeto audacioso que irá ampliar no Pantanal, para áreas remotas, o acesso à energia elétrica por fonte renovável, utilizando a energia fotovoltaica.

 

O projeto, que recebeu o nome de “Ilumina Pantanal”, vai levar energia elétrica para cerca de cinco mil pessoas que vivem em áreas remotas do bioma e que atualmente não contam com o serviço.

 

A partir de julho, a maioria das unidades consumidoras atendidas terão instalados microssistemas individuais de geração solar fotovoltaica e armazenamento da energia excedente em baterias. Tudo sem custo para o consumidor.

 

Ao todo, 2.167 unidades consumidoras serão beneficiadas pelo projeto até 2022, o que representa em torno de 5 mil habitantes, espalhados por uma área de 90 mil km², nos municípios de Corumbá, Aquidauana, Coxim, Ladário, Porto Murtinho, Rio Verde e Miranda.