Funtrab qualifica 300 mulheres com as oficinas virtuais de capacitação profissional

Em março de 2021 a Fundação do Trabalho de MS (Funtrab) firmou parceria com a Subsecretaria de Políticas Públicas para Mulheres, no compromisso de atender as demandas do programa “recomeçar”, com oficinas de qualificação social e profissional, desde o início da parceria foram três oficinas virtuais ministradas para cerca de 300 mulheres. 

 

Nesta quarta-feira (23) será ministrada a 4ª oficina virtual de qualificação, com o curso básico e gratuito “Escrita para o Mundo do Trabalho”, das 9 às 11 horas, por meio da plataforma Zoom, a oficina será 100% on-line e terá certificado. Os interessados podem fazer a inscrição por meio do link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdWe-tQdbSHqERZJpftql9eBdhyHIxyZPampNesvgxew2uSfw/viewform?vc=0&c=0&w=1&flr=0 

 

As oficinas são ministradas pela coordenadora da Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae/MS) Rosália Ferreira da Silva, “ estamos felizes com o resultado do nosso trabalho, no virtual podemos atender mulheres de vários municípios do Estado, é preciso encorajar essas mulheres para que elas saibam que são capazes de adquirir independência financeira”, destacou Rosália.  

As oficinas ocorrem sempre na última quarta-feira do mês e aborda temas pertinentes ao mundo do trabalho e de interesse da sociedade. Em março e abril o tema foi “Orientação para inserção ao mercado de trabalho”; em maio “Curso básico de rotinas administrativas”; e a de junho “Curso básico de escrita para o mundo do trabalho”.  

 

Programa Recomeçar  

 

A Subsecretaria de Políticas Públicas para Mulheres, firmou parcerias com o Governo do Estado, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Fundação do Trabalho de MS (Funtrab) e Instituto Rede Mulher Empreendedoras para que muitas mulheres sul-mato-grossenses tenham oportunidade de conquistar a tão sonhada autonomia econômica. 

 

Por meio do programa “Recomeçar”, que oferece oficinas de qualificação profissional, o foco são mulheres em situação de violência. Os cursos vão de matemática financeira básica até como lidar com as redes sociais. 

 

Para 2021, a meta do Programa “Recomeçar” é qualificar cerca de mil mulheres que terão acesso às aulas gratuitas e ferramentas necessárias para que possam empreender e iniciar o seu próprio negócio, gerir as carreiras ou se inserir no mercado de trabalho formal.

Indústria de transformação de MS está entre as cinco que mais cresceram na última década

Mato Grosso do Sul está entre os cinco estados brasileiros com maior crescimento no valor adicionado pela indústria de transformação em todo o País, conforme levantamento realizado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria). Nos últimos dez anos, a indústria de transformação sul-mato-grossense saltou seis posições no ranking nacional, saindo da 18ª colocação para a 12.ª.

 

Na avaliação do presidente da FIEMS, Sérgio Longen, os números são positivos e Mato Grosso do Sul seguramente estará, nos próximos levantamentos, entre os dez principais estados brasileiros em relação ao valor produzido pela indústria de transformação. “A indústria vem se diversificando cada vez mais, vem ocupando os municípios e vem gerando empregos. Os números são muito satisfatórios. A indústria vai bem, apesar da pandemia”.

 

Para o líder empresarial, a atividade industrial vem se desenvolvendo no Estado muito graças a ações desenvolvidas pela Federação das Indústrias em parceria com Governo do Estado, Assembleia Legislativa, prefeituras e Câmaras de Vereadores. “Essa articulação entre as esferas do poder público e a Federação das Indústrias é fundamental para termos resultados positivos. Cada vez mais a indústria do Estado se consolida e os nossos trabalhos têm, de certa forma, dado suporte a isso. Acreditamos que a indústria é o futuro de Mato Grosso do Sul”.

 

Indústria tem a maior participação no PIB de Mato Grosso do Sul

 

Na última década, a indústria também foi o segmento econômico que mais aumentou a sua participação no PIB sul-mato-grossense e atualmente é o setor com a segunda maior participação no PIB estadual, de acordo com levantamento do Radar Industrial da FIEMS. Entre os estados da Região Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul é aquele com a maior participação da indústria no PIB estadual.

 

No período dos últimos 10 anos, a indústria sul-mato-grossense fez o caminho inverso, quando comparada com a participação da indústria nacional. Enquanto a indústria de MS aumentou sua participação no PIB estadual de 18% para 22%, a indústria nacional teve sua participação no PIB brasileiro reduzida de 26% para 22%

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Para o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, os bons números refletem o trabalho em conjunto desenvolvido pelo Governo do Estado em parceria com a FIEMS. “O grande ganho de Mato Grosso do Sul é essa parceria entre setor público e privado. Temos aqui

 

um ambiente fácil de trabalhar. A FIEMS e o Governo do Estado têm o mesmo objetivo, que é fazer desenvolvimento industrial, gerar emprego, uma indústria de qualidade, com agregação de valor. Acho que esse trabalho conjunto é o grande diferencial para fazermos a diferença no Estado”.

 

 

Desenvolvimento da indústria resulta de harmonia dos setores públicos e privados

 

 

Na mesma linha, o secretário de Estado de Infraestrutura, Eduardo Riedel, destacou que o desenvolvimento do setor industrial é fruto de uma harmonia entre o setor público e o setor privado, que tiveram a capacidade de entender as diferenças e provocar as ações necessárias para criar um ambiente atrativo. “Nós desenvolvemos em Mato Grosso do Sul uma série de políticas tributárias e fiscais para melhorar o ambiente de negócios e demos mais modernidade aos processos. Tudo isso foi feito junto com a FIEMS, que protagonizou e liderou esse processo para que pudesse trazer a discussão para o âmbito político, para a Assembleia, para dentro do Executivo, respeitando os interesses do Estado e entendendo as necessidades do empresariado”.

 

 

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Paulo Corrêa, também ressaltou os trabalhos desenvolvidos para impulsionar o desenvolvimento. “Nós temos regras claras de incentivos fiscais, que foram construídas a várias mãos em projetos envolvendo FIEMS, Governo do Estado e Assembleia Legislativa. Com isso, ganhamos competitividade em relação a outros Estados”.

Três em cada 10 MEI fecham as portas em até cinco anos de atividade no Brasil, diz pesquisa

Os microempreendedores individuais (MEI) são os que apresentam a maior taxa de mortalidade em até cinco anos. De acordo com a pesquisa Sobrevivência de Empresas (2020), realizada pelo Sebrae com base em dados da Receita Federal e com pesquisa de campo, a taxa de mortalidade desse porte de negócio é de 29%. Já as microempresas têm uma taxa de mortalidade, após cinco anos, de 21,6% e as de pequeno porte, 17%.

 

De acordo com o presidente do Sebrae, Carlos Melles, o estudo comprova a tese de que quanto maior o porte, maior a sobrevivência, pois o empresário tem um maior preparo e muitas vezes opta por empreender por oportunidade e não por necessidade. “Entre os microempreendedores individuais há uma maior proporção de pessoas que estavam desempregadas antes de abrir o negócio e que, por isso, se capacitam menos e possuem um menor conhecimento e experiência anterior no ramo que escolheram, o que afeta diretamente a sobrevivência do negócio”, afirma Melles.

 

Segundo o estudo, é possível inferir que a maior taxa de mortalidade dos MEI também esteja associada à extrema facilidade de abrir e de fechar esse tipo de empreendimento, quando comparado às Microempresas (ME) e às Empresas de Pequeno Porte (EPP). Para Melles, as facilidades de abrir e fechar o MEI faz com que este sistema se assemelhe ao padrão norte-americano de abrir e fechar empresa. Logo, com a maior facilidade de registro e baixa, passa a ser natural entrar e sair de uma atividade, sem que isso gere implicações burocráticas excessivas.

 

Além disso, quanto menor o porte da empresa, mais difícil obter crédito para manter o capital de giro e conseguir superar obstáculos como os ocasionados pela Covid-19. “Independentemente do porte, mais de 40% dos entrevistados citaram explicitamente como causa do encerramento da empresa a pandemia do coronavírus. Para 22%, a falta de capital de giro foi primordial para o fechamento do negócio”, explica o presidente do Sebrae. A pesquisa também detectou que 20% dos antigos empresários reclamaram do baixo volume de vendas e da falta de clientes.

 

Entre as empresas que encerraram as suas atividades, cerca de 34% dos entrevistados acreditam que ter acesso a crédito poderia ter evitado o fechamento da empresa. Ainda segundo o levantamento, apenas 7% desse grupo de empresas solicitaram crédito bancário e obtiveram êxito. “Esse dado comprova a importância de programas como o Pronampe, que foi criado para corrigir um problema histórico de acesso a crédito pelos pequenos negócios e que ampliou o acesso a empréstimos no país. Antes do programa, cerca de 11% das empresas conseguiam crédito, após a iniciativa, esse número saltou para 39%”, comenta Melles.

 

Ao analisar a sobrevivência por setor, o levantamento feito pelo Sebrae detectou que a maior taxa de mortalidade é verificada no comércio, onde 30,2% fecham as portas em 5 anos. Na sequência, aparecem Indústria da Transformação (com 27,3%) e Serviços, com 26,6%. As menores taxas de mortalidade estão na Indústria Extrativa (14,3%) e na Agropecuária (18%).

 

Minas Gerais é o estado com a maior taxa de mortalidade com um percentual de 30%. Distrito Federal, Rondônia, Rio Grande do Sul e Santa Catarina apresentaram uma taxa de mortalidade de 29%. Amazonas e Piauí foram os que apresentaram as menores taxas de mortalidade (22%), seguidos por Amapá, Maranhão e Rio de Janeiro (23%).

 

 

Outros dados da pesquisa:

 

*42% dos entrevistados estavam desempregados até três meses antes de abrir a empresa. Este número é expressivamente maior do que o total de desempregados verificados na pesquisa realizada em 2016: 23%.

 

*Dentre aqueles que estavam desempregados antes de abrir a empresa, apenas 41% continuam com o empreendimento em atividade atualmente. Já entre os que estavam empregados, esse número sobre para 51%.

 

*72% dos entrevistados possuíam experiência anterior ou conhecimento no ramo de negócio da empresa.

 

*57% dos entrevistados consideram que empreenderam por oportunidade. Enquanto isso, quase 30% dos respondentes empreenderam por necessidade. Em comparação à pesquisa de 2016, observa-se uma diminuição no percentual de empreendedores que abriram empresas motivados por “oportunidade”.

 

*A sobrevivência de quem empreende por oportunidade é de 58%, já no grupo de quem empreende por necessidade, esse percentual cai para 28%

 

*Entre os empreendedores que fecharam a empresa, 34% dos acreditam que ter acesso a crédito poderia ter evitado o fechamento do negócio. Já ¼ dos respondentes afirmou que ter mais clientes teria sido útil.

 

 

|Fonte:A gência Sebrae

Confiança da indústria teve nova alta em junho de 2021, segundo informaçoes da CNI

A indústria segue confiante na economia. É o que mostra o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em junho. O indicador atingiu 61,7 pontos e está próximo dos patamares registrados no segundo semestre de 2020, período de forte recuperação da economia brasileira. O índice varia de 0 a 100, sendo que, quanto maior e mais distante da linha divisória dos 50 pontos, maior e mais disseminada é a confiança.

 

Gráfico com a série histórica do ICEI

 

 

O gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, lembra que esse otimismo é importante para estimular a produção, o investimento e a geração de empregos.

 

“A percepção da indústria quanto às condições atuais da economia e das empresas avançou significativamente neste mês, demonstrando uma percepção mais positiva do estado atual da economia brasileira e das empresas”, explica Marcelo Azevedo.

 

 

O ICEI é composto por dois fatores: Índice de Condições Atuais e Índice de Expectativas. O primeiro cresceu 4,6 pontos para 54,8 pontos e se afastou de qualquer percepção negativa sobre o momento atual da economia e da empresa. O segundo, que já estava em um alto patamar, avançou 2,5 pontos, atingindo 65,1 pontos, o que indica ainda mais otimismo da indústria para os próximos seis meses.

 

 

Fonte: CNI

 

 

Receita: pesquisa sobre mulheres no comércio exterior ouvirá despachantes aduaneiros

A pesquisa, realizada pelo Grupo Banco Mundial, em parceria entre a Oppen Social a Rede Mulher empreendedora, faz parte de estudo sobre participação de mulheres e a facilitação do comércio exterior no Brasil.

 

Dando continuidade ao estudo, que teve início em maio, a pesquisa irá ouvir os despachantes aduaneiros, no período de 17/06 a 29/06.

 

O estudo pretende levantar dados sobre os desafios decorrentes da pandemia de COVID – 19 e as barreiras para uma participação mais equitativa das mulheres no comércio exterior. A partir dele, será possível desenvolver iniciativas e políticas públicas relacionadas.

 

O público alvo são os empresários e gestores de empresas importadoras e exportadoras e os despachantes aduaneiros, em todo território nacional.

 

A pesquisa está sendo realizada por telefone, pela empresa OPPEN, de Vitória – ES, contratada pelo Banco Mundial. A duração é de aproximadamente 25 minutos. É garantido o anonimato das respostas e a total confidencialidade das informações apresentadas.

 

A iniciativa tem como objetivo promover a facilitação do comércio exterior brasileiro e integra o programa de cooperação do Banco Mundial com o Comitê Nacional de Facilitação do Comércio (CONFAC), com a Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) e com a Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (RFB).

 

A empresa Oppen Social estará à disposição para esclarecer qualquer dúvida sobre a pesquisa e para confirmar a identificação dos entrevistadores mediante os seguintes contatos: (27) 3207 6052 (ligações); (27) 98801 4280 (whatsapp) e-mail: pesquisa@oppen.social 

 

Presidente Jair Bolsonaro pede a empresários para segurarem preço dos alimentos

O presidente Jair Bolsonaro fez um apelo a empresários para segurarem o preço dos alimentos. O pedido ocorreu durante encontro com diversos setores econômicos do estado do Rio, ontem (17). A reunião foi restrita e não pôde ser acompanhada pela imprensa. O relato sobre a fala presidencial foi feito pelo senador Flávio Bolsonaro (Patriotas-RJ), em coletiva após a reunião.

 

“Ele passou a mensagem de expectativas boas para o futuro. Fez um apelo ao setor, porque, obviamente, em função dessa grande injeção de recursos na economia, há uma tendência, em todo o mundo, de se aumentar a inflação. Em especial sobre itens de primeira necessidade. Daí fez menção ao setor supermercadista, onde está o arroz, o feijão, o ovo”, disse o senador.

 

Segundo Flávio Bolsonaro, que falou ao lado do presidente da Associação de Supermercados do Rio de Janeiro, Fábio Queiroz, o presidente Bolsonaro reconheceu o sacrifício que os supermercadistas já fazem.

 

“Dentro dessa cadeia produtiva, obviamente, não são os supermercadistas os responsáveis pela alta dos preços. Ele [Bolsonaro] fez esse apelo, se for possível, de reduzir ainda mais, se houver espaço, a margem de lucro. A gente compreende que é uma equação difícil de fechar. Temos que sustentar aqueles que não têm condições, e precisam ter o que comer em suas casas. Em função do aumento da procura, a consequência natural é a elevação dos preços. Ele [o presidente Bolsonaro] demonstrou uma preocupação específica em relação à inflação dos produtos da cesta básica”, relatou o senador.

 

O presidente da associação dos supermercadistas reconheceu que o setor tem responsabilidade, conjunta com o governo, em segurar os preços. Mas lembrou que o câmbio, que enfraquece o real e fortalece o dólar, acaba fazendo os produtores se interessarem mais pela venda ao mercado externo.

 

“A alta do dólar é um convite muito grande à exportação e isso dá escassez de mercadoria no mercado interno, o que pressiona a inflação. Temos, todos nós, da cadeia produtiva e do abastecimento, junto com o governo, responsabilidade em segurar os preços”, disse Queiroz.

 

Os empresários, reunidos em torno do movimento Rio Produtivo, formado por 11 entidades econômicas do estado, apresentaram ao presidente Bolsonaro uma carta com propostas. Entre essas, estão a manutenção do auxílio emergencial à população e às empresas; a aceleração da vacinação para a retomada mais rápida da economia, e investimentos em obras de infraestrutura como rodovias e integração viária dos aeroportos do Estado.

 

Fonte: Agência Brasil

Resfriador de leite doado pela Agraer amplia capacidade produtiva de associação de Arapuá

A doação de um resfriador de leite pela Agencia de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer) para a Associação Centro Rural de Arapuá, que administra um pequeno laticínio em Três Lagoas, vai ampliar a capacidade de produção leiteira local.

 

O leite processado é adquirido de pequenos produtores da região, e essa doação além de resultar em maior capacidade de produção, impacta na economia e possibilita ao consumidor final um produto de qualidade e procedência.

 

Presidente da Associação, Vanderley Manoel Ferreira, explica que possuíam dois resfriadores que possibilitavam uma produção diária de 1 mil litros, e que essa doação vai ampliar essa capacidade.

 

“Nossa média ideal na seca é de 4 a 5 mil litros e esse resfriador vai nos proporcionar um armazenamento maior, além de ser utilizado quando os outros passarem por manutenção. Agradeço imensamente a todos os envolvidos direta e indiretamente pela sensibilidade e atenção ao homem do campo”.

 

O transporte do equipamento foi feito pelo Departamento de Agronegócio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Agronegócio (Semea). O coordenador de Agronegócio, Célio Lopes de Barros, destacou a importância do trabalho desenvolvido em prol da população.

 

“A Agraer é grande parceira das ações e programas da Semea e esta boa relação tem se destacado em prol do produtor rural que é contemplado com serviços e produtos, melhorando sua produção”, destacou.

 

Com o suporte técnico da Agraer, a Associação está se organizando, fomentando o empreendedorismo rural e trabalhando de forma organizada com foco na agricultura familiar, afirma o coordenador regional, Jurandir Xavier.

 

“Além de processar o leite in natura eles produzem iogurte. Temos uma frente de atuação lá com desenvolvimento de uma plataforma de trabalho com objetivo de fomentar a produtividade de leite, fazer um planejamento estratégico, e prestar assistência técnica ara os produtores que participam desse cooperativa”, destaca.

A partir de julho de 2022, bomba de combustível terá assinatura digital para evitar fraudes

A partir de 1º de julho de 2022, todas as bombas de combustível fabricadas no Brasil deverão contar com assinatura digital das medições. De acordo com o Inmetro, o objetivo dessa iniciativa é dificultar a ocorrência de fraudes eletrônicas que adulteram o volume do combustível entregue ao consumidor.

 

A transição do parque de bombas instalado para o novo regulamento será gradual, dispensando a necessidade de substituição forçada de bombas em uso, salvo em casos de fraude comprovada ou na substituição natural de uma bomba obsoleta pelo tempo de uso.

 

“Na prática, a certificação digital vai permitir que o próprio consumidor confirme, por meio de aplicativo no celular, que está pagando e levando a quantidade de combustível indicada na hora do abastecimento”, comenta Nilton Rodrigues, presidente da AEM-MS (Agência Estadual de Metrologia de MS), órgão vinculado à Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) e delegado do Inmetro.

 

O prazo de 1º de julho de 2022 foi estabelecido pela Portaria nº 264/2021, publicada quarta-feira (16), que também estabeleceu requisitos complementares de software e hardware para os instrumentos, além do que já estava determinado na Portaria nº 559/2016.“Foi preciso estender esse prazo para adequação dos fabricantes, por mais que a indústria já estivesse se movimentando neste sentido. Além disso, o Inmetro se tornou autoridade certificadora (AC) de primeiro nível, o que também culminou em pequenos ajustes no regulamento, fazendo com que os fabricantes necessitem de um pouco mais de tempo”, explica Bruno Couto, chefe da Divisão de Gestão Técnica (DGTEC) da Diretoria de Metrologia Legal (Dimel) do Inmetro.

 

Somente como AC de primeiro nível o Inmetro pode estabelecer regras para credenciar certificadores de segundo nível que emitirão certificados utilizados para a assinatura digital das bombas medidoras.

 

Vale esclarecer que 30 de junho de 2022 é o prazo final para fabricantes comercializarem bombas de modelo aprovado de acordo com o regulamento anterior. Os fabricantes, porém, poderão vender bombas novas antes desse prazo, conforme a sua capacidade de desenvolvimento.

 

Ajustes técnicos

 

O credenciamento do Inmetro como autoridade certificadora de 1º nível no âmbito da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileiras (ICP- Brasil), tornou necessário o ajuste de alguns requisitos do regulamento.

 

Tais alterações foram amplamente discutidas com os fabricantes de bombas medidoras de combustíveis, que são os atores do processo diretamente afetados pelos requisitos e serão os responsáveis pela comprovação de seu atendimento. A Portaria nº 559/2016 previa que a indústria teria até 17 de junho deste ano para apresentar os modelos para a verificação inicial.

 

Além disso, as medidas de restrições impostas pela pandemia tornam difícil a aquisição de insumos para produção em diversos segmentos da economia e não poderia ser diferente neste caso de bombas medidoras de combustíveis. Adicionalmente, com as alterações do regulamento, proveniente do Inmetro passar a ser AC de primeiro nível na ICP-Brasil, e consequentemente a necessidade de adequação dos instrumentos, tornou imprescindível a postergação dos prazos. “É importante ressaltar que a não prorrogação do prazo causaria o desabastecimento do mercado brasileiro, pois não seria mais possível a verificação inicial das bombas medidoras”, reforça Couto.

IBGE: setor da construção voltou a crescer em 2019, depois de dois anos de queda

A Pesquisa Anual da Indústria da Construção (Paic) 2019, divulgada hoje (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que naquele ano o setor totalizou R$ 288 bilhões, sendo R$ 273,8 bilhões em obras e serviços de construção e R$ 14,2 bilhões em incorporações. Desse total, R$ 127,3 bilhões foram em construção de edifícios, R$ 92,8 bilhões em obras de infraestrutura e R$ 67,9 bilhões em serviços especializados.

 

Em 2019, o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 1,4%, o terceiro valor positivo seguido após a retração observada em 2015 e 2016. A construção havia retraído em 2017 e 2018 e voltou a crescer em 2019, alcançando 1,5%. A criação de empregos no setor também voltou a crescer, após vários anos de queda ou estagnação.

 

A pesquisa identifica mudanças estruturais na indústria da construção ao longo do tempo, não fazendo relações de causalidade nem análises conjunturais. As variáveis analisadas são empregos e salários, receita, custos e despesas, valor das incorporações e tipos de obra. A série histórica traz a análise de dez anos, de 2010 a 2019.

 

O IBGE destaca que se em 2010 as obras de infraestrutura respondiam por 44,1% da indústria da construção, em 2019 caíram para 32,2%, passando de primeiro para o segundo lugar em valor total. A construção de edifícios assumiu a primeira posição, passando de 39,1% em 2010 para 44,2% em 2019. Essa inversão foi verificada em 2012 e se acentuou em 2015, mantendo proporções parecidas desde então. Os serviços especializados para construção vêm numa trajetória crescente, passando de 16,8% em 2010 para 23,6% em 2019.

 

Segundo a pesquisa, a diminuição da infraestrutura pode ser associada à queda da participação do setor público, que passou de 41,4% em 2010 para 30,3% em 2019, já que o investimento necessário para o setor é muito elevado, assim como a incerteza. Essa mudança reflete também o fim do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o início da modalidade Parcerias Público-Privadas (PPP).

 

Ocupação e remuneração

 

Foram registradas 125,1 mil empresas no setor de construção em 2019, com 1,9 milhão de pessoas ocupadas, um aumento de 1,7% frente a 2018. Um total de R$ 56,8 bilhões foi pago em salários, remunerações e retiradas, o que representa 2,7% de aumento real na mesma comparação. É o primeiro resultado positivo desde 2014 para os dois indicadores.

 

Por outro lado, quando se compara 2019 com o ano de 2014, o número de pessoas ocupadas é 34,2% menor, e o total de salários, remunerações e retiradas caiu 41,6%, segundo o IBGE. Na comparação decenal, o porte das empresas caiu a menos da metade, indo de uma média de 32 pessoas ocupadas por empresa em 2010 para 15 em 2019. Já o salário médio mensal diminuiu de 2,6 salários mínimos para 2,3 no mesmo período.

 

Tipo de obra

 

As mudanças estruturais na indústria da construção podem ser verificadas também no tipo de obra ou nos serviços realizados. Enquanto em 2010 o primeiro lugar ficava com a construção de rodovias, ferrovias, obras urbanas e obras de arte especiais, com 21%, o grupo passou para o terceiro lugar em 2019, com participação de 16,2%. O primeiro lugar foi ocupado pelas obras residenciais, que ficavam em segundo com 20,6%, e subiram para 25,7%. Serviços especializados para construção passaram de terceiro (15,4%) para segundo (19,8%).

 

A pesquisa destaca o aumento do crédito imobiliário e dos programas de habitação popular que ocorreram no período, além do aumento do poder de compra das famílias, que impulsionaram as obras residenciais e a aquisição da casa própria.