SENAI prorroga inscrições para curso de eletricista em Campo Grande e Dourados

 

O SENAI, em parceria com a Energisa, por meio do Programa Escola de Energia, está com inscrições abertas para processo seletivo do curso de formação de eletricistas de redes de distribuição. As inscrições, que iriam até o dia 16 de novembro, foram prorrogadas até o dia 26 de novembro, sexta-feira,  por meio do site, http://www.ms.senai.br/.

 

O curso terá início no dia 06 de dezembro, tem o total de 40 vagas, sendo 20 para Campo Grande e 20 para Dourados. Para se inscrever, é necessário ter 18 anos completos, ensino médio completo, CNH categoria B, além de disponibilidade de participar do curso que será ministrado de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. O curso deve ter cerca de 60 dias de duração.

 

O valor do curso é R$ 1.445. A Energisa, vai patrocinar 50% do valor para os candidatos selecionados. Com isso, o investimento será de R$ 722,50, que pode ser pago em três vezes.

 

O processo seletivo prevê dois testes: FIT Cultural e de escada. Os selecionados serão avisados para efetuar a matrícula. Caso algum candidato desista, serão chamados os que estiverem na lista de espera.

 

O curso faz parte do Programa Escola de Energia, uma parceria entre o Grupo Energisa e o Senai que visa potencializar a formação profissional, além de ampliar as possibilidades de contratação dos profissionais qualificados para o setor de energia.

 

O diretor-presidente da Energisa, Marcelo Vinhaes, destaca que o curso é uma oportunidade de formação para jovens sul-mato-grossenses. “A falta de capacitação impacta diretamente na hora de procurar uma oportunidade no mercado de trabalho. Por isso, a Energisa aposta na capacitação. É uma forma de contribuirmos com a sociedade e também termos profissionais capacitados no nosso banco de talentos. Assim, quando surgirem vagas, já temos profissionais aptos a desenvolverem as atividades necessárias e somarem com a companhia”, afirma.

 

Formação de eletricistas vai aumentar disponibilidade de mão de obra em MS

 

O curso de Formação de Eletricistas de Redes de Distribuição é um projeto voltado para a capacitação de profissionais de Mato Grosso do Sul. A intenção é capacitá-los como eletricistas de redes de distribuição na baixa e média tensão, bem como para a realização de serviços técnicos comerciais, seguindo normas específicas, técnicas de segurança, qualidade e meio ambiente.

 

A formação conta com aproximadamente 390 horas de aulas. No fim do curso, o participante que tiver o desempenho satisfatório receberá um certificado digital e ficará no banco de talentos da Energisa para participar de futuras oportunidades de trabalho.

 

Pnad 2020: cai rendimento do trabalho e aumenta transferência de renda

 

O auxílio emergencial e o aumento do desemprego, devido à pandemia de covid-19, alterou o perfil do rendimento das famílias, de 2019 para 2020. Nesse período, caiu o rendimento de trabalho e aumentou a renda vinda de outras fontes (transferências de renda), como o auxílio emergencial. É o que mostra a Pnad Contínua 2020: Rendimento de todas as fontes, divulgada hoje (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

O total de pessoas com rendimento de trabalho recuou de 92,8 milhões para 84,7 milhões, representando redução de 44,3% para 40,1% da população. Já o número de pessoas que recebiam outros rendimentos subiu de 16,4 milhões, em 2019, para 30,2 milhões, em 2020. Ou seja, saiu de 7,8% para 14,3% da população.

 

Conforme esta edição da Pnad Contínua, pela primeira vez, desde 2012, quando começa a série histórica, o grupo dos outros rendimentos foi maior que o das pessoas que recebiam aposentadoria e pensão (26,2 milhões ou 12,4%). Também pela primeira vez em toda a série, o Nordeste foi a primeira grande região do país a registrar um percentual de pessoas com rendimento de trabalho (32,3%) menor que a quantidade de quem recebia rendimento de outras fontes (32,8%).

 

A analista da pesquisa, Alessandra Scalioni Brito, lembrou que, com a necessidade de adoção de medidas de isolamento social, houve perda de empregos principalmente nos setores de serviços e comércio. “O pessoal mais informal em geral, nesses setores atingidos também foram, proporcionalmente, os mais afetados do que o funcionário público. Com menos gente tendo renda do trabalho, que em geral é a principal fonte de renda das famílias, foi necessário um auxílio emergencial e esse programa social acabou sendo um colchão para a situação não ser tão grave”, afirmou.

 

Rendimentos

 

A participação de outros rendimentos na composição do rendimento domiciliar per capita no Brasil subiu de 3,4% em 2019 para 7,2% em 2020. Em movimento contrário, o peso do rendimento do trabalho recuou de 74,4% para 72,8%.

 

No período, também tiveram queda os rendimentos de aposentadoria ou pensão (de 18,7% para 17,6%), de aluguel e arrendamento (de 2,4% para 1,5%) e de pensão alimentícia, doação ou mesada (de 1,2% para 0,8%).

 

A pesquisa apontou que de 2019 para 2020, o rendimento médio real de todas as fontes apresentou queda de 3,4%. Com isso, mudou de R$ 2.292, em 2019, para R$ 2.213, em 2020. O Sudeste registrou o maior valor (R$ 2.575). Embora tenha sido a única região a não apresentar queda no valor, o Nordeste foi o menor (R$ 1.554).

 

O rendimento de outras fontes chegou ao menor valor (R$ 1.295) desde 2012, com a queda de 15,4%, movimento que foi notado em todas as grandes regiões, principalmente, nas Sudeste, Sul e Centro-Oeste, onde as perdas foram de 19,6%, 13,2% e 21%, respectivamente.

 

Mesmo com o recuo recorde de 5,1%, o item aposentadoria ou pensão se manteve com a maior média em 2020 (R$ 1.919), entre as categorias que compõem o rendimento de outras fontes. O rendimento proveniente de aposentadoria ou pensão registrou diferenças regionais relevantes. Enquanto nas regiões Norte e Centro-Oeste, a participação ficou em 12,7% e 14,8%, respectivamente, na Nordeste alcançou 21%, na Sul,17,9%, e na Sudeste 17,4%. Para a analista, a queda nesses rendimentos pode refletir duas situações. “Podem ser vários fatores. Pode ter efeito da mortalidade da covid-19 e também do represamento do INSS em liberar os benefícios porque o serviço estava fechado e o pessoal não conseguiu fazer perícia. Pode ter a dificuldade das pessoas acessarem o benefício pelo represamento”, contou Alessandra.

 

“Como foi na passagem de 2019 para 2020, fatores novos que a gente teve foram os associados à pandemia. Seja a doença em si e questões operacionais de pessoas nessa faixa etária, que seriam elegíveis a entrar com pedido de aposentadorias, podem ter tido que adiar em função da fila na Previdência Social. A gente tem essa questão como possibilidade. Não tem como afirmar efetivamente o que contribuiu mais ou menos”, completou a analista da pesquisa, AdrianaBeringuy.

 

A maior expansão anual ocorreu no valor dos outros rendimentos (R$ 678), que aumentou 12,3% em relação a 2019. No entanto, frente a 2012, a estimativa ficou praticamente estável. “É a única rubrica que teve crescimento em relação a 2019, com crescimento de 12,3%. É a maior expansão anual neste indicador, que é muito explicado pelo pagamento do auxílio emergencial que entra nesta rubrica de outros rendimentos, na parte de outros programas sociais”, disse Alessandra.

 

Já o rendimento médio mensal real, que habitualmente é recebido de todos os trabalhos, subiu 3,4% de 2019 para 2020 e alcançou R$ 2.447, o maior valor da série. A explicação é a saída de 8,1 milhões de pessoas da população ocupada, no período, que contribuiu para a elevação dessa média.

 

O mesmo não foi visto no rendimento médio mensal real domiciliar per capita, que teve retração de 4,3% em 2020, atingindo R$1.349. Enquanto isso, o rendimento per capita nos domicílios que recebiam outros programas sociais apresentou elevação de 12,2% entre 2019 e 2020, saindo de R$ 688 para R$ 772. Para Alessandra Scalioni Brito, a concessão do auxílio compensou em parte a perda de rendimentos pelo trabalho.

 

“Nas regiões que têm um peso maior do auxílio, que foram Norte e Nordeste, meio que compensou a perda do emprego, porque tem também uma mudança do programa social com um valor maior. Já nas outras regiões, essa renda domiciliar também tem outros fatores. Têm aposentadorias e pensões, aluguel”, apontou, destacando que apesar de ter atenuado o impacto, o auxílio não foi pensado para suprir toda a queda que teve as outras fontes de renda no mercado de trabalho.

 

Desigualdade

 

As pessoas que tinham rendimento médio domiciliar per capita de R$ 15.816 (representam 1% da população), em 2020, ganhavam 34,9 vezes o rendimento dos 50% com os menores rendimentos (média de R$ 453). Em 2019, a relação chegou a 40 vezes, o maior valor da série.