IGDI repete melhor resultado já registrado para o mês de janeiro desde 2014, diz Radar da Fiems

Apesar da pandemia do novo coronavírus, que trouxe impactos econômicos para diversos setores da economia, o IGDI (Índice Geral de Desempenho Industrial) de Mato Grosso do Sul, que foi criado pelo Radar Industrial da Fiems e é calculado com base nas pesquisas de Confiança e Sondagem Industrial, repetiu no mês de janeiro de 2021 o mesmo desempenho de janeiro de 2020, considerado o melhor para o período desde 2014. No primeiro mês deste ano, o Índice alcançou 56 pontos, o que indica um crescimento de 7,2 pontos sobre a média histórica obtida para o mês de janeiro.

 

O coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, explica que 70% das empresas industriais do estado reportaram crescimento ou estabilidade da produção. “Comparando com o mesmo mês do ano passado, essa participação foi superior em 3 pontos percentuais. Essa melhora também se refletiu na utilização da capacidade instalada que alcançou o maior patamar já registrado para o mês de janeiro, com 68% de utilização média da capacidade total”, afirmou.

 

O economista acrescenta que 70% dos entrevistados disseram que a utilização da capacidade instalada ficou igual ou acima do usual para o mês. Já os índices de intenção de investimento e confiança permaneceram em patamares elevados com 63,7 e 64,1 pontos, respectivamente. “Por fim, com os dados consolidados constata-se que o IGDI permanece acima dos 50 pontos, indicando que, na média geral, o nível de atividade industrial percebido pela maior parte dos empresários respondentes foi satisfatório no mês de janeiro”, completou.

 

O Índice

 

O IGDI reflete a percepção do empresário em relação ao desempenho apresentado pela atividade industrial. “Na elaboração, foram selecionadas cinco variáveis – emprego, investimento, produção industrial, utilização da capacidade instalada e confiança – e todas com peso de 20% na composição do Índice”, detalhou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems.

 

No caso do emprego na indústria, o IGDI utiliza o percentual de estabelecimentos que aumentaram o número de empregados, enquanto na parte de investimento o Índice leva em consideração a intenção de investimentos para os próximos seis meses. Já da produção é usado o percentual de indústrias com a produção estável ou crescente, da utilização da capacidade instalada se pega o percentual médio e da confiança a base é o ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial).

 

O IGDI Fiems contou com a avaliação, validação e auxílio técnico do professor-doutor Leandro Sauer, da Escola de Administração e Negócios e do Programa de Pós-Graduação em Administração (Mestrado e Doutorado) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (ESAN/UFMS). “O professor é matemático com atuação na utilização de métodos quantitativos em economia e tem comprovada experiência na elaboração e uso de indicadores sintéticos”, reforçou o economista.