Com terceira alta seguida na expansão anual, carteira de crédito deve crescer 0,3% em abril

 

O saldo total da carteira de crédito deve crescer 0,3% em abril, revela a Pesquisa Especial de Crédito da Febraban, com destaque para a alta esperada nos recursos para as famílias (+0,7%). Se o resultado se confirmar, o ritmo de expansão anual da carteira deve acelerar pelo terceiro mês seguido, passando de 8,3% para 8,6%, reforçando os sinais de um cenário mais positivo para o crédito em 2024, que tem se beneficiado do ciclo de queda da taxa de juros e da moderação nas taxas de inadimplência.

 

As projeções são feitas com base em dados consolidados dos principais bancos do país, que representam, a depender da linha de crédito, de 41% a 88% do saldo total do Sistema Financeiro Nacional. O levantamento da Febraban é divulgado mensalmente como uma prévia dos dados oficiais, que estão programados para serem divulgados no dia 27 de maio, pelo Banco Central nas Estatísticas Monetárias e de Crédito.

 

De acordo com os dados da pesquisa, a carteira Pessoa Física com recursos livres deve crescer 0,6% no mês, liderada pelos financiamentos de veículos, que têm se favorecido do processo de queda dos juros, e do cartão de crédito à vista, neste caso, impulsionado pelo consumo aquecido das famílias.

 

Já a carteira direcionada deve seguir apresentando desempenho robusto e crescer 0,9%, novamente mostrando avanço disseminado entre as modalidades.  Assim, o ritmo de expansão anual da carteira Pessoa Física deve voltar a mostrar aceleração, passando de 10,1% para 10,6%.

 

Já o crédito destinado às empresas, por sua vez, deve recuar 0,4% em abril. A queda deve ser puxada pela carteira com recursos livres (-0,9%), afetada pela sazonalidade negativa das linhas de fluxo de caixa e por um desempenho ainda fraco da modalidade capital de giro, a principal da carteira.

 

Por outro lado, o crédito Pessoa Jurídica direcionado deve crescer 0,5%. Em 12 meses, o ritmo de expansão da carteira PJ deve ficar praticamente estável, em 5,7% (ante 5,6% em março), com relativa estabilidade tanto na carteira livre (permanecendo em 3,0%) quanto na direcionada (de 10,5% para 10,7%).

 

“Os números da pesquisa de abril continuam apontando para um horizonte mais promissor para o crédito em 2024. Assim, as projeções para o crescimento do crédito neste ano devem seguir sendo revisadas para cima, alinhando-se com as perspectivas mais positivas para o desempenho da economia”, avalia Rubens Sardenberg, diretor de Economia, Regulação Prudencial e Riscos da Febraban.

 

“As menores taxas de juros e a moderação das taxas de inadimplência têm contribuído para ampliar as ofertas de crédito por parte das instituições financeiras. A dúvida, agora, é se a piora recente no cenário macro, explicitada na última reunião do Copom, vai ou não inibir, ainda que parcialmente, esta trajetória de retomada do crédito”, complementa Sardenberg.

 

Concessões

 

As concessões de crédito devem retrair 0,5% em abril (ou -9,5% quando ajustado por dias úteis). O menor volume no mês é especialmente afetado pela sazonalidade negativa de algumas modalidades Pessoa Jurídica, mas a retração na margem deve ser disseminada entre os recursos e segmentos.

 

O maior recuo deve ocorrer nas concessões destinadas às empresas, especialmente nas operações com recursos livres, diante da típica retração das linhas de fluxo de caixa (descontos de duplicatas e antecipação de faturas de cartão) no início do trimestre. O volume de concessões destinado às famílias também deve recuar na margem, mas em menor medida.

 

 

Entretanto, na visão acumulada em 12 meses, que elimina as influências sazonais, o volume de concessões deve mostrar um ganho de tração, passando de uma alta de 5,6% em março para 7,8% em abril.

 

No mesmo sentido, a comparação com o mês de abril de 2023 (que também elimina fatores sazonais) aponta alta de 3,9% na média de dias úteis (ou +0,2% quando também ajustado pela inflação).

 

A íntegra da Pesquisa Especial de Crédito pode ser acessada neste link.

Agronegócio bate recorde de exportações em abril, com US$ 15,24 bilhões, diz ministério

 

Com valor recorde, as vendas externas brasileiras de produtos do agronegócio foram de US$ 15,24 bilhões em abril de 2024, um valor 3,9% superior na comparação com os US$ 14,67 bilhões exportados no mesmo mês de 2023. Esse resultado correspondeu a 49,3% das exportações totais do Brasil.

 

O saldo de abril foi fortemente influenciado pela elevação do volume embarcado, que subiu 17,1%. Em relação aos preços médios dos produtos da agropecuária, houve queda de 11,3%, impossibilitando o registro de um valor ainda mais expressivo nas exportações.

 

 

As exportações brasileiras de grãos atingiram um volume próximo de 18,5 milhões de toneladas em abril de 2024, número que corresponde a uma expansão de 6,7% na comparação com os 17,3 milhões de toneladas exportadas no mesmo mês de abril de 2023.

 

 

PRODUTOS BRASILEIROS

 

Segundo os dados da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, açúcar de cana, carne bovina in natura, café, algodão não cardado nem penteado e celulose são os produtos que mais contribuíram para o crescimento das exportações no mês.

 

Destaque por ter o maior valor exportado dentre todos os produtos do agronegócio brasileiro, a soja em grãos respondeu pela maior parte das exportações do setor. O volume exportado atingiu 14,70 milhões de toneladas, com elevação de 362,4 mil toneladas na comparação com a quantidade embarcada em abril de 2023. A quantidade é a terceira maior já registrada para um mês em toda a série histórica.

 

A China é o principal importador da oleaginosa brasileira, tendo adquirido praticamente dez milhões de toneladas ou o correspondente a US$ 4,29 bilhões.

 

Já as vendas externas de carnes brasileiras atingiram US$ 2,21 bilhões em abril de 2024, com crescimento de 27,5% frente às exportações de abril de 2023. Os registros de vendas externas de carne bovina foram de US$ 1,04 bilhão (+69,2%), com forte expansão do volume exportado, que passou de 133,40 mil toneladas para 236,77 mil toneladas no período em análise (+77,5%).

 

Este volume é recorde para os meses de abril. Um dos maiores motivos para a expansão da quantidade exportada está no aumento da demanda chinesa por carne bovina in natura brasileira.

 

Outro destaque é o complexo sucroalcooleiro, que continua registrando recordes de exportação. Em nenhum mês de abril da série histórica as exportações do setor tinham ultrapassado a cifra de um bilhão.

 

Nesse mês de abril de 2024, as vendas externas do complexo sucroalcooleiro foram de US$ 1,07 bilhão, número que significou um crescimento de 77,6% na comparação com os US$ 600,07 milhões exportados em abril de 2023. O crescimento foi obtido em função das exportações de açúcar, que quase dobraram em volume (+94,7%), na comparação entre abril de 2023 e 2024.

 

EXPORTAÇÕES JANEIRO A ABRIL (1º QUADRIMESTRE)

 

No primeiro quadrimestre de 2024 as exportações brasileiras do agronegócio alcançaram o valor recorde de US$ 52,39 bilhões, o que representou crescimento de 3,7% em relação aos US$ 50,52 bilhões exportados no mesmo período do ano anterior. O aumento na quantidade embarcada é o fator que explica a expansão em valor, uma vez que o índice de quantum aumentou 14,8%, enquanto o índice de preço caiu 9,6%.

 

Os principais produtos que explicam o crescimento das exportações no acumulado do ano de 2024 foram: açúcar de cana em bruto (+US$ 2,41 bilhões); algodão não cardado e não penteado (+US$ 1,36 bilhão); café verde (+US$ 958,32 milhões); carne bovina in natura (+US$ 814,62 milhões) e açúcar refinado (+US$ 589,73 milhões). A soma do incremento das vendas externas desses cinco produtos mencionados foi de US$ 6,13 bilhões, enquanto o crescimento das exportações totais foi de US$ 1,87 bilhão.

 

ACUMULADO DOZE MESES (MAIO DE 2023 A ABRIL DE 2024)

 

Entre maio de 2023 e abril de 2024, as exportações do agronegócio brasileiro alcançaram o montante de US$ 168,36 bilhões, o que representou expansão de 4,7% em comparação aos US$ 160,86 bilhões exportados nos doze meses imediatamente anteriores.

 

Dessa forma, os produtos do agronegócio brasileiro representaram 49,3% das exportações brasileiras no período, 1,3 ponto percentual a mais do que a participação do agronegócio nas vendas externas entre janeiro e novembro de 2022.

 

 

Fonte: Mapa

Instituto Amazônia+21 lança fundo para investir R$ 4 bilhões em projetos sustentáveis

 

Instituto Amazônia+21 lançou nesta sexta-feira (17) uma plataforma para atrair investimentos que financiarão negócios sustentáveis na Amazônia. A organização é uma iniciativa de empresários da região e conta com o suporte da Confederação Nacional da Industria (CNI) e das nove federações das indústrias dos estados da Amazônia Legal – Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima, Pará, Maranhão, Amapá, Tocantins e Mato Grosso.

 

A ferramenta Facility de Investimentos Sustentáveis funcionará por meio de um blended finance. A intenção inicial é captar R$ 600 milhões nos primeiros três anos. Ao longo de 10 anos, a meta é chegar a R$ 4 bilhões. A CNI é a primeira instituição a investir no fundo, ao comprar uma das dez cotas pioneiras no valor de R$ 2 milhões.

 

Participaram do lançamento da iniciativa, em São Paulo (SP), cerca de 140 empresários, dirigentes e representantes de instituições financeiras, fundos de investimento, associações e federações de indústrias. Na abertura, o presidente da CNI, Ricardo Alban, defendeu a exploração sustentável da floresta como forma de produzir renda e riqueza especialmente para as populações locais.

 

“Não podemos nos dar ao luxo de desprezar o potencial da Amazônia em todos os aspectos, seja na biodiversidade ou nas riquezas naturais, mas eles têm de ser transformados em bem para o Brasil e para a humanidade”, disse.

 

O presidente do Instituto Amazônia+21, Marcelo Thomé, disse que a CNI, ao dar o exemplo e investir na primeira cota do fundo, reforça o compromisso da indústria brasileira com a agenda da sustentabilidade. “Os eventos climáticos cada vez mais extremos exigem ação imediata, e é isso que a gente está propondo” destacou.

 

“Estamos muito animados com a possibilidade de impulsionar negócios sustentáveis na Amazônia. Se somarmos esforços, seremos vetores de investimento e contribuiremos para melhorar a vida de 30 milhões de brasileiros que vivem na região”, completou Thomé, destacando que 70% dessas pessoas vivem em núcleos urbanos e que, portanto, o país precisa melhorar a infraestrutura das cidades.

 

Exemplo e esperança para gerações futuras

 

O prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, e as instituições parceiras da iniciativa participaram do lançamento. O Serviço Nacional de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) foi representado pela gerente adjunta da Unidade de Inovação, Anny Pricyla; a APEX, pelo diretor Floriano Pesaro; a ABDI, pela  diretora de Economia Sustentável e Industrialização, Perpétua Almeida; a BEMOL, pelo presidente, Denis Minev; e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), pela coordenadora de Programa, Maristela Baioni, que explicou o apoio da instituição à iniciativa.

 

“A Facility representa uma esperança, uma oportunidade de transformação, de desenvolvimento humano e sustentável para a região Amazônica. Nós do PNUD temos a clareza de que com o sucesso da Facility será possível levar essa experiência para outros países e provocar uma transformação planetária, e renovar as nossas esperanças não só para a nossa geração, mas para gerações futuras”, disse Baioni.

 

O representante regional da ONU-Habitat para a América Latina e Caribe, Elkin Velásquez, aprsentou a jornada de concepção e a implementação da Facility de Investimentos da instituição, que inspirou a construção da Facility de Investimentos Sustentáveis. Na sequência, Carol Vilanova apresentou a Flor de Jambu, um negócio da Bioeconomia Amazônia e parte portfólio da Facility, explicando o contexto do ecossistema.

Financiamento misto

 

blended finance é uma forma de financiamento misto, unindo recursos que podem ser comerciais, públicos, de fomento e filantrópicos, para viabilizar projetos de impactos positivos sociais e ambientais.

 

Com esse valor, o Instituto Amazônia+21 espera os seguintes impactos:

  • Desenvolvimento de uma economia de alto valor agregado, justa e inclusiva no bioma;

  • Redução do desmatamento, das emissões, da poluição e aumento da conservação da biodiversidade;

  • Desenvolvimento socioeconômico e a melhoria das condições de vida das populações locais;

  • Ampliação e diversificação da oferta de bens e serviços no território.

 

A Facility de Investimentos trabalhará simultaneamente com quatro plataformas em setores como bioeconomia, energia renovável e turismo sustentável. São elas:

 

  1. Plataforma de investimentos que destinará capital para empresas, projetos e iniciativas em setores estratégicos da economia verde;

  2. De assistência técnica para estruturação de projetos financiáveis e de impactos positivos sociais e ambientais;

  3. De engajamento multistakeholder para promover a cooperação entre todos os atores;

  4. De conhecimento para criação de dados e de informações quantitativas e qualitativas sobre a Amazônia.

Benefício para investidores

 

Entre os benefícios para os doadores, estão a alavancagem de capital em até sete vezes e a participação na governança da ferramenta. Já para os investidores comerciais, estão previstos retornos financeiros semelhantes às taxas e ao prazo do mercado tradicional. Além disso, doadores e investidores estarão contribuindo no combate à mudança climática e na conservação do meio ambiente e da biodiversidade.

 

Atualmente, o portfólio da Facility de Investimentos Sustentáveis já conta com as seguintes iniciativas:

 

  • Projetos de 96 startups voltados para o desenvolvimento da bioeconomia na Amazônia. As iniciativas, selecionadas pelo programa Inova Amazônia, do Sebrae, receberão assistência técnica e financeira.

  • O Centro de Bioeconomia e Conservação da Amazônia, em Porto Velho (RO). Com uma área de cerca de mil hectares, o local receberá o plantio de pelo menos 100 espécies de plantas amazônicas que devem ser estudadas. Além do plantio, o centro deve reunir vitrines tecnológicas, áreas de restauração da Floresta Amazônica, laboratórios e escritórios: tudo voltado para pesquisa e produção de mudas e sementes da Amazônia.

  • O Projeto de Habitação Social, em parceria com a Caixa Econômica Federal, que prevê a construção, em prova de conceito, de oito unidades habitacionais sustentáveis em palafitas e uma estrutura social de 300m² com o uso de madeira engenheirada (processada industrialmente para otimizar o seu desempenho para uso na Construção Civil). O potencial de médio e longo prazo inclui um plano de desenvolvimento urbano sustentável do bairro, com arquitetura financeira híbrida para viabilizar sua implementação e escala de produção de moradias sustentáveis.

  • Estudo para a conversão de lixões em aterros sanitários na região da Amazônia Legal.

Instituto Amazônia+21

 

Criado em 2021, o Instituto Amazônia+21 tem o objetivo fomentar negócios sustentáveis e de apoiar empresas e novos empreendimentos na região amazônica, e busca conectar oportunidades locais com fundos de investimentos e organizações interessadas em financiar ou participar das iniciativas.

 

O portfólio de serviços do instituto contempla difusão de práticas ESG, mensuração de resultados e impactos de projetos, consultoria técnica, assessoria para captação e aplicação de investimentos, articulação de parcerias voltadas à incorporação de tecnologias e à inovação.

 

Fonte: CNI

Taxa de desemprego fica em 7,9%; índice é o menor em 10 anos, mostra pesquisa

 

A taxa de desemprego do país no primeiro trimestre de 2024 foi de 7,9%, uma queda de 0,9 ponto percentual na comparação com o mesmo trimestre de 2023 (8,8%), segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada sexta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa é a mais baixa da série histórica do primeiro trimestre em 10 anos – até então, o menor índice tinha sido registrado no primeiro trimestre de 2014, com 7,2%.

 

Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, a taxa de desocupação caiu em 21 estados e no DF. As unidades da federação que registraram menor nível de desocupados foram: Acre, Amazonas, Pará, Amapá, Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Mato Grosso, Goiás e DF.

O crescimento na desocupação foi registrado em quatro estados: Rondônia (3,2% a 3,7%), Roraima (6,8%  a 7,6%), Rio Grande do Sul (de 5,4% a 5,8%) e Mato Grosso do Sul (4,8% a 5%). Em Santa Catarina, a taxa se manteve estável em 3,8%.

 

“A trajetória de queda anual, que já vem sendo observada em outros trimestres, se manteve”, analisa Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas por amostras de domicílios do IBGE, em nota.

 

taxa de desocupação trimestral

 

 

No primeiro trimestre de 2024, havia 1,9 milhão de pessoas que procuravam trabalho durante dois anos ou mais. Esse contingente se reduziu em 14,5% frente ao primeiro trimestre de 2023, quando 2,2 milhões de pessoas buscavam trabalho por dois anos ou mais.

 

A pesquisa também revelou aumento no rendimento médio real mensal habitual que, no trimestre encerrado em março, foi de R$ 3.123. No mesmo trimestre do ano passado, esse valor era R$ 3.004.

 

Desigualdade de gênero e raça

 

As taxas de desocupação seguem maiores para mulheres, pessoas pretas e pardas e aquelas com o ensino médio incompleto. Todos esses grupos ficaram acima da média nacional (7,9%). No primeiro trimestre, essa taxa foi estimada em 6,5% para os homens e 9,8% para as mulheres.

 

Quando analisada a taxa de desocupação por cor ou raça, a dos que se declararam brancos (6,2%) aparece abaixo da média nacional, enquanto a dos pretos (9,7%) e a dos pardos (9,1%) ficaram acima.

 

Já na análise por nível de instrução, a taxa de desocupação para as pessoas com ensino médio incompleto era de 13,9%. Para os que tinham superior incompleto, a taxa foi de 8,9%, mais que o dobro da verificada para o nível superior completo (4,1%).

 

Fonte: Agência Brasil

Funtrab, Suzano e Senai abrem oportunidades de aprendizagem para jovens de 17 a 23 anos

 

A Funtrab (Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul) e a fábrica Suzano unem forças para lançar ações de qualificação e empregabilidade em Ribas do Rio Pardo, lançando juntas inscrições para os cursos de aprendizagem em Mecânica, Eletromecânica e Administração.

 

O curso será ministrado no Senai e a parte prática, a ser realizada na fábrica Suzano, em Ribas do Rio Pardo. Os requisitos são os seguintes:

 

  • Ter entre 17 anos e 23 anos e 11 meses (completos até 15/07). Somente no curso de Mecânica é obrigatório ter 18 anos ou mais.

  • Estar cursando (ou ter concluído e Ensino Médio);

  • Ter disponibilidade para participar do programa de segunda a sexta, das 7h às 11h10, no Senai/Suzano

  • Residir em Campo Grande (aprendizagem em Eletromecânica e Administração)

  • Residir em Ribas do Rio Pardo (aprendizagem em Mecânica)

  • Não ter participado de outro programa de aprendizagem

 

Como benefícios, os selecionados terão direito à bolsa-auxílio(compatível com o mercado), ônibus fretado e/ou vale-transporte (para as localidades que não tem fretado), plano de saúde, seguro de vida e Gympass (academias). As inscrições estarão abertas até o dia 27 de maio.

 

Serão 20 vagas para aprendizagem em Mecânica, 20 vagas para Aprendizagem em Administração e 25 vagas para Aprendizagem em Eletromecânica, totalizando 65 vagas. Para se inscrever, os interessados devem acessar o link:

 

https://forms.office.com/pages/responsepage.aspx?id=FZMQpyeX30qXrUhJu2Ptyz495zsM7p9AnL53JE53sRBUMTA0SzRURkJTSEIxVUQxQVRNSVRVWEwwWi4u

 

Vinculada à Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), a política de geração de emprego e qualificação passam a ser estratégia de desenvolvimento econômico do Estado por meio da Funtrab.

 

Segundo a diretora-presidente da Funtrab, Marina Carvalho Dobashi, a parceria visa suprir a crescente demanda da indústria local, concentrando em dois eixos principais: florestas e indústria.

 

“Essa parceria oferecerá um leque e possibilidades no âmbito administrativo e gerencial. A iniciativa não apenas impulsionará no crescimento econômico da região, mas também fortalecerá o capital humano, preparar os trabalhadores para os desafios do mercado atual e futuro”, enfatiza a dirigente.

Últimos dias: Meu Bolso em Dia Febraban ensina a declarar o IR 2024 sem erros

 

A poucos dias para a data limite para a entrega do Imposto de Renda 2024, quem ainda tem dúvidas sobre como declarar o imposto pode contar com uma ajuda extra: a plataforma de educação financeira Meu Bolso em Dia Febraban disponibilizou em sua página um guia com dicas para o contribuinte preencher e entregar a declaração do Imposto de Renda 2024.

 

O material é gratuito e reúne as principais informações para ajudar nessa tarefa, que costuma ser trabalhosa. O prazo para a entrega da declaração vai até 31 de maio.

 

Divido em três tópicos principais, o guia traz as novidades do imposto 2024, as dicas sobre como declarar e outra parte dedicada à restituição. Logo no início, explica quem precisa declarar e traz a nova tabela do IR 2024, que amplia a faixa de isenção do imposto de renda para R$ 2.259,20. Antes, o valor para a isenção era de até R$ 2.112,00.

 

No passo a passo para preencher a declaração, há links para o site da Secretaria da Receita Federal e para o serviço “Meu Imposto de Renda”, no Centro Virtual de Atendimento (e-CAC), para quem optar pelo preenchimento online. É possível baixar o programa no computador e em dispositivos móveis.

 

O guia detalha cada um dos diferentes modelos de declaração (simplificada e completa) e esclarece sobre o uso da certificação digital e quem está dispensado dela. Também traz um tópico voltado para MEIS explicando como preencher o imposto e como emitir Nota Fiscal de Serviços eletrônica (NFS-e).

 

“A página traz em linguagem simples e clara as informações para que o contribuinte consiga, ele mesmo, preencher e transmitir o imposto corretamente. E esse incentivo é importante porque a declaração é o retrato da sua situação financeira. Nela, ele tem noção de todo o valor que recebeu durante um ano, onde investiu, poupou e o quanto deve”, destaca Amaury Oliva, diretor de Cidadania Financeira da Febraban.

 

Para facilitar o trabalho do contribuinte, o material lista todos os documentos que precisam ser levantados antes do início da declaração e apresenta a relação das despesas que poderão ser usadas como dedução na declaração de 2024. Também elenca as situações que garantem a isenção do imposto de renda que muitas pessoas desconhecem.

 

Na segunda parte do guia há informações detalhadas sobre como usar a declaração pré-preenchida, com um passo a passo para usá-la, e as situações que impedem o seu acesso. E, na última parte, sobre restituição, o guia apresenta o calendário para quem tiver direito a receber de volta parte do imposto pago, a partir do dia 31 de maio de 2024, e uma lista com dicas importantes para evitar que a declaração caia na malha fina.

 

 

Sobre o Meu Bolso em Dia

 

Lançado em março de 2010, o portal Meu Bolso em Dia Febraban oferece informações didáticas sobre finanças pessoais para que brasileiros possam tomar decisões conscientes relacionadas ao uso do dinheiro, do crédito e de bens financiados. Desde o seu lançamento, o portal foi acessado por mais de 34 milhões de pessoas. O portal também disponibiliza outras ferramentas para facilitar a vida dos internautas, como o simulador dos sonhos, tabelas para controlar os gastos de acordo com o público (estudantes, donas de casa, famílias e aposentados), enquetes, e o Índice de Saúde Financeira, por meio do qual é possível calcular o índice pessoal de acordo com o perfil de gastos e hábitos de poupança. A versão mobile da ferramenta também está disponível no portal.

 

Fonte: Febraban

Confiança dos industriais avançou pouco em maio, mostra pesquisa realizada pela CNI

 

Empresários industriais apresentaram pequeno aumento da confiança na passagem de abril para maio, passando de 51,5 pontos para 52,2 pontos, segundo o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI). Apesar de positivo, o aumento não reverte a queda observada em abril, de 1,3 ponto. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), de forma geral, a indústria está confiante pois o índice segue acima da linha divisória de 50 pontos, na escala de 0 a 100.

 

Valores acima de 50 pontos indicam confiança do empresário e valores abaixo de 50 pontos indicam falta de confiança do empresário.

 


“A visão dos empresários sobre o cenário atual é o que puxa o indicador para baixo. Quando olhamos as expectativas para os próximos meses, o número segue acima da linha de corte e mostra otimismo”, explica o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.

 

Componente do ICEI

 

O Índice de Condições Atuais avançou 1,3 ponto, de 45,7 pontos para 47,0 pontos. No entanto, ao permanecer abaixo da linha divisória de 50 pontos, o índice ainda traduz percepção negativa das condições atuais em relação aos últimos seis meses. O aumento discreto do indicador sugere que a percepção de piora tornou-se menos intensa e disseminada entre os industriais.

 

O Índice de Expectativas aumentou de 57,5 pontos para 57,9 pontos, apontando para expectativas positivas quanto à economia brasileira e às empresas nos próximos seis meses.

 

Sobre o ICEI

 

O ICEI consulta empresários industriais para prever o desempenho e sinalizar as mudanças de tendência da produção da indústria. A CNI entrevistou 1.341 empresários industriais de todos os portes pelo Brasil.

 

 

Fonte: CNI

No 1º mês do novo prazo de cobrança, metade da liquidação de boletos já ocorre no mesmo dia

 

No primeiro mês de vigência das novas regras para a cobrança dos boletos, 52% das operações já acontecem no prazo D+0, em que os valores pagos pelo consumidor são repassados ao credor no mesmo dia, se o pagamento é feito até as 13h30min.

 

A apuração considera o período de 18/03/2024 a 18/04/2024, quando as novas regras de modernização da cobrança de boletos entraram em vigor.

 

Nesse período, foram realizadas 376 milhões de transações via boleto, que movimentaram R$ 540 bilhões. Desses, R$ 260 bilhões foram repassados a credores no prazo D+0 (mesmo dia), e o restante, em D+1 (em um dia útil).

 

O diretor-adjunto de Serviços da Febraban, Walter Faria, destaca o empenho do setor bancário em modernizar e agilizar a liquidação de boletos, com os bancos investindo R$ 35 bilhões a cada ano em tecnologia.

 

“O boleto bancário é um dos meios de pagamento mais usados pelos brasileiros para o pagamento de contas de consumo, de escolas, academias, condomínios, planos de saúde, consórcios, financiamentos, cartões de crédito e cobrança entre empresas. Só no ano passado, foram transacionados 4,2 bilhões de boletos, totalizando R$ 5,8 trilhões. A mudança no prazo de liquidação traz agilidade para o cobrador e beneficia muito o comércio”, destaca o diretor.

 

Não é a primeira vez que o sistema bancário faz mudanças nos boletos para torná-lo mais seguro, ágil e competitivo. Em julho de 2017, entrou em operação o sistema de pagamento de boletos, denominado de Plataforma Centralizada de Recebíveis (PCR), que exigiu investimentos de R$ 500 milhões, permitindo a impressão de dados exigidos pelo Banco Central: CPF ou CNPJ do emissor, data de vencimento, valor, além do nome e número do CPF ou CNPJ do pagador. Outra grande novidade foi a possibilidade de pagar boletos vencidos em qualquer banco.

 

A Febraban calcula que o sistema PCR mitigou a cada ano, o equivalente a R$ 450 milhões em fraudes (valor estimado).

 

Foto: Arquivo

Número de empresas abertas cresce 29% em abril em MS, com mais de mil estabelecimentos

 

O número de empresas abertas em Mato Grosso do Sul cresceu 29,7% em abril de 2024, totalizando 1.037 estabelecimentos no mês. No mesmo período de 2023, este volume era de 800 empresas. No acumulado do ano até abril foram criadas 3.872 firmas, alta de 11% diante do no passado. Os dados são da Jucems (Junta Comercial do Estado de Mato Grosso do Sul), órgão vinculado à Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).

 

Entre as empresas abertas, o destaque ficou com o setor de Serviços com 750 do total, seguido por comércio com 244 e indústria com 44 estabelecimentos. No balanço do ano foram 2.752 firmas no segmento de serviços; 965 no comércio e 155 na indústria. No ranking dos municípios Campo Grande lidera a abertura com 481 empresas no total em abril, seguida por Dourados 135, Três Lagoas com 39 e Ponta Porã com 34.

 

Ambiente positivo e agilidade

 

Na avaliação do presidente da Jucems, Nivaldo Domingos da Rocha, o desempenho foi motivado pelo PIB positivo e a política de simplificação e agilidade implantada pela Junta Comercial. “Com estas ações o Estado atingiu a média de 2,5 horas para o registro de empresas na Jucems. Com essa aproximação do Governo, por meio da Semadesc, da Junta Comercial e o SEBRAE estamos chegando aos municípios trazendo o registro de formalização para 12 horas em média. Isso está refletindo positivamente nos números. Estamos aí com a média de crescimento, de 11% em relação a 2023 que é positivo para o Governo do Estado”, salientou.

 

O titular da Semadesc, Jaime Verruck destacou que o resultado é fruto das políticas voltadas para desburocratização do setor empresarial. “Este é mais um recorde batido graças ao ambiente positivo de negócios do Estado, as ações e políticas públicas que buscam uma gestão mais eficiente e digital que é a meta do Governo”, finalizou Verruck.