Indústria gráfica de MS projeta alta de 15% na demanda por impressos para as eleições

As indústrias gráficas de Mato Grosso do Sul projetam aumento de até 15% na demanda de produtos gráficos nas eleições gerais deste ano, revertendo a tendência de queda verificada nas eleições anteriores. Para 2022, o setor gráfico estima crescimento no volume de negócios e contratação de profissionais temporários para atender a alta procura nesse período.

 

A análise é feita pelas entidades que representam o segmento no Estado: Abigraf-MS (Associação Brasileira da Indústria Gráfica Regional de Mato Grosso do Sul) e Sindigraf-MS (Sindicato das Indústrias Gráficas de Mato Grosso do Sul).

 

Neste ano, as eleições são para presidente da República, governador, senador, deputados federais e estaduais. De acordo com a legislação eleitoral, a partir desta terça-feira (16/08) os candidatos podem distribuir material gráfico, fazer caminhadas, carreatas ou passeatas, entre outros atos de propaganda política.

 

O presidente da Abigraf-MS, Julião Flaves Gaúna, aponta que para este ano houve uma mudança de comportamento dos políticos em relação às estratégias de comunicação com o eleitorado. “Antes, houve uma utilização intensa da internet, com o papel sendo deixado de lado como condutor de informação. Agora, há um equilíbrio, e os políticos estão procurando mais a impressão em papel para divulgar seus feitos e propostas”, explicou.

 

Entre papel e internet, quem sai ganhando é o eleitor, que tem mais oportunidade de conhecer as propostas dos candidatos. “Acreditamos que as duas ferramentas são importantes para o conhecimento do eleitorado. Na internet, são informações pontuais e rápidas. Já com a impressão, o político pode disseminar conteúdo sobre ações de mandato ou propostas e discussões mais aprofundadas”, afirma Gaúna.

 

Na mesma linha, o presidente do Sindigraf-MS, Altair da Graça Cruz, encara com otimismo a chegada do período eleitoral. “A expectativa é das melhores, e já começamos a receber vários pedidos de orçamento. Mesmo sendo uma campanha curta, tenho certeza de que as empresas do setor têm capacidade produtiva de atender a todos os pedidos dentro do prazo”, assinala.

 

Nessa época, as indústrias gráficas também começam a contratar mão de obra para auxiliar na linha de produção. “Surgem muitas vagas temporárias, em especial para a fase de acabamento dos materiais. É um período em que todos ganham”, conclui Cruz.

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